quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

É possível congregar com desprendimento denominaci...

Você falou em congregar com "desprendimento denominacional" e eu acrescentaria que não existe uma desprendimento denominacional na prática se não houver uma separação do sistema denominacional para se estar reunido SOMENTE ao nome do Senhor Jesus Cristo, o Nome tão digno ao Pai que é, infelizmente, muitas vezes, considerado por nós de somenos importância.

Quantas vezes estamos prontos a alterar nosso rumo um pouquinho a fim de não sofrermos por causa deste Nome tão maravilhoso. E então caímos, como a grande maioria de nossos irmãos espalhados pelas divisões, na tentação de nos identificarmos por mais algum nome, esquecendo do valor que Seu bendito Nome tem para Deus, esquecendo‑nos que "Jesus Cristo" é, segundo o propósito de Deus, Aquele "do qual toda a família nos céus e na terra toma o Nome" (Ef 3.15). Mas por que tanta importância deve ser dada ao Seu nome? Porque Deus faz assim e porque disto depende o testemunho da unidade da Igreja sobre a terra, testemunho este apresentado aos homens (João 17.23) e aos anjos (Ef 10.3).

Infelizmente vemos o Nome de Cristo sendo considerado algo secundário e os cristãos passam a dar mais valor à união dos crentes do que à unidade do um só corpo, comprometendo assim o testemunho desta unidade e passando por cima da verdade. Existe uma diferença entre união, no sentido em que estou mostrando aqui, e unidade. Unidade é aquilo que já temos. Deus fez a igreja UM SÓ CORPO (Ef 4.4), e isto independente de nós. Foi Ele quem a fez assim. Cabe agora a nós darmos testemunho desta unidade que é tão preciosa aos olhos de Deus. Ninguém pode destruir a UNIDADE do Corpo de Cristo, mas os homens conseguiram arruinar o TESTEMUNHO desta unidade, ou seja, aquilo que é visível aos homens e aos anjos e que coube aos homens preservar ("Rogo‑vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer... Está Cristo dividido?" 1 Co 1.10,13).

Quanto à UNIÃO dos crentes, ela deve existir (Fp 2.2 diz, na versão atualizada, para sermos unidos de alma), mas nunca deve comprometer a verdade. Os homens dizem: "Não importa que doutrina você professe ou que denominação tenha; o importante é estarmos unidos." Isto é uma mentira. Deus nunca coloca o Seu selo em algo que não é segundo a verdade. As doze tribos de Israel foram divididas, tendo dez tribos seguido a Jeroboão, que fez altares para que o povo adorasse fora de Jerusalém, e duas tribos ficado com Roboão, adorando em Jerusalém. Deus permitiu tal divisão pois ela expressava o coração do povo, mas, embora Deus considerasse como Seu povo as doze tribos, reconhecia apenas Judá e Benjamim como estando no lugar que Ele havia escolhido para por o Seu Nome (Dt 12; 2 Cr 10.1‑19). Embora as dez tribos estivessem no lugar errado, adorando de maneira errada, Deus não permitiu que Judá e Benjamim lutassem contra seus irmãos das dez tribos, mesmo que tal luta fosse para reuní‑los novamente em um só Israel (2 Cr 11.1‑4). Mesmo no lugar errado, continuavam a ser o povo de Deus.

Mas vemos um alerta em 2 Crônicas 11.13‑16 que mostra, por um lado, a bênção de se estar onde Deus colocou o Seu Nome (no caso era Jerusalém ‑ o "UM LUGAR" de Dt 12) e o declínio, por outro lado, entre aqueles que se conectaram com o erro. Jeroboão lançou fora os verdadeiros sacerdotes do Senhor, pois não queria que eles ministrassem entre o povo, e elegeu para si mesmo sacerdotes, do mais baixo do povo, que não eram da tribo de Levi (1 Rs 12.31). Assim é o homem: escolhe para si aquilo que lhe agrada, passando por cima do que Deus determinou. Isso acabou em grassa idolatria como sabemos muito bem. Por outro lado, "aqueles de todas as tribos de Israel, OS QUE DERAM O SEU CORAÇÃO A BUSCAREM AO SENHOR DEUS DE ISRAEL, vieram a Jerusalém para oferecerem sacrifícios ao Senhor Deus de seus pais".

Mesmo em meio à ruína, sempre haverá aqueles que desejarão fazer as coisas conforme a vontade do Senhor, negando a sua própria vontade. Não duvido que tenha sido difícil para muitos terem tomado tal decisão. Se pensarmos que a grande maioria do povo não adorava no lugar estabelecido por Deus (dez tribos contra apenas duas), o mais fácil para qualquer israelita era adorar mais próximo de casa. Mas existiram aqueles, e Deus os recompensará por sua fidelidade, que saíam de suas casas, talvez escondidos dos guardas de Jeroboão, e iam até Jerusalém para adorar a Deus no lugar e da maneira que Ele havia instituido. Quão preciosa cena devia ser, aos olhos de Deus, um israelita fiel enfrentar os perigos e cansaços da viagem para fazer a Sua vontade! Com certeza isto ficou registrado no coração de Deus.

Mais adiante encontramos um rei temente a Deus, Josafá, reinando sobre Judá e Benjamim (2 Cr 17). Seu reino foi forte pois Deus o abençoou grandemente. Ele não apenas estava no lugar de testemunho estabelecido por Deus, mas procurava andar segundo a Sua Palavra (17.4‑9). Mas ele errou ao se aparentar com Acabe, rei de Israel (as dez tribos), indo se encontrar com ele em Samaria. Isto é procurar união fora dos princípios de Deus e fora do lugar que Ele estabeleceu. Evidentemente Josafá foi bem recebido e nós também somos bem recebidos quando nos afastamos daquilo que Deus nos ordena.

Mas isto somente no começo. Há sempre uma cilada escondida por trás dos presentes e das lisonjas que possamos ganhar e você verá que Acabe preparou uma armadilha para que Josafá fosse morto em seu lugar durante a batalha (2 Cr 18). Uma outra característica daquele que deixou o lugar que Deus havia estabelecido, associando‑se com aqueles que, embora seus irmãos, não estavam num lugar de obediência, foi sua incapacidade de julgar e discernir a vontade de Deus. Como se diz na linguagem popular, Josafá passou a "engolir" tudo sem nenhum julgamento. Tanto é que quando escuta um verdadeiro profeta declarar a verdade, se faz de surdo e segue adiante como se nada tivesse acontecido. Ele nem mesmo intercedeu pelo profeta quando este foi trancafiado, e preferiu seguir adiante dando ouvidos àqueles que diziam "coisas aprazíveis" (Is 30.10), tendo que colher frutos amargos de sua desobediência.

Enquanto em Roboão vemos que Deus não permitiu que LUTASSE contra aqueles que estavam fora do lugar, em Josafá vemos que Deus não queria que se UNISSE com aqueles que estavam fora do lugar. Eram irmãos, povo de Deus, e portanto não deviam ser combatidos. Mas estavam fora do lugar estabelecido por Deus e da forma que Este havia dado para adorarem. Portanto não deveriam ir a eles. Em um tempo de maior desvio da verdade, encontramos o profeta Jeremias sentando‑se, e sentindo‑se, solitário (Jeremias 15.17) por causa da impiedade que se espalhava por toda a parte. E qual foi a admoestação que Deus lhe deu? "Portanto assim diz o Senhor: Se tu voltares, então te trarei, e estarás diante da minha face; e se apartares o precioso do vil, serás como a minha boca; TORNEM‑SE ELES PARA TI, MAS NÃO VOLTES TU PARA ELES". (Jr 15.19).

Mas o que tem tudo isso que aconteceu a Israel a ver conosco que somos cristãos? "Porque TUDO que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança" (Rm 15.4). São lições claras para nós e seremos néscios se não as atendermos. Na história de Israel as dez tribos foram logo dispersas, a ponto de nunca mais poderem ser consideradas um testemunho do povo de Deus: "Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha feito: nunca se apartaram deles. Até que o Senhor tirou a Israel (as dez tribos) de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas: assim foi Israel (as dez tribos) transportado da sua terra à Assíria até ao dia de hoje. E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta... e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel" (2 Rs 17.22‑24).

As dez tribos foram dispersas e se misturaram com as nações e hoje homem algum poderá identificar um israelita dessas tribos. Eles serão somente recongregados quando o Senhor vier para reinar no milênio. No lugar deles, na terra de Samaria, foram colocados gentios que aprenderam os costumes de Israel e tornaram‑se nos samaritanos que encontramos no Novo Testamento. Restou apenas Judá e Benjamim, que embora tenham sido levados cativos mais tarde, foram, por Deus, trazidos de volta a Jerusalém (um pequeno remanescente) em Esdras/Neemias, para que houvesse sempre um testemunho naquele lugar. E não devemos nos esquecer de que mesmo no exílio os judeus oravam voltados para Jerusalém pois consideravam o lugar que Deus havia estabelecido (Dn 6.10).

Assim, embora Deus nunca tenha deixado de considerar as dez tribos como Seu povo (e as trará de volta no final), Ele colocou o seu selo sobre Judá/Benjamim para que fossem Seu testemunho na terra até a formação da Igreja, e também depois que a Igreja for arrebatada. Seriam os de Judá/Benjamim melhores israelitas do que os outros? Não! Eles eram iguais. Mas guardaram a Palavra do Senhor e não negaram o Seu Nome que estava sobre Jerusalém, o único lugar que tinha o selo de Deus para que os israelitas fossem ali adorar.

Há lições para nós? Muitas! Hoje Deus tem um povo: todos os seus filhos nascidos de novo; lavados pelo precioso sangue do Cordeiro e destinados ao céu. Mas, assim como Israel falhou em guardar a unidade, este povo de Deus, que é a Igreja, falhou igualmente. Deus não tem mais um lugar no sentido terreno, como era Jerusalém, mas continua tendo um lugar: "ONDE estiverem dois ou três reunidos em meu nome, AÍ, estou EU no meio deles" (Mt 18.20). Somente este lugar, onde Cristo é reconhecido, Sua Palavra TODA é aceita e o Seu Nome é o ÚNICO em evidência, é o lugar que Deus coloca o Seu selo como sendo o Seu testemunho sobre a terra. Embora nem todos os israelitas adorassem em Jerusalém, TODOS eram ali representados como testemunho. Embora nem todos os cristãos do mundo se reúnam ao nome do Senhor somente, todos estão ali representados no único pão. E é dado, assim, testemunho da unidade, e Deus é glorificado nisso.

Mas o que devemos fazer com respeito aos nossos amados irmãos que se encontram fora do bendito lugar de reunião estabelecido por Deus? O que fazer com aqueles que não consideram o Nome de Cristo como suficiente para identificá‑los, adotando diferentes denominações? O que fazer com aqueles que, embora nossos irmãos amados, não se sujeitam a Cristo como Cabeça na assembléia, colocando homens para dirigi‑los e tolhendo, assim, a liberdade do Espírito? O que fazer com relação àqueles que vão estar junto conosco no céu, mas que aqui na terra se organizam em diferentes denominações que não existirão no céu?

Uma resposta já temos: devemos amá‑los e considerá‑los como irmãos, ou seja, não fazer guerra contra eles (como Roboão). E outra coisa que devemos fazer é não irmos a eles e nem nos associarmos com eles em suas denominações e organizações. "O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte‑se da iniquidade" (2 Tm 2.19). Se entendemos a gravidade que é alguém dividir os filhos de Deus por diferentes nome; se entendemos a desonra que é para o Senhor nos identificarmos com algum outro nome além do dEle; se entendermos o desprezo à Sua bendita Pessoa que é colocar algum homem dirigindo‑nos em adoração; e se entendermos o dano que tudo isso causou ao testemunho da unidade do corpo de Cristo, nos manteremos afastados das denominações, dos seus sistemas humanos e dos seus cultos.

Mas, se não entendermos que tudo isso é "iniquidade", nossos sentidos estarão embotados e já teremos sido seduzidos pelas "oportunidades" que poderão se nos apresentar no meio denominacional. "Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." (2 Tm 4.3,4).

Faz algum tempo um pastor que conheci numa cidade próxima daqui, convidou‑me para falar em sua igreja. Com todo o cuidado para não ofendê‑lo, expliquei a ele como me reunia, e atenderia ao seu convite se fosse para falar, por exemplo, em sua própria casa. Mas, expliquei, minha consciência não me permitiria reunir em um lugar que estivesse sob a placa de uma denominação que divide os crentes. Na oportunidade dei de presente a ele alguma literatura.

A última notícia que tive dele, dada por duas pessoas diferentes, membros de sua denominação, foi que ele, no púlpito, pregou contra a literatura que ganhara, dizendo que tratava‑se de algo produzido por uma organização com o objetivo de destruir as denominações. Na ocasião ele chamou no púlpito irmãos e irmãs que receberam literatura semelhante, para que se comprometessem a trazer a ele toda literatura para ser queimada. Isso demonstrou o que há no coração daquele líder eclesiástico. Deus, em toda a Sua Palavra, exalta a Cristo como Cabeça sobre a Sua Igreja. E não deveríamos nós também exaltá‑Lo assim? Não importa quanta oposição iremos receber (e sempre haverá oposição), devemos nos firmar na Verdade, custe o que custar. "Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada" (Mt 15.13).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Quer saber se sou pastor e qual a minha igreja?

Esta é apenas uma outra maneira de contar a você que Jesus veio a este mundo para salvar você. Porque Ele ama você. Clique aqui para saber o quanto. Então, o que VOCÊ fará a respeito? Quer uma idéia? Clique aqui.

Antes que pergunte, este é um site pessoal. Não está ligado, nem pertence, a qualquer grupo religioso, igreja, denominação ou organização. Não sou pastor, padre ou qualquer coisa do gênero. Sou uma pessoa comum como você. Por ter sido um pecador perdido e ter sido encontrado e salvo pelo Senhor Jesus, esta foi a maneira que encontrei de falar dEle a todo mundo. Quer ver o testemunho do Mário Persona?
Clique aqui.

Ah, sim, você deve estar querendo saber se pertenço a algum tipo de igreja ou reunião Cristã, não é mesmo? Então
clique aqui para entender como creio que os Cristãos deveriam se reunir. Esta é a maneira como eu e outros estamos reunidos, ao nome de Jesus somente.

Você tem dúvidas ou comentários?
Clique aqui para enviar-me um e-mail. Se quiser saber mais sobre a história deste site, clique aqui. Se quiser aprender mais sobre a Bíblia, visite Chapter-a-Day e leia uma mensagem diária. Para enviar o endereço desta página a um amigo, use o formulário abaixo. Estou contente que esteja aqui.

A salvação

"Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus". "Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz" I Coríntios 6:20 e Efésios 5:8

Se você tem aceitado este sacrifício de Jesus Cristo na cruz pelas suas transgressões, alegre-se! A salvação está em arrepender-se, converter o caminho e seguir Jesus como referencial.

"O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" Romanos 6:23

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" 1 Pedro 1:3

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3:16

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" Efésios 2:8-9

"Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressucitou dentre os mortos, serás salvo" Romanos 10:9

"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" Romanos 5:8

A Bíblia Fala: A novilha vermelha e o sacrifício de Jesus na cruz...

A Bíblia Fala: A novilha vermelha e o sacrifício de Jesus na cruz...: 7. O sacrifício de uma novilha de vermelho puro que nunca tivesse levado jugo é a cerimônia mais estranha no sistema do santuário de Is...

ELE AMA VOCÊ

Você anseia por amor, por um amigo que possa interessar-se por todos os seus problemas, e cujo amor nunca falhe? Jesus é assim - Ele ama você! Pense nisto, Jesus Cristo ama você.

Rejeitá-lo?

Então o que você vai fazer com este amor? Rejeitá-lo? Fazer pouco dele? Desprezá-lo? Zombar dele? Você não gostou quando alguém fez o mesmo com o amor que você tentou demonstrar. Não seria melhor você ir agora a Ele que ama tanto você? Ele morreu para salvar você de seus pecados e para ter você junto com Ele na glória.

A Coisa Mais Preciosa

O amor de Jesus é a coisa mais preciosa que você pode ter. Ele ama você. Ele Se aproxima de você agora em Sua misericórdia e chama você para estar com Ele - chama você para desfrutar de bênçãos eternas - chama você para receber o Seu amor.

Ele Pode Libertar Você

Você quer confiar nEle como seu Salvador, seu Senhor, seu Libertador do pecado? Acaso você não deseja ser liberto da escravidão do pecado? O pecado em seu coração é que faz com que você seja infeliz. Faz de você uma pessoa orgulhosa, cheia de ódio, invejosa. O pecado acabará destruindo você para sempre se não for salvo dele. Somente Jesus pode salvar você, "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor". Romanos 6:23.

Converse com Ele

O que você fará com o amor de Jesus? Irá recebê-lo, ou irá recusá-lo? Lembre-se do que você sentiu quando alguém recusou a afeição que você tentou demonstrar. Quer ir a Ele agora e deixar que Ele salve você? Ele ama você e quer que você vá a Ele, confie nEle que Ele pode salvar você, tirar todos os seus pecados, dar a você um lar eterno com Ele e Seu povo. Tão somente converse com Ele bem aí onde você está. Tão somente vá a Ele do jeito que estiver agora. Conte a Ele suas tristezas, seus medos, seus problemas. "O Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim." Gálatas 2:20.

Ele Não Rejeitará Você

Quando Jesus estava na Terra, Ele disse: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei... e o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora". Mateus 11:28; João 6:37. Jesus, o Salvador ressuscitado, está hoje tão ansioso em receber pecadores com todos os seus pecados e suas necessidades quanto quando Ele esteve aqui entre os homens. Se, como pecador, você for a Jesus e crer nEle como seu Salvador, você terá a Palavra de Deus de que seus pecados serão perdoados, e você irá estar com Ele quando vier buscar os que Lhe pertencem.

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16.

Evangelho sem fermento: Um crente pode perder o Espirito Santo?

Evangelho sem fermento: Um crente pode perder o Espirito Santo?: Jamais! Se a salvação e o Espírito Santo tivessem sido conquistados pelo crente, por sua fidelidade, boas obras ou esforço próprio, então ...

sábado, 3 de dezembro de 2011

A arvore de natal me deixa vulneravel aos demonios...

Você contou que recebeu um email "falando sobre arvores e enfeites de natal que são portas de entrada para demônios numa casa por ser o natal uma festa de origem pagã, e segundo esse email não devemos ter essa "porta" aberta pois através dela daremos "legalidade" ou permissão para agirem na nossa vida".


Não vá muito atrás dessas mensagens e dos pregadores que costumam coar o mosquito e engolir o camelo. Geralmente eles acabam substituindo uma superstição por outra, alguns com boas intenções, mas outros apenas para criar uma superstição e colocar medo em seus seguidores a fim de mantê-los na rédea curta.

Vivemos cercados por símbolos pagãos, mas isso não significa que ficamos vulneráveis ao diabo. Quer um exemplo? Olhe para sua carteira de identidade. O "Brasão de Armas do Brasil" traz uma grande estrela de cinco pontas, com um círculo interno contendo 27 estrelas de cinco pontas, mais as cinco estrelas que representam o Cruzeiro do Sul e mais uma estrelinha sobre fundo vermelho na base. No total são 34 estrelas de cinco pontas.

Qualquer bruxo sabe que a estrela de cinco pontas é um antigo símbolo pagão que representava a deusa romana Vênus, e também os cinco elementos: terra, fogo, água, ar e um espírito que cuidaria de tudo isso. Em rituais de magia ela também é usada para representar o diabo, pois é possível enxergá-la como a face de um bode. Se levar ao pé da letra o que o autor do email disse a você, de que um símbolo pagão em sua casa dá "legalidade" ao diabo para agir em sua vida, você jamais deveria usar uma carteira de identidade ou qualquer documento brasileiro, ou andará com o diabo no bolso.

Até mesmo o dinheiro traz a estrela de cinco pontas e se quisesse seguir à risca a separação dos símbolos pagãos você deveria livrar-se dele (Sugestão: se for jogar fora seu dinheiro, mande para mim...). Cédulas de dólar, então, são campeãs nisso, com diversos símbolos pagãos e maçons (aceito dólares também...). Se você for médica deve ter algum documento com aquela serpente entrelaçada, símbolo do deus grego Esculápio. Se for contabilista, terá algum documento com duas serpentes entrelaçadas e encabeçadas por um elmo alado, símbolo do deus romano Mercúrio.

Isso sem falar das marcas. Usa tênis Nike? A marca representa a a deusa grega alada da vitória, equivalente à deusa Vitória dos romanos (estou precisando de um Nike...). Gosta de chocolate? A palavra "cacau" vem de uma deusa maia (por favor, só mande para mim se não for ao leite...). Sua câmera é Olympus? Então você leva todo o monte dos deuses gregos com você quando sai de férias (bem que estou precisando de uma câmera nova...). Usa camisa Polo? É o nome de um deus indígena (eu uso, pode enviar se for GG). Se morar em Tupã, idem, portanto é melhor se mudar de cidade. Espero que não goste de comer Pirarucú, o deus do mal que mora no fundo das águas (vem com pirão? hmmm....!). E nem Açaí, outro nome de deusa (lá se vai o regime...).

Aquele calendário que tem na parede, então... é melhor queimá-lo! (não vá fazer isso, estou sendo sarcástico). Janeiro (Jano, deus romano), Fevereiro (Februs, deus etrusco), Março (Marte, romano), Abril (Aprus, etrusco), Maio (Maya), Junho (Juno, mulher de Júpiter), Julho (do imperador-deus romano Júlio César). Como pode ver, se quiséssemos viver sem contato com símbolos pagãos, "teríamos que sair do mundo", usando a expressão do apóstolo ao falar de como lidar com nosso convívio com pessoas incrédulas.

Quer dizer então que está tudo liberado e que posso até comer galinha e farofa de encruzilhada que não me fará mal algum? Não é bem assim. Quero apenas mostrar que alguns pregadores exageram ao encher de terror seus seguidores para manter controle sobre eles criando novas superstições. Mas faremos bem em evitar os símbolos pagãos sempre que possível, pois apesar de eles, por si só, não poderem nos fazer mal, nossa associação com eles pode escandalizar alguns irmãos mais sensíveis.

O capítulo 8 de 1 Coríntios explica bem isso. O cenário é o seguinte: os coríntios eram em sua maioria pagãos convertidos a Cristo, que continuavam vivendo em uma sociedade pagã (Corinto ficava na Grécia), cercados de parentes e amigos pagãos, templos pagãos, rituais pagãos etc.

Não é bem o que vivemos no Ocidente cristianizado, pois aqui raramente você encontra um paganismo puro como era então. Aqui os deuses e símbolos pagãos foram "cristianizados" para serem mais bem aceitos, e isso vai desde as imagens católicas até os deuses do candomblé, rebatizados com nomes de "santos" católicos. Mas se você viajar para países como Índia, Burma, Nepal, Butão etc. sentirá na pele o que é viver em um ambiente pagão.

Portanto em Corinto havia um problema: como um ex-pagão convertido a Cristo deveria agir em relação à carne que tinha sido sacrificada aos ídolos pagãos? Pense na galinha de encruzilhada ou no bode sacrificado nos rituais de macumba. Caso a carne estivesse em bom estado e fosse depois vendida no açougue ou servida em um churrasco para o qual você fosse convidado, faria mal você consumi-la sabendo sua origem? Vamos ver o que a Palavra de Deus diz:

1Co 8:4 Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos,sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.

Para o cristão, o ídolo (a imagem para a qual os animais foram oferecidos) não representa deus algum, pois há um só Deus. Porém atrás do ídolo existe um demônio, para o qual a carne foi apresentada em oferenda, mas esse demônio tem poder apenas sobre aqueles que consideram o ídolo alguma coisa, ou seja, os idólatras. Afinal de contas, alguém que faz suas orações a um ídolo, louva um ídolo ou adora um ídolo está acreditando que existe alguém ali para responder suas orações e corresponder à sua adoração. Esse alguém por detrás do ídolo, não importa qual o nome que a pessoa dê a ele, é um demônio.

1Co 10:19 Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus.

O verdadeiro crente em Cristo está, portanto, livre da influência do demônio que pode estar representado pelo ídolo ou pela carne sacrificada. Isto quer dizer que ele pode ter em casa símbolos ou ídolos pagãos ou comer de carnes sacrificadas a eles? Vamos continuar vendo o que nos ensina a Palavra de Deus:

1Co 8:10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência [conhecimento, que é esclarecido], sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos? E pela tua ciência [conhecimento] perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo. Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.

Alguém que já tenha um bom conhecimento de que o ídolo nada é ou a carne sacrificada ao ídolo não tem influência alguma sobre si está, obviamente, imune a qualquer problema que tal ídolo ou demônio possa lhe causar. Mas se um recém convertido do paganismo, que ainda não está bem firme nas verdades do cristianismo, encontrar esse cristão comendo carne que foi sacrificada a ídolos, ele pode ficar confuso. Em sua mente ainda está muito fresca a ideia de que o ídolo é alguma coisa, que tem poder etc., e quando vê um irmão fazer isso, talvez se escandalize.

Por isso devemos evitar tudo o que venha a escandalizar um irmão. Se um cristão possui em sua cada alguma estatueta antiga representando um ídolo, mas que está ali apenas como objeto de decoração, algum irmão recém convertido que entre em sua casa pode ficar com dúvidas achando que o irmão colocou aquilo para trazer sorte ou proteção. Aí ele poderá até fazer o mesmo em sua própria casa, porém da maneira errada, ou então ficar de alguma outra maneira escandalizado com isso. Veja que isso depende muito do contexto cultural. Nenhum brasileiro ficaria chocado de encontrar na casa de um cristão um troféu, apesar de muitos deles serem estatuetas de deuses gregos ou romanos. A pessoa imediatamente identificará aquilo como um troféu, não como um ídolo.

Na carta aos Romanos Paulo tratou do mesmo assunto relacionado à comida, pois ocorriam problemas com judeus convertidos ao cristianismo. Comer presunto perto de um judeu recém convertido (os judeus não comem carne de porco) poderia escandalizá-lo e levá-lo a tropeçar. O que fazer então? Não comer de modo algum ou evitar fazê-lo na frente dele. O mesmo com o vinho na frente de um irmão que se converteu e deixou o vício da embriaguez, ou jogar cartas perto de um irmão que teve problemas com vício de jogo (já sei o que vai dizer, que o baralho também tem símbolos pagãos)... você pode imaginar aqui qualquer situação que seja. É por amor pelos irmãos que deixamos de fazer algumas coisas. O amor, e não uma lista de regras, superstições ou pavores colocados pelos líderes religiosos, é o que deve mover o cristão.

1Co_6:12; 10:23 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
Rom 14:14-15 Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.
Rom 14:19-23 Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; etudo o que não é de fé é pecado.

Mas vamos tratar agora especificamente da árvore de natal, que foi a origem de sua dúvida. O natal, como festa religiosa, foi emprestado do paganismo, portanto não se trata de uma comemoração que os cristãos devem celebrar, mesmo sob o pretexto de fazerem isso para Deus. Eu nunca tive árvore ou enfeites de natal em minha casa porque sei de suas origens pagãs e de como isso foi "cristianizado" para satisfazer os pagãos convertidos ao cristianismo.

Mas não tenho problemas com cristãos que fazem árvore de natal ou até mesmo celebram o natal de alguma maneira. Minha mãe, por exemplo, mesmo depois de convertida continuou montando a árvore de natal e promovendo um jantar para toda a família na noite de 24 de dezembro. Ela já não fazia isso como uma festa religiosa, mas apenas como uma tradição de família para reunir os filhos e netos. Muitos fazem assim e deixo a questão para a consciência de cada um. Eu mesmo já errei muito no início de minha conversão por fazer do natal um motivo de batalha que nunca levava as pessoas a buscarem a Cristo, mas só a afastá-las ainda mais dele.

Portanto, se não precisar armar uma árvore de natal por questões de família, tradição ou até de trabalho, então economize seu tempo e dinheiro nisso. Se precisar fazê-lo por um dos motivos acima e até como forma de preservar a paz na família, então peça a direção do Senhor de como deve proceder. Seja como for, como celebração religiosa, e muito menos como celebração da igreja, o natal não tem seu lugar. O problema do natal ou da árvore e enfeites utilizados não está nas coisas em si, mas no fato de serem usados como celebração cristã, o que não tem fundamento bíblico.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Estou sob maldicao por nao ter pregado o evangelho...

Você anda angustiado porque sente que devia ter pregado o evangelho a um amigo que enveredou para o crime, porém não o fez. Para piorar as coisas alguém citou a você a passagem de Ezequiel em que Deus requer o sangue do profeta caso ele não avise o ímpio de sua impiedade:


Eze 3:18 Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.

O rapaz acabou assassinado numa cobrança de dívida entre marginais e você diz que está sendo "martirizado, por ter tido a oportunidade e não ter sido capaz de aproveitá-la", e completa: "Estou bem deprimido por isso. O que devo fazer? Existe possibilidade do perdão de Deus?".

Primeiro, saiba que o perdão de Deus lhe foi garantido no dia em que você creu em Jesus, pois TODOS os seus pecados foram pagos por ele lá na cruz. Você jamais encontrará no Novo Testamento um salvo pedindo perdão a Deus. Pedimos perdão quando nos convertemos e depois disso confessamos nossos pecados para desfrutarmos do perdão que já nos foi garantido pela obra de Cristo. O perdão já temos; os pecados precisamos confesssar.

Ats_10:43 A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.

1Jo 1:7-9 Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.... Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

No final colocarei alguns links que falam em detalhes sobre a segurança do crente. Voltando ao caso do rapaz que morreu, pode ter certeza de que ele teve sua chance de ser salvo, pois ninguém parte daqui sem isso. Deus mesmo terá providenciado que ele escutasse o evangelho de alguém, portanto não se martirize por isso.

O versículo de Ezequiel que seu amigo citou, como se agora você estivesse sob maldição por ter deixado de falar do evangelho ao rapaz que foi assassinado, é muito usado pelas denominações. O objetivo é pressionar seus membros a "ganharem almas" pelo medo, o que tem uma segunda intenção embutida: aumentar a arrecadação da "igreja". Não seja ingênuo ao ponto de acreditar que existe boa fé na maioria das religiões que há por aí.

Quando em Mateus 10 Jesus enviou os discípulos exclusivamente "às ovelhas perdidas da casa de Israel", avisando para que não fossem aos samaritanos, mas se limitassem aos judeus, ele os estava enviando ao povo mais religioso do planeta. E era justamente a religião que iria se opor a Cristo e a tudo o que viesse de Deus, como aconteceu durante séculos de história da Igreja, com as piores perseguições aos cristãos sinceros tendo sido promovidas pelo clero cristão contra aqueles que queriam obedecer a Deus, e não a homens.

Isso não mudou, e a advertência de Jesus aos discípulos serve para nós hoje: quando no meio religioso, devemos nos colocar na posição de ovelhas ao meio de lobos e sermos prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Inofensivos porque não é o papel do cristão agir violentamente mesmo contra outros cristãos que o perseguem. Mas prudentes como as serpentes, para não nos deixarmos enganar pelos lobos.

Mat 10:16-17 Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas [as congregações dos judeus];

Lembre-se de que já em Atos 20 o apóstolo Paulo advertiu aos anciãos da igreja em Éfeso que os lobos entrariam no rebanho para destruir as ovelhas, assim como homens que dentre eles mesmos só teriam interesse em atrair discípulos após si. Esse tempo que o apóstolo previu é hoje.

Mas voltando à passagem de Ezequiel que você citou, vou transcrevê-la aqui ampliada para você perceber o contexto.

Eze 3:14 Então o espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu Espírito; porém a mão do SENHOR era forte sobre mim.
Eze 3:15 E fui a Tel-Abibe, aos do cativeiro, que moravam junto ao rio Quebar, e eu morava onde eles moravam; e fiquei ali sete dias, pasmado no meio deles.
Eze 3:16 E sucedeu que, ao fim de sete dias, veio a palavra do SENHOR a mim, dizendo:
Eze 3:17 Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisa-los-ás da minha parte.
Eze 3:18 Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
Eze 3:19 Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.
Eze 3:20 Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
Eze 3:21 Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.
Eze 3:22 E a mão do SENHOR estava sobre mim ali, e ele me disse: Levanta-te, e sai ao vale, e ali falarei contigo.

Se observar o contexto da passagem verá que tudo ali tem a ver com o profeta Ezequiel. É com ele que Deus está falando e é a ele que está enviando para uma missão específica. Porém, sob a direção do Espírito de Deus, Ezequiel não sai simplesmente por aí falando para todo mundo, porém fica sete dias mudo (vers. 15). A palavra "pasmado" tem, no original, o sentido de "mudo de espanto". Ele não falou durante sete dias! Por que não? Porque ele estava sob a influência do Espírito de Deus e tinha visto coisas tremendas e era hora de permanecer calado.

Então ele recebe uma missão específica, tão específica quanto foi a missão que o Senhor deu aos discípulos quando os enviou apenas às "ovelhas perdidas de Israel", advertindo para que não pregassem aos samaritanos. Algum discípulo que decidisse de vontade própria ir pregar aos samaritanos, achando que seria um desperdício eles não ouvirem a mensagem ou sentindo-se sob o risco da maldição que aqui é lançada sobre Ezequiel se não pregasse, estaria claramente desobedecendo o Senhor.

Então o Senhor diz especificamente a Ezequiel que ele foi designado para ser atalaia (nome dado ao vigia da torre que gritava quando vinha o inimigo) sobre a casa de Israel. Portanto a ordem é dada especificamente a uma pessoa (Ezequiel) para uma função específica (Atalaia) e para um povo específico (Israel). Se você não se chama Ezequiel e não recebeu de Deus a missão específica de pregar a Israel, então fica claro que a ordem não foi dada a você.

Era tão séria a missão que Ezequiel recebeu que sobre ele pesava a responsabilidade de não falhar, ou teria de dar conta do sangue dos que morressem em sua iniquidade. E que iniquidade era essa? Ter Israel se afastado do Deus verdadeiro para ir após seus próprios ídolos; ter Israel endurecido seu coração e não querer nem escutar a voz de Deus. Se ler o início do capítulo verá que, à semelhança da missão específica que receberam os discípulos de Jesus, Ezequiel não deveria ir pregar aos gentios, mas exclusivamente a Israel:

Eze 3:4 E disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e dize-lhe as minhas palavras.
Eze 3:5 Porque tu não és enviado a um povo de estranha fala [gentios], nem de língua difícil, mas à casa de Israel;
Eze 3:6 Nem a muitos povos de estranha fala, e de língua difícil, cujas palavras não possas entender; se eu aos tais te enviara, certamente te dariam ouvidos.
Eze 3:7 Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração.

Quer uma ordem mais clara do que essa? Apenas esta passagem já seria suficiente para você ver que a ordem não foi dirigida a você, pois se fosse não era nem para você pregar para o rapaz que morreu. Acaso era ele da casa de Israel? Provavelmente não, e aqui Deus deixa bem claro: "Tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel; nem a muitos povos de estranha fala e de língua difícil, cujas palavras não possas entender; se eu aos tais te enviara, certamente te dariam ouvidos" (vers. 5-6).

Embora tenhamos a responsabilidade e o privilégio de anunciar as boas novas às pessoas, isso não é para ser feito em um espírito de que você perderá a salvação se não o fizer, como se sobre você recaísse uma maldição. Falar do evangelho é uma consequência do gozo que temos em nosso coração, da certeza da salvação que recebemos unicamente por graça, e do amor que nos constrange a querer que outros também sejam salvos. Grande parte dos cristãos hoje nem sequer tem a certeza dessa salvação e acabam pregando mais para garanti-la do que por amor dos perdidos.

Sim, você pode ficar espantado com o que estou dizendo, mas perceba que quando os religiosos de plantão jogam o fardo dessa passagem de Ezequiel sobre seus seguidores, o fazem como se eles estivessem sobre a obrigação de fazerem esse tipo de obra para garantirem a salvação (ou ficarem livres de maldição). A mensagem implícita é algo do tipo: se você não ganhar almas para Cristo, não será salvo ou perderá sua salvação.

Aí o infeliz cristão sai carregando esse fardo e vai para uma praça pregar como quem quer agredir os transeuntes. Grita, dá socos no ar, praticamente xinga o pecador e nem se lembra de falar do amor de Deus que está pronto para salvá-lo. O pregador improvisado aprendeu que é seguindo uma lista de obrigações que sua denominação lhe deu que será (talvez) salvo.

Como geralmente nem ele sabe se está seguindo todas elas (a menos que seja muito pretensioso e soberbo), nem ele tem certeza da salvação. Se assim for, como alguém pode falar do que não tem certeza? O que ele irá responder se um interlocutor mais esclarecido lhe perguntar: "Você tem certeza dessa salvação que está me anunciando? Tem certeza de que ela é eterna, ou acredita que poderá perdê-la a qualquer momento? Essa salvação é pela fé em Jesus e em sua obra na cruz, ou é tornando-me membro de sua denominação e seguindo uma lista de preceitos e doutrinas?".

Pergunte a dez pessoas que professam ser crentes em Jesus se elas poderiam perder a salvação e verá que muitas dirão que sim. Ouviram o "outro evangelho" (Gl 1:6) do qual Paulo fala aos Gálatas, que ensina que só poderão ser salvas se perseverarem, fazendo direitinho as obrigações (obras) que sua denominação lhe dá para cumprir. Começaram pelo Espírito (quando creram) e terminaram pela carne, na tentativa de se garantirem por meio de suas próprias obras (Gl 3:3).

É evidente que recai sobre cada cristão a responsabilidade de pregar o evangelho aos perdidos e ensinar os salvos conforme o dom que recebeu de Deus, porém não com má vontade, mas de boa mente. Paulo usa a figura do sangue, numa alusão à ordem dada a Ezequiel, não como uma lei, mas como um princípio no sentido de não ser culpado por ter negligenciado a missão que Deus lhe confiou.

Ats 20:25-27 E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto. Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.

Mas será que Paulo teria perdido a salvação se tivesse falhado nessa missão de avisar os Efésios dos perigos que viriam após sua partida? É claro que não! Ele perderia o galardão, mas jamais a salvação, que lhe estava assegurada, não pelas coisas que ele fazia, mas pela obra que Jesus fez.

1Co 9:16-17 Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio [galardão]; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.

Portanto, fique tranquilo. Nenhuma maldição recai sobre você e nem seria possível você ter cumprido a missão que foi confiada a Ezequiel de ser um atalaia sobre Israel. Você pode sim usar a passagem de Ezequiel como um princípio ou encorajamento para evangelizar, mas não como uma lei ou ordem direta para você.

Normalmente é assim que devemos ver o Antigo Testamento: como princípios que podem nos ajudar em nosso andar cristão, mas sabendo que já não estamos sob a Lei, que traz consigo maldição, e que devemos "manejar bem a Palavra da verdade" (2 Tm 2:15), isto é, colocando cada coisa no seu devido lugar, para não incorrermos no erro muito comum da cristandade que é tirar versículos do contexto. Por cometerem esse erro é que você ainda encontra por aí tantas coisas que só faziam sentido na antiga dispensação da Lei, como templos, altares, sacerdotes, músicos, levitas, dízimos, vestimentas cerimoniais, doutrinas de prosperidade material etc.

Se começar a tomar ao pé da letra as missões que Deus deu aos seus profetas no Antigo Testamento, então é melhor arrumar a mala para partir para Nínive (nem imagino onde fica), como Deus ordenou a Jonas, e comece a procurar uma meretriz para se casar com ela, como Deus ordenou ao profeta Oséias.

Jon 1:1-2 E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.

Osé 1:2-3 O princípio da palavra do SENHOR por meio de Oséias. Disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do SENHOR. Foi, pois, e tomou a Gômer, filha de Diblaim, e ela concebeu, e lhe deu um filho.

domingo, 27 de novembro de 2011

O que fazer com o ciume doentio?

A Palavra de Deus deixa muito claro que o ciúme é pecado. Não falo aqui do santo ciúme que Deus tem pelos que são Seus, mas do ciúme da carne, que é uma mescla de zelo e inveja pelo risco de se perder (ou deixar de se obter) algo ou alguém.


O ciúme é tão sério que Números 5:11-31 descreve em detalhes uma espécie de "detector de mentiras", que era uma oferenda que servia para detectar se o marido ciumento teria ou não razão em suspeitar da fidelidade da esposa.

Núm 5:14-16 E [se] o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado, Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória. E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR. (Leia do versículo 11 ao 31 para entender melhor).

A gravidade e perversidade do ciúme é demonstrada também em Provérbios 27:4, onde o ciúme é considerado pior que o furor e a ira:

"Cruel é o furor e impetuosa a ira, mas quem poderá resistir ao ciúme?" (versão CNBB). (As diversas versões Almeida, inclusive a NVI, trazem "inveja" em lugar de "ciúme", e parece que os tradutores preferiram colocar "ciúme" nas passagens em que consideravam o sentimento positivo, e "inveja" para a conotação negativa do sentimento).

Foi por ciúme (ou inveja) que Caim matou seu irmão Abel. Por ciúme os irmãos de José, o predileto de seu pai Jacó, o venderam como escravo, e o mesmo sentimento levou os judeus a condenarem Jesus à morte.

At 7:9 Os patriarcas, movidos por ciúme, venderam José aos egípcios. Mas Deus estava com ele. (CNBB)

Às vezes Deus mesmo gera ciúme como forma de juízo ou castigo, como Ele fez com seu povo Israel por terem rejeitado o Messias. Muita gente fala do ódio que os gentios nutrem pelos judeus e das perseguições que ao longo da história foram promovidas contra aquele povo, mas pouca gente se dá conta de que Deus colocou no coração dos judeus um sentimento de ciúme em relação aos cristãos. Você percebe esse sentimento quando fala do evangelho a algum Judeu.

Rom 10:19 Mas digo: Porventura Israel não o soube? Primeiramente diz Moisés: Eu vos porei em ciúmes com aqueles que não são povo, Com gente insensata vos provocarei à ira.

O ciúme tem seu lado interno, que é o sentimento de desapontamento por não conseguir ter ou ser o que outro é, portanto é um sentimento de auto-glorificação. Esperamos que as pessoas vejam em nós o que gostaríamos de ser, e quando elas veem isso em outro e nos deixam, sentimos ciúme. Neste sentido o ciúme não é excesso de amor por outra pessoa, mas por si mesmo. Não passa de puro egoísmo. A falta de humildade gera isso. Como era o sentimento do Senhor, o Homem perfeito?

Fp 2:5-8 Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Aquele que era tudo transformou-se em nada e não teve qualquer sentimento de inferioridade associado a isso, ou de ciúme por ter sido preterido pelo seu povo. Ele teve sim foi pena e compaixão das pessoas por ver que elas o abandonaram, mas não por sentir-se diminuído por elas, mas por saber das consequências trágicas que isso traria a elas.

O Senhor nunca pensou em si mesmo e nem mesmo fez milagres em seu próprio benefício. Ele não transformou as pedras em pães quando estava com fome e nem fez água fluir do poço de Samaria quando teve sede. Tampouco desistiu de fazer a vontade do Pai em sua hora de angústia no Getsemani e nem invocou as mais de doze legiões de anjos que poderiam tirá-lo da cruz.

Quando ponderamos nisso vemos quão mesquinho e interesseiro é o ciúme. Certamente é um sentimento da carne, do velho homem, mas jamais da nova vida que possui aquele que creu em Jesus como seu Salvador. É um pecado e deve ser tratado como tal.

O ciúme também me faz achar que sou eu quem decide o que é melhor para mim e, tal qual uma criança mimada, me revolto quando não sou atendido em meus caprichos de ter total domínio sobre algo ou alguém. O ciúme é um endeusamento do ego.

Rom1:22-23 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível [o que inclui endeusar o próprio eu]

Pessoas ciumentas estão sempre preocupadas consigo mesmas, com seu próprio bem estar e a satisfação de seus próprios desejos, e não exatamente com o bem estar da pessoa amada. Basta ver quantos acessos de ciúme terminam em ferimento e morte da pessoa objeto do ciúme. Será que é isso que Deus deseja para o cristão?

1Pe_4:2 Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus.

Joã_6:38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade [a qual, diga-se de passagem, era perfeita], mas a vontade daquele que me enviou.

O ciúme traz dano sempre: à terceira pessoa que o provoca, àquela que sente ciúme e à pessoa que é objeto do ciúme. Suas consequências são tão desastrosas que existe até um termo jurídico para elas: "crime passional".

Prv 6:27-35 Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim ficará o que entrar à mulher do seu próximo; não será inocente todo aquele que a tocar.... Porque os ciúmes enfurecerão o marido; de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança. Não aceitará nenhum resgate, nem se conformará por mais que aumentes os presentes.

Acredito que já ficou muito claro que ter ciúme é como viver com uma granada amarrada ao peito: cedo ou tarde ela irá explodir e destruir o ciumento e os que estiverem à sua volta, incluindo a pessoa objeto do ciúme.

Então como evitá-lo? Querer ensinar técnicas para evitar um sentimento tão forte seria o mesmo que tentar ensinar alguém a evitar se apaixonar. Uma vez que o ciúme se instale no coração, dificilmente sairá dali, pois é um sentimento acalentado por quem o possui como se fosse um tesouro bem guardado.

E aí está outro problema: acalentar o sentimento ou vangloriar-se de ser ciumento como se isso fosse alguma vantagem. Geralmente costumamos considerar a inveja perniciosa, mas damos um desconto ao ciúme por ele estar associado ao romantismo. Porém, quando a Palavra de Deus fala do amor genuíno do cristão, ela exclui o ciúme (que em muitas versões foi aqui traduzido como "inveja"):

1Co 13:4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso [ciumento]; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Portanto o ciúme é um sentimento carnal, da paixão, que deve ser repudiado por aquele que é nascido de novo, que é nova criação.

1Co 3:3 Ainda agora não podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? (Versão Brasileira)

Não existe cura para o ciúme, a não ser que ela venha de Deus, mas para isso é preciso que se deseja ser curado e principalmente estar disposto a abrir mão, fazer concessões. O Senhor Jesus mostrou que não podia curar os judeus porque deliberadamente endureceram seus corações, taparam olhos e ouvidos, por desejarem fazer a própria vontade.

Mat 13:15 Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.

Mesmo um cristão que dê licença à carne, em um sentimento de indulgência para consigo mesmo, não será curado disso para produzir o fruto do Espírito que é "amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" Gl 5:22. O remédio para qualquer desvio de comportamento é andar no Espírito, não na carne; é ocupar-se com Cristo, não consigo mesmo; é procurar fazer a vontade do Pai, não seus próprios desejos e caprichos.

O ciúme é também incredulidade. Se eu confio que Deus cuida de mim e me dá ou conserva aquilo de que eu preciso, então não existe razão para eu me preocupar com o risco de não ter ou de perder algo ou alguém. A vontade de Deus, e não a minha própria, será soberana e sempre a melhor para mim.

Todas as coisas que escrevi estão mais relacionadas ao ciumento ou à pessoa que é objeto de seu ciúme, porém acredito que existe um aspecto que é o mais sério relacionado ao ciúme: a idolatria. Aí estamos falando do efeito que o ciúme tem sobre Deus, e então a coisa fica ainda mais séria.

A pessoa ciumenta tem a outra, objeto de seu ciúme, em tão alta estima que acredita ser impossível viver sem ela. Então apenas o pensamento de que alguém possa tomá-la ou de ser traído a leva a ações desesperada. A história está repleta de casos de pessoas que matam por causa do "deus" que adoram e tanto as infames Cruzadas como o "11 de Setembro" estão aí para comprovar.

Quando o assunto é idolatria -- substituir o Deus verdadeiro por qualquer ídolo ou até por nossa concepção de Deus -- aí sim Deus é um Deus ciumento, pois não deseja ser substituído por qualquer coisa ou pessoa. Ele é o único que pode fazer isso, pois nos criou para adorá-lo e não irá admitir que sejamos desviados para outro propósito, até mesmo por nos amar e saber que qualquer outro propósito para nossa vida seria vazio, inútil e desastroso. A resposta dos discípulos ilustra bem isso:

Joã 6:66-69 Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele. Então, disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.

Se algo ou alguém além de Deus for a razão de você viver, então você é idólatra.

Êxo 20:3-6 Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.

Todos estamos cientes do significado do versículo 3, mas nem sempre dos versículos seguines. Que não devemos ter outros deuses além do Deus verdadeiro está muito claro, mas não é tão clara a questão das imagens. Ficamos tão acostumados a associar os versículo 4 ao 6 às imagens de esculturas de ídolos ou pessoas usadas por algumas religiões, que nos esquecemos de que a palavra "imagem" inclui qualquer representação de valor.

Uma cédula de cem reais não passa de um pedaço de papel impresso e você jamais daria cem reais por algum outro pedaço de papel impresso com as mesmas cores e medidas. A questão é que o valor atribuído à cédula está no que ela representa, ou seja, a garantia em ouro no Tesouro Nacional ou em valor de compra. A cédula de cem reais é uma imagem por causa do valor intrínseco que lhe é atribuído. Para a maioria das pessoas ela não é um ídolo pois seu valor não é infinito, mas está claramente limitado pelo número ali impresso. Trata-se de valor relativo.

Uma namorada, namorado, esposo, esposa, filho ou filha também podem se transformar em imagens ou ídolos, quando atribuímos a essas pessoas um valor absoluto que jamais deveria competir com o valor que deve ser atribuído unicamente ao Senhor. Podemos viver sem dinheiro, sem um cônjuge ou sem os filhos, mas não podemos viver sem Deus. Quando alguém perde a cabeça por ciúme (confundido como amor), agindo de forma violenta ou contrária ao amor cristão, é porque a pessoa amada já conquistou uma parcela de seu coração que só deveria pertencer ao Senhor.

Mat_10:37 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.

Como você pode ver, a coisa é muito mais séria do que se pode imaginar. Ciúme é pecado, e pecado grave, tão grave quanto idolatria. E, a considerar os vários exemplos que temos na Bíblia e na sociedade, o ciúme pode acabar em tragédia.

Assim que li seu email, no qual você descreve o ciúme doentio que sente por sua bela namorada, algumas coisas me vieram à mente. A primeira tem a ver com estas passagens:

Mat 5:28-30 Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.

Aqui o Senhor vinha falando do perigo do adultério, que começa com um simples olhar que irá despertar desejos pecaminosos e fatalmente levará ao pecado. A mera contemplação de algo pode despertar o desejo que pode levar a atos pecaminosos. Então o mal que há em nós precisa ser cortado pela raiz. O simples gesto de olhar ou tocar podem desencadear o processo, daí o Senhor falar figuradamente em arrancar olhos e membros.

Prv 23:29-35 Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá. Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez.

Aqui a Bíblia fala do vinho, quando este passa a ser um atrativo maior do que deveria. No primeiro caso o Senhor falava da resposta interna a um estímulo externo, e agora ele fala da própria coisa que gera esse estímulo e uma resposta ou concupiscência interna. O cristão que detecta esse risco e possibilidade, deve evitar aquilo que possa ser uma ponte para pecar, e não são apenas coisas ilícitas, mas também as lícitas que devem ser levadas em conta.

1Co_6:12; 10:23 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma... todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.

Alguém que tem propensão a beber jamais deverá trabalhar em uma loja de bebidas; alguém com propensão a comer deve evitar ter guloseimas em casa; quem deixou de fumar deve evitar ambientes com fumantes; quem tem problemas com pornografia deve guardar seu olhar de fotos, sites e programas que o induzam a pecar.

Enfim, pessoas com problemas com os efeitos nocivos de qualquer coisa ou atividade deve evitar a causa. Como respondeu aquele médico da anedota ao paciente que reclamou que doía quando ele apertava um determinado lugar do corpo. "Então não aperte", respondeu o doutor.

Um enfermo ou viciado deve sempre vigiar contra o que pode levá-lo a cair em seu hábito, ou às vezes precisa até ser vigiado. Em casos extremos a pessoa não pode nem sequer ficar só, precisando da companhia de alguém o tempo todo para evitar ser vencida por seu hábito. Já ouvi o caso de uma mãe que trancou seu filho alcoólatra em casa e ele bebeu todos os perfumes e desodorantes que encontrou.

Mas o que fazer quando o ciúme é pela namorada, como é o seu caso? Eu diria que seu caso é mais simples de resolver agora do que depois que se casar. Primeiro, porque ainda não existe um vínculo matrimonial que não deverá ser rompido depois. Cristãos também trazem temperamentos diferentes, e algumas dessas diferenças foram pelo pecado transformadas em verdadeiras aberrações.

Veja Pedro, por exemplo. Seu temperamento era de uma pessoa pronta para toda obra, o que é bom, mas esse temperamento distorcido pelo pecado na carne fazia de suas atitudes um problema, como quando arrancou a orelha de um dos que foram prender Jesus. Mas sua prontidão dirigida pelo Espírito pode ser vista também em seu ministério. O temperamento dócil do apóstolo João, normalmente visto como antagônico e positivo quando comparado ao impulsivo Pedro, não era menos maléfico quando controlado pela carne. Pessoas assim costumam ser depressivas.

Quando um cristão se vê incapaz de controlar um temperamento ele pode até ser levado a tomar medicamentos, receber tratamento ou nos casos mais graves precisa ser mantido isolado, como ocorre em alguns casos mais graves de doenças mentais. A doença mental é um dos efeitos que o pecado teve no corpo humano. O cristão que sofre de uma doença mental pode ser obrigado a se abster de certas coisas, assim como o cristão que sofre do coração irá se abster de certos alimentos e esforços. Cada um deve ter bem claro em sua mente se deve ou não afastar-se das pessoas que ama quando percebe que seu temperamento virou doença e está além de sua capacidade de controle.

Você repetiu duas vezes a palavra "neurose" em seu email, o que pode significar que seu caso realmente está tomando um rumo doentio com consequências imprevisíveis. Pessoas que sofrem de alguma neurose às vezes são obrigadas a se afastar por um tempo daquilo que as leva a perder a cabeça, para o bem de si mesmas e dos outros ao redor.

Um outro aspecto que me veio à mente relacionado ao que você contou, é que esse ciúme doentio que agora sente por sua namorada enquanto ela é jovem e bonita, pode dar lugar ao tédio e desinteresse quando ela estiver velha e feia, e você descobrir que o que amava mesmo era o que sua namorada tinha enquanto era bela, e não o que ela era como pessoa.

Conheço casos assim, de homens que foram extremamente ciumentos quando namoravam, e poucos anos depois de casados perderam completamente o interesse pela esposa e foram atrás de amantes mais jovens. Nunca existiu amor, apenas um sentimento de propriedade, como o que temos pelo carro. Quando é novo cuidamos bem, quando está velho e quebrado, descartamos e compramos outro. Caberá a você detectar se é isto o que está ocorrendo com você agora quando o carro é novo.

Finalmente, como você descreveu que sua namorada já conhece seu ciúme e procura fazer tudo para deixar você contente, evitando as coisas que você diz a ela para evitar, poderá chegar um momento (e parece que você está detectando isso) quando ela não mais evitará, mas apenas irá mascarar as coisas para evitar que você veja e fique magoado.

Isso naturalmente acontecerá sem que ela mesma perceba, pois acabará se tornando um hábito. Então ela involuntariamente passará a omitir de você informações, ou até mesmo a mentir e usar de outros subterfúgios que evitem despertar o ciúme. Do ponto de vista da pessoa que ama, ela acreditará estar fazendo isso por amor e até para o seu bem, mas isso é pecado de qualquer maneira.

Sugiro que ouça esta pregação sobre a idolatria, pois acredito que é o que mais fundo vai no problema:

sábado, 26 de novembro de 2011

Jesus foi pregar no inferno?

Não, essa idéia decorre de uma interpretação errônea das passagens em 1 Pedro 3:19 e 4:6. Vou acrescentar comentários [entre chaves] para você entender melhor o significado do texto:

"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual [Espírito] também foi, e pregou [por intermédio de Noé] aos espíritos [agora] em prisão; Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água... Porque por isto foi pregado o evangelho também aos [que hoje estão] mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito;"

Alguns acham que Jesus tenha descido ao Hades após sua morte para pregar aos condenados, mas não creio que seja assim. Que bem faria tal pregação? Para mim está bem claro quem pregou para aquelas pessoas: Noé.

Não quer dizer que o Senhor tenha ido pregar em algum lugar entre sua morte e ressurreição como acreditam alguns. O versículo diz que, no Espírito, Jesus pregou aos espíritos [agora] em prisão, os quais foram rebeldes à pregação de Noé. Em outras palavras, Noé pregou no Espírito de Cristo às pessoas de seu tempo, mas elas não creram, o que significa dizer que, por meio de Noé, era o próprio Senhor que estava falando a eles.

Digamos que hoje você pregue o evangelho a uma pessoa, ela não aceite, morra e vá para o hades. Pode-se dizer que você pregou a ela no Espírito de Cristo, ou seja, como se fosse Ele mesmo pregando a ela, não depois de morta, mas enquanto ainda vivia.

Não sei se fui claro. De qualquer modo, o Senhor não foi ao inferno ou ao hades pregar, mas as pessoas que estão lá já foram avisadas quando ainda viviam, seja por Noé ou por qualquer outro servo de Deus que tenha pregado no mesmo Espírito do Senhor. Isso tampouco dá qualquer idéia de purgatório, como querem alguns.

Jesus mentiu para o ladrao na cruz?


Você disse que viu um programa de TV onde um pregador adventista explicava que (a) o ladrão arrependido não morreu no mesmo dia que Jesus, (b) eles não poderiam ter se encontrado no Paraíso no mesmo dia, principalmente porque 3 dias depois Jesus diria a Maria Madalena que ainda não tinha subido ao Pai.


Eu prefiro acreditar no que Jesus disse e não no que o pregador da TV falou. Jesus disse ao ladrão:

Luc 23:42-43 E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO.

O ladrão e Jesus se encontraram no Paraíso naquele mesmo dia. Não acreditar nisso é dizer que Jesus mentiu, já que ele disse claramente ao ladrão que naquele dia estariam juntos no Paraíso. Se Jesus marcasse um encontro com você, acha que ele iria falhar? É muita ousadia desse pregador da TV contradizer as palavras do próprio Senhor.

Não sei se essa é a opinião pessoal dele ou é o que o adventismo ensina. Se for isso o que é ensinado, é mais um dos muitos erros daquela religião. Não poderia ser diferente, já que é uma religião baseada no ensino de uma mulher (Ellen G. White), e a Bíblia diz claramente que não é permitido à mulher ensinar:

1Tm 2:12-14 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.

Jesus morreu primeiro, pois não precisaram quebrar suas pernas, como mostra o texto bíblico. Os soldados quebravam as pernas dos condenados para eles se asfixiarem, por falta de apoio nos pés. Uma pessoa pendurada pelos braços e sem apoio por muito tempo conseguirá absorver o ar, mas não expirá-lo, pois os músculos do peito e das costas irão perder a força. Então ela morre por asfixia em poucos minutos, e isso é mais rápido para alguém em um estado de exaustão e desidratação como é o caso de um crucificado.

Joã 19:31-34 Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

A morte de Jesus aconteceu às 3 horas da tarde (Lc 23:44). Até seu corpo ser tirado da cruz seria preciso José de Arimatéia e Nicodemos conseguirem uma audiência com Pilatos (Jo 19:38-39), o que ainda deve ter levado algum tempo.

Enquanto isso os ladrões estavam pendurados com as pernas quebradas e morrendo de asfixia. Eles não seriam tirados da cruz até serem dados como mortos. Em caso de dúvida, o que fizeram com Jesus mostra a forma que eles usavam para emitir uma certidão de óbito: a lança do soldado era enfiada ao lado do peito para atingir o coração.

A passagem que o tal pregador utilizou em João 20:17 é outra coisa e nada tem a ver com a subida de Jesus ao céu em espírito. Sua subida em espírito aconteceu imediatamente após sua morte, vindo a ter o encontro prometido com o ladrão alguns minutos depois, o qual viria a morrer após ter suas pernas quebradas. Veja como na passagem que o pregador usou a situação é totalmente outra:

Joã 20:17 Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

Aqui Jesus já tinha ressuscitado e estava dizendo a Maria que ainda não tinha subido ao Pai em um corpo ressuscitado. Em espírito ele já tinha subido logo que morreu na cruz, portanto encontrando-se com o ladrão também em espírito. Mas em um corpo ressuscitado, que era sua condição no encontro que teve com Maria, ele ainda não tinha subido. Isso só ocorreria 40 dias depois e é descrito no primeiro capítulo de Atos.

Ats 1:9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

Meu conselho: não perca seu tempo ouvindo pregadores como esse na TV. Se ele ainda tiver usado o argumento de que Jesus teria morrido e descido ao Hades para pregar, e por isso não poderia ter subido para se encontrar com o ladrão, então será mais um erro a ser acrescentado aos muitos que o pregador cometeu. A explicação da razão de Jesus nunca ter descido ao Hades (ou inferno como dizem alguns) está aqui:

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pão e Água: Amor ou juizo?

Pão e Água: Amor ou juizo?: Leitura: João 16:33 Nos últimos 3 minutos Jesus afirmou que seus discípulos o abandonariam na hora de sua morte, porém o Pai estaria con...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A VERDADEIRA SEMENTE: A HORA DA DESPEDIDA

A VERDADEIRA SEMENTE: A HORA DA DESPEDIDA: Leitura: João 16:27-32 Geralmente as coisas importantes são mencionadas na hora da despedida, e não é diferente neste capítulo. Ao falar ...

A HORA DA DESPEDIDA

Leitura: João 16:27-32

Geralmente as coisas importantes são mencionadas na hora da despedida, e não é diferente neste capítulo. Ao falar da época quando eles teriam o Espírito Santo habitando em si -- isto é, a nossa época -- Jesus diz: "Nesse dia, vocês pedirão em meu nome", e acrescenta: "Não digo que pedirei ao Pai em favor de vocês". Enquanto estava aqui, Jesus orava ao Pai pelos discípulos. Em breve eles próprios orariam por si mesmos ao Pai.

Ele continua revelando uma verdade fundamental da fé cristã "Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai". Este versículo põe por terra qualquer crença em Jesus como um mero homem, apenas mais evoluído espiritualmente. Ele não foi criado como eu e você. Ele saiu do Pai. Isto significa que Jesus coexistia com o Pai na eternidade antes mesmo de assumir a forma humana ao nascer da virgem.

Ao escrever aos Colossenses Paulo deixa claro quem é este que entrou no mundo: "Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória" (Cl 3:16). Os alicerces do cristianismo se assentam sobre o fato de Jesus ser Deus e Homem: tão divino quanto o Pai e o Espírito Santo, e tão humano quanto eu e você, exceto o pecado.

Mas agora ele diz aos discípulos que irá deixar o mundo e voltar ao Pai, e em seguida revela que seria abandonado por eles na pior hora, mas que não ficaria só, pois o Pai estaria com ele. Este é outro mistério da Trindade. Na cruz Jesus seria abandonado por Deus ao ser feito pecado por nós. Deus não poderia ter comunhão com o pecado; ele é luz e a luz sairia de cena nas três horas de trevas quando o juízo divino caísse sobre Jesus.

Cumprindo a profecia do Salmo 22:1, Jesus daria o brado: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?". Mas, do mesmo modo como Abraão acompanhou seu filho Isaque até o altar, o Pai faria o mesmo com Jesus, o Filho. Só que neste caso não haveria um carneiro para substitui-lo: Jesus, o Cordeiro de Deus, seria a vítima. Ele seria abandonado por Deus, porém consolado pelo Pai: "Na adversidade estarei com ele", diz o Salmo 91:15.

Como pode ser isso? Deus abandona Jesus, mas o Pai não? Parece uma contradição, mas não é. Trata-se apenas de nossa limitação humana para entender a intimidade das coisas de Deus. Aqui Jesus diz claramente aos discípulos: "Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para a sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas, eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo" (Jo 16:32). E assim seria, até mesmo na hora de seu brado, "Deus meu! Deus meu ! Por que me abandonaste?". Deus longe, o Pai perto.

domingo, 20 de novembro de 2011

Evangelho sem fermento: Orando ao Pai e ao Filho

Evangelho sem fermento: Orando ao Pai e ao Filho: Leitura: João 16:23-26 Após Jesus morrer, ressuscitar, subir ao céu e ser glorificado, os discípulos não iriam mais perguntar as coisas ...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A verdadeira igreja - J. H. Smith

O que significa a palavra "igreja"? A palavra grega significa uma "assembleia" (At 7:38; 19:32,39,41).

Deus tem mais que uma igreja? Não. Ela é chamada "Igreja de Deus, que Ele adquiriu para Si pelo sangue do Seu próprio Filho." (At 20:28 - Versão Bíblia de Jerusalém).


Que tipo de pessoas formam a Igreja? Só um tipo - pecadores, sejam eles judeus ou gentios, que, diante de Deus, se arrependeram de suas obras más e, pela graça, creram no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, tendo sido selados pelo Espírito Santo (At 20:21; 2 Co 1:22; Ef 1:13).

Irá algum deles se perder? Impossível! Deus "nos elegeu nEle (em Cristo) antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor"; "Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção" (Ef 1:4; 4:30).

O que formam, em cada localidade, os membros desta única Igreja? Juntos, eles formam localmente parte daquela única Igreja. Por exemplo: "...à igreja de Deus que está em Corinto..." (1 Co 1:2).

Quando a igreja foi mencionada pela primeira vez? O Senhor disse: "sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16:18).

Quando ela foi realmente formada? No dia de Pentecostes (50 dias depois de haver o Senhor Jesus ressuscitado de entre os mortos), quando o Espírito de Deus desceu e batizou os crentes individuais em um corpo, unindo-os, como um organismo vivo, a Cristo, sua cabeça exaltada nos céus (At 2).

A quem foi primeiro revelado o segredo de que a Igreja estava, como algo vivo, conectada a Cristo? A Saulo de Tarso: "Saulo, Saulo, por que ME persegues?" (At 9:4). Saulo, ao perseguir os cristãos, estava, na verdade, perseguindo a Cristo, a cabeça. A doutrina lhe foi revelada mais tarde.

Qual é o relacionamento dos cristãos com Cristo? Até Deus haver chamado o apóstolo Paulo, nunca tinha sido revelada, aos filhos dos homens, a verdade que pecadores, tanto judeus como gentios, que creem no Senhor Jesus Cristo, são agora feitos membros vivos daquilo que é chamado "Seu corpo", do qual Ele é a Cabeça (Ef 3:1-6). Trata-se de uma união viva (1 Co 6:17). Juntos, esses escolhidos formam a Igreja que Cristo amou e pela qual entregou-Se a Si mesmo. Como objeto de Sua afeição, ela é chamada de Sua noiva. Nós, que cremos, somos Seu corpo e Sua noiva.

O que Cristo fez pela Igreja? Ele amou-a "e a Si mesmo Se entregou por ela" (Ef 5:25).

O que Ele está fazendo agora por ela? Alimentando-a e cuidando dela; está nos santificando e limpando de uma maneira prática, neste mundo, pela aplicação, em nossas almas, da Palavra de Deus (Ef 5:26,29).

O que Ele logo irá fazer por ela? Apresentá-la "a Si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível", a tão esperada noiva que Ele ama (Ef 5:27).

Qual é o destino da Igreja? Ser eternamente amada por Ele, e, na companhia do Senhor Jesus, ser o instrumento para demonstrar a glória do próprio Deus! (Ap 21:1-2,9-11).
J. H. Smith

Manjar Celestial: Varios aspectos do Reino - D. T. Grimston

Leitura: João 16:12-15
Jesus revela aos discípulos que ainda tem muito para dizer, mas eles não podem suportar. A verdade é absoluta, mas sua transmissão é progressiva e sua recepção depende da condição do homem. Falta algo a eles, e esse algo é o Espírito Santo que desceria alguns dias depois para habitar neste mundo. Até aqui o Espírito agia para os seus. A partir de então agiria nos seus.

A vinda do Espírito Santo após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus capacitaria os apóstolos a receberem a revelação de TODA a verdade, e os crentes a compreendê-la. O Espírito os guiaria a "toda a verdade" (Jo 16:13). Ouviu isso: TODA a verdade foi entregue aos apóstolos e pode hoje ser encontrada no Novo Testamento, tanto de forma explícita, como implícita. É só por meio do Novo que é possível entender o Velho Testamento.

Não existe mais verdade do que a que já foi revelada aos apóstolos. Nada mais há para ser revelado. Tudo agora está na completa Palavra de Deus, à qual você e eu temos acesso. Surpreso? Então veja o que Jesus diz no versículo 15: "Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês". "TUDO"! Nada menos que tudo o que pertence ao Pai é de Cristo e esse "tudo" o Espírito revelou aos apóstolos.

Em 1 Coríntios 2:9-10 Paulo escreve: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam" -- esta era a situação no Antigo Testamento. "Mas Deus o revelou a nós [apóstolos] por meio do Espírito" -- esta é a situação do Novo Testamento, a completa revelação de Deus.

Em Hebreus capítulo 1 diz que "há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo". No original grego, a expressão "falou-nos por meio do Filho" está "falou-nos no Filho".

No início de sua primeira epístola, o apóstolo João explica: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam -- isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada" (1 Jo 1:1-2). Essa vida é Jesus.

Mas neste evangelho os apóstolos ainda não podem conter tamanha revelação. Apenas após terem recebido o Espírito Santo é que este os inspiraria, ou ditaria tudo a eles, palavra por palavra. O apóstolo Paulo explica: "Temos empregado as próprias palavras que nos foram dadas pelo Espírito Santo, e não palavras que nós, como homens, pudéssemos escolher. Assim, usamos as palavras do Espírito Santo para explicar as realidades do Espírito Santo" (1 Co 2:13-14).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de tristeza e também de alegria.

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1

Parte 4
O Reino do Filho do Seu Amor

Finalmente devemos notar as expressões “o reino do Filho do Seu Amor” (Colossenses 1.13) e o“reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (II Pedro 1.11). Estes são distintos daqueles que já mencionamos e nos dão o pensamento mais de posição que de manifestação. Cada um deles é mencionado uma só vez na Escritura e podem ser mais sentidos que descritos. Cristo tem um reino presente, um que o amor do Pai conferiu a Ele, o Filho de Suas afeições e para dentro deste, nós que cremos, fomos já trasladados. É uma região de bênção na qual Cristo é o centro.

O outro, o “eterno reino de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, está diante de nós e é um bendito contraste das coisas que estão se esvaecendo à nossa volta. É eterno e iremos compartilhar com Ele. Seu desejo é o de que entremos nele, podemos dizer, “a toda vela”. Que isto possa ser nosso para acrescentarmos à nossa fé todas as coisas que II Pedro 1.5-7 contém, de modo que uma entrada ampla àquele reino possa ser ministrada a nós.

D. T. Grimston (cerca de 1870), traduzido de “The Christian” de Março 2007

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1

Parte 3
O Reino do Pai e o Reino do Filho do Homem

Ambos se iniciam simultaneamente. O Reino do Pai se refere às coisas lá acima e o Reino do Filho do Homem às coisas aqui abaixo. 

Os santos celestes, incluindo aqueles do remanescente judeu, “resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (Mateus 13.43). Do mesmo modo o Senhor, falando aos discípulos quando Ele instituía o Seu próprio memorial, pôde dizer, “não beberei deste fruto da vide até aquele dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai” (Mateus 26.29). O reino do Pai é para o povo celeste.

Por outro lado, o reino do Filho do Homem é para o povo terreno, uma vez que Ele toma a liderança de tudo aqui abaixo, o lugar que Adão perdeu. Como Filho do Homem Ele exerce juízo e como Filho do Homem dá as boas-vindas para Seu reino aos benditos de Seu Pai – as ovelhas (Mateus 25.32-34) que foram fiéis a Ele em Sua ausência.

Assim o reino milenar “de nosso Senhor e do Seu Cristo” (Apocalipse 11.15) tem um aspecto celeste e um terreno. Um é a esfera da glória do Pai, o outro, o cenário do governo do Filho do Homem.

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1

Parte 2
O Reino Dos Céus

O termo “o reino dos céus” é usado só em Mateus, pois aqui a verdade é direcionada à consciência dos judeus. Em essência é o governo dos céus reconhecido aqui na terra. Os judeus estavam familiarizados com este pensamento através das escrituras do Velho Testamento. Por exemplo, foi profetizado a Nabucodonosor que seu poder iria continuar após ele ter conhecimento de que “o céu reina” (Daniel 4.26). O Senhor ensinou seus discípulos a orar para que a vontade de Deus fosse feita “assim na terra como no céu” (Mateus 6.10). Assim, quando João Batista veio para apresentar o Messias, anunciou que “é chegado o reino dos céus” (Mateus 3.2). Assim também Jesus fez a mesma afirmação (Mateus 4.17) e mais tarde os doze apóstolos (Mateus 10.7). Entretanto, o rei legítimo foi rejeitado e conseqüentemente o reino dos céus assume uma forma misteriosa – a de um reino cujo rei está ausente. O Senhor se torna um semeador e o reino dos céus toma um novo caráter que os profetas não mencionaram – uma esfera dominada pelo mal e com uma colheita misturada. Alguns são verdadeiros, enquanto outros aceitam a autoridade de Cristo só nominalmente, como professantes.

João Batista não estava no reino dos céus, pois a porta não estava amplamente aberta até que Pedro a abrisse no dia de Pentecoste. Assim “se faz violência ao reino dos céus” (Mateus 11.12) – ou seja, aqueles que realmente desejam é que alcançam o objetivo que têm buscado desde os dias de João Batista. Quanto às formas interna e externa, algumas semelhanças são aplicadas a ambos os reinos dos céus e de Deus – o grão de mostarda se tornando uma grande árvore e uma medida de farinha se tornando levedada.

Externamente, então, o reino dos céus é como um campo de joio, uma árvore e o fermento – uma mistura do povo de Deus com aqueles que são de Satanás. É a esfera de profissão cristã na terra – um sistema amplamente espalhado, externamente poderoso, mas internamente corrupto. Mas para a fé há uma forma íntima ou divina e isto é visto no “tesouro” e na “pérola” (Mateus 13.44-46). Estes dois são o reino dos céus do ponto de vista de Deus. Assim o reino dos céus é propriamente o governo dos céus sobre a terra. Foi recusado pelo homem e assim existe hoje de um modo misterioso. Naquele tempo será conhecido em parte como o reino do Pai e em parte como o reino do Filho do Homem.
Veja também a parte 3

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1


Varios aspectos do Reino - D. T. Grimston

Na Palavra de Deus temos mencionados vários aspectos do reino e é bom entender as diferenças entre eles. Temos o reino de Deus, o reino dos céus, o reino do Pai, o reino do Filho do Homem, o reino do Filho do Seu Amor e o reino Eterno de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Parte 1
O Reino De Deus

Somos apresentados ao primeiro em conexão com o Senhor Jesus aqui na terra, quando os fariseus interrogaram “quando havia de vir o reino de Deus” (Lucas 17.20). Ele respondeu a eles, “O reino de Deus está entre vós” (Lucas 17.21). O reino de Deus pode ser descrito como a manifestação do poder governante de Deus sob qualquer circunstância. É um estado moral que caracteriza o reino de Deus. Na pessoa de Seu Filho, Deus mostrou seu poder governante naquele tempo – Deus estava lá Nele.

O reino de Deus é também mencionado como existente no tempo presente. Lemos “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14,17) e outra vez, “o reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude” (I Coríntios 4.20). Aqui o poder governante de Deus é outra vez exibido, não no Filho, mas pelo Espírito, o qual, por meio de Sua presença na terra, produz justiça prática naqueles que crêem e dá a Seus servos poder para corrigir o mal quando preciso. O reino era visto em Cristo enquanto Ele estava na terra, mas agora é visto pelo Espírito. Até que Cristo tivesse subido, ninguém, a não ser Ele, podia estar neste reino. Deste modo o poder governante de Deus é agora manifestado naqueles que são habitados pelo Espírito Santo.

Entretanto, o termo “o reino de Deus” é também aplicado nas escrituras ao que o homem tem feito daquilo que Deus deu no início – aquilo que conhecemos como Cristandade. A “árvore” e o “fermento” de Lucas 13.18-21 nos dão sua dimensão externa e sua condição interna. O que era apenas um grão externamente, em Pentecoste, se tornou uma grande árvore que abriga até os emissários do diabo, enquanto o mal interno e a doutrina corrupta penetraram aquilo que tinha como intenção ser o alimento do crente. Que descrição da Cristandade – um vasto sistema, mas podre por dentro!

Assim Romanos 14.17 e I Coríntios 4.20 descrevem o aspecto divino do reino de Deus, enquanto Lucas 13.18-21 descreve sua condição externa.