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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

#277 Na roda dos impios

Leitura: João 18:17-27

Enquanto os homens conspiram para entregar Jesus à morte, a carne de Pedro conspira contra ele. Graças à intervenção de João, ele é admitido no pátio interior da casa do sumo sacerdote, mas logo procura a companhia dos guardas e outros que ajudaram a prender Jesus, para se aquecer em torno da mesma fogueira. 

Pedro é reconhecido por uma mulher: "Você não é um dos discípulos desse homem?" Ele nega por medo da mulher. Então é a vez dos que estão ao redor da fogueira questionarem: "Você não é um dos discípulos dele?". Pedro nega outra vez. Finalmente é reconhecido pelo parente do homem que teve a orelha cortada: "Eu não o vi com ele no olival?". Pedro nega pela terceira vez e o galo canta. 

O evangelho de Lucas dá mais detalhes do que acontece após o galo cantar: "O Senhor voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe tinha dito: 'Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes'. Saindo dali, chorou amargamente" (Lc 22:61). Prestes a morrer, Jesus preocupa-se com seu discípulo. Ele já sabia que Pedro iria fraquejar e tinha orado por ele. Agora é com o olhar, e não com uma repreensão, que Jesus toca o coração covarde do discípulo corajoso. Aquele que se dizia disposto a encarar a morte por Jesus não teve sequer coragem de encarar a pergunta de uma mulher. 

Se Pedro vivesse nos dias de hoje ele seria um assíduo consumidor de livros e palestras de autoajuda, com mensagens do tipo "Confie em si mesmo", "Descubra o poder que há em seu interior" ou "Siga o seu coração". Tudo isso pode soar bonito, mas não passa de confiança na carne. Um pouco antes Jesus tinha deixado claro aos discípulos que, por maior disposição de espírito que eles demonstrassem ter, a carne é fraca. Confiar na carne e nos sentidos nos deixa vulneráveis ao pecado. Pedro que o diga. 

Sempre desconfie de sua capacidade natural quando ela é colocada ao serviço do Senhor pela vontade própria. Jeremias escreveu que é maldito o homem que confia no homem, e isso inclui confiar em si mesmo. O temperamento de Pedro só podia ser útil quando controlado pelo Espírito de Deus, como em Atos 4:13, quando Anás e Caifás darão testemunho da intrepidez e coragem de Pedro ao testemunhar de Jesus sob o risco de morrer por isso. 

O primeiro Salmo diz que é feliz o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Assentado na roda dos ímpios guardas, em busca daquilo que os aquece, Pedro nega a Jesus. Sempre que você buscar conforto na companhia dos ímpios, seu testemunho será enfraquecido e você acabará sendo uma negação daquilo que deveria ser neste mundo: um testemunho para Jesus.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

#275 O julgamento do Juiz

Leitura: João 18:12-14

Apesar de Jesus pregar publicamente, nunca as autoridades conseguiram prendê-lo. Não faltou ocasião, pois neste mesmo evangelho de João, nos capítulos 8 e 10, os judeus tentam apedrejá-lo sem conseguirem. Ainda não era chegada sua hora. A morte de Jesus estava nos planos eternos de Deus, por isso ela só poderia ocorrer quando Deus assim determinasse. 

Agora Jesus se deixa amarrar e ser levado a Anás, que tinha sido sacerdote no ano anterior. Primeiro Jesus deve passar pelo julgamento das autoridades religiosas, e só depois ser entregue à autoridade civil. Por estarem sob o domínio romano, os judeus não têm poder para condenar alguém à morte.

É interessante este detalhe, pois séculos antes havia sido profetizado que o Messias de Israel seria crucificado conforme o costume romano, e não apedrejado, que era a execução imposta pela lei judaica. Portanto era preciso que a nação de Israel estivesse na condição em que está aqui, sujeita a um invasor gentio, para que as profecias da morte de Jesus se cumprissem.

No Salmo 22 você encontra: "Traspassaram -- isto é, perfuraram ou atravessaram -- minhas mãos e meus pés" (Sl 22:16). O profeta Zacarias previu: "Olharão para mim, aquele a quem traspassaram" (Zc 12:10). Isaías profetizou o mesmo, acrescentando ainda a razão de sua morte: "Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões" (Is 13:5). 

Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo lembra uma citação do capítulo 21 de Deuteronômio que diz: "Qualquer que for pendurado num madeiro está debaixo da maldição de Deus" (Dt 21:22, 23). Mas como Jesus, na cruz, poderia ser amaldiçoado por Deus? Por ter sido feito pecado ali por nós. Deus não podia ter qualquer ligação com o pecado, portanto não só o abandonou na cruz, como também o considerou maldito e lançou sobre ele o fogo do juízo contra o pecado. 

O que Jesus sofreu nas mãos dos homens não difere muito da tortura que muitos prisioneiros receberam ao longo da história. Mas o que ele sofreu nas mãos de Deus é inigualável; é a soma de todos os medos que aterrorizam cada pecador que terá de se apresentar diante de Deus com seus pecados para receber o juízo. Em Jesus esse terror, sofrimento e dor foram multiplicados pelo pecado do mundo e dos que seriam salvos por ele, e elevados à enésima potência da eternidade.

Mal sabiam os juízes Anás, Caifás e Pilatos que Jesus estava prestes a ser julgado com maior rigor e severidade pelo próprio Deus. E tampouco poderiam eles imaginar que aquele réu, fraco e humilde, voltaria como Juiz, para julgá-los e a todos os que não tiveram seus pecados pagos por Jesus na cruz.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

#274 Traicao e valentia (Leitura: João 18:2-3)


Leitura: João 18:2-3

Judas, o traidor, conhece o lugar onde Jesus está, portanto leva consigo "um destacamento de soldados e alguns guardas enviados pelos chefes dos sacerdotes e fariseus, levando tochas, lanternas e armas" (Jo 18:3). A luz do mundo estava ali, e mesmo assim os homens precisam de lanternas para encontrá-la. Outro evangelho mostra que Judas beija Jesus para identificá-lo para os guardas na noite escura.

Jesus se adianta a ir ao encontro deles. Ele está pronto para ser preso e conduzido à morte. Mas antes os soldados terão uma pequena amostra de quem é aquele que pretendem aprisionar. "A quem vocês estão procurando?", pergunta Jesus. "A Jesus de Nazaré", respondem eles.

A resposta de Jesus nos remete ao encontro de Moisés com Deus no capítulo 4 do livro de Êxodo. Ao perguntar a Deus o seu nome, Moisés ouviu a resposta: "EU SOU o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: EU SOU me enviou a vocês". A mesma expressão -- "EU SOU" -- sai agora da boca de Jesus e isso é suficiente para fazer os soldados caírem de costas. Ali está o Criador, o Senhor do universo, o "EU SOU", e os soldados são incapazes de suportar apenas um lampejo de sua glória. Este é Jesus e Jeová.

Jesus intercede pelos discípulos. Era a ele que buscavam, portanto que deixassem ir livres os outros. Nenhum deles sofreria dano, nem mesmo Pedro, que em sua impetuosidade sacou da espada e decepou a orelha do servo do sumo sacerdote. Jesus o repreende: "Guarde a espada! Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu?". O evangelho de Lucas revela que Jesus curou a orelha do rapaz.

A Palavra de Deus é chamada em Efésios 6 de "espada do Espírito", e em Hebreus 4 de "espada de dois gumes", portanto a repreensão de Jesus faz todo sentido. Jamais deveríamos usar a espada da Palavra de Deus para deixar as pessoas surdas à mesma Palavra. Mas quando é que cortamos orelhas? Quando usamos a Bíblia para agredir as pessoas e as tornamos endurecidas e avessas à verdade.

Você já se viu metralhando pessoas com versículos, mais para defender sua posição do que por desejo de salvá-las? Pessoas inseguras usam a Palavra de Deus como forma de marcar território. Quando brandimos a espada da Palavra com agressividade, ou a usamos para criar em nós uma aura de piedade, podemos estar tentando compensar nossa própria falta de comunhão com Deus.

A valentia de Pedro só confirmava sua insegurança. Horas depois ele negaria Jesus. O piedoso beijo de Judas escondia a traição do filho do diabo que ele realmente era. E você, como tem usado a Palavra de Deus? Para cortar orelhas ou para curar os surdos? Para exibir sua piedade ou para revelar o Salvador?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

#272 Um pai omisso

Mil anos antes da cena do capítulo 18 do evangelho de João, outro homem fez o mesmo caminho que Jesus faz aqui. O rei Davi, quando teve seu trono usurpado por seu filho Absalão, cruzou o ribeiro de Cedrom fugindo de Jerusalém por ter sido um pai omisso. Jesus cruza o mesmo ribeiro por ser um Filho submisso.

Mas quem era Absalão? A história do terceiro filho de Davi, e o seu trágico fim, você encontra nos capítulos 13 ao 20 de 2 Samuel. Seu nome significa "Patrono da paz", o que Davi certamente queria que ele fosse, ao adotar um método pacífico para educar seus filhos. Absalão foi tratado do mesmo modo que Davi tratava Adonias, seu quarto filho. Dele é dito que "seu pai nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: 'Por que você age assim?'" (1 Rs 1:6).

Absalão era filho de uma das esposas pagãs de Davi, uma união contrária à vontade de Deus. Em seu plano original, Deus queria que cada homem tivesse apenas uma mulher, e que esta adorasse o Deus verdadeiro. Mas nada disso foi levado a sério por Davi, que paparicava seu belo filho. "Em todo o Israel não havia homem tão elogiado por sua beleza como Absalão. Da cabeça aos pés não havia nele nenhum defeito" 2 Sm 14:25.

Filho de um casamento não autorizado por Deus, criado na idolatria de sua mãe, bajulado por sua aparência e recebendo de seu pai uma educação pacífica, de modo a nunca ser contrariado, advertido ou castigado -- esse era Absalão. Os modernos educadores devem muito a Davi por seu método de educar os filhos. É o método do homem, contrário ao método de Deus, descrito em Hebreus 12:

"O Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho. Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados" (Hb 12:5-11).

Ao contrário da ideia de que a criança nasce boa e é estragada pelo ambiente, a Bíblia ensina que nascemos pecadores. O livro de Provérbios diz que "a insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela. A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma. Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura" (Pv 22:15; 29:15-17; 23:13-14). Davi não fez assim e só lhe restou chorar a perda de seu filho.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

#271 Para que sejam um

Leitura: João 17:20-26 







quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

#270 Nenhum deles se perdeu

Leitura: João 17:10-19

Jesus glorifica o Pai salvando pecadores, e é glorificado por cada um que ele salva. É assim que ele diz: "Eu tenho sido glorificado por meio deles". E Jesus não é glorificado apenas pelos seus neste mundo, mas também pelo cuidado que tem por eles para que nenhum se perca. Tanto o recebimento da salvação quanto sua manutenção não vem de nós, mas de Deus. Caso contrário, o homem seria glorificado por sua salvação e por sua perseverança em manter-se salvo.

Enquanto estava aqui Jesus protegia os discípulos, de modo que nenhum deles se perdeu, exceto Judas, que estava destinado à perdição. Agora ele pede ao Pai que guarde os que são seus, e essa mesma intercessão Jesus continua a fazer no céu por cada um dos que são salvos por ele. Se você realmente crê em Cristo saiba que nada e nem ninguém pode tirar você das mãos do Pai.

Jesus guardava os seus discípulos enquanto ainda estava com eles, e mais ainda depois da formação da igreja no dia de Pentecostes em Atos, capítulo 2. A partir daquele dia cada pessoa que crê em Jesus é selada com o Espírito Santo, a garantia de que jamais poderá se perder. Veja o que dizem estas passagens das cartas de Paulo aos Efésios e aos Coríntios:

"É Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir... Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus... Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia... o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção" (2 Co 1:21-22; Ef 1:13-14; 4:30; 2 Co 5:5).

Antigamente os reis validavam um documento colocando nele o seu selo, a marca de seu anel pressionado sobre uma gota de lacre derretido ou simplesmente com tinta, como se fosse um carimbo. O selo era a garantia de propriedade. Assim Deus sela com o Espírito Santo cada um que é salvo por Jesus, como se dissesse: "Este é minha propriedade, ninguém pode tirá-lo de minhas mãos". Aqueles que acham que podem perder a salvação, ou o Espírito Santo com o qual foram selados como garantia, não fazem ideia de quem é Deus e de como ele é zeloso daquilo que é seu.

Mas o que dizer dos que um dia pareciam tão convertidos e depois voltaram a ser o que eram ou até piores? Bem, talvez nunca tenham nascido de novo, nunca creram em Jesus, mas apenas adotaram uma religião cristã e aprenderam a fingir. O apóstolo João fala desse tipo de gente em sua primeira carta: "Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos" (1 Jo 2:19).

Nos próximos 3 minutos Jesus revela o que deseja para aqueles que viriam a crer nele nas gerações futuras, ou seja, eu e você.
Evangelho em 3 minutos com Mário Persona.

sábado, 26 de novembro de 2011

Jesus foi pregar no inferno?

Não, essa idéia decorre de uma interpretação errônea das passagens em 1 Pedro 3:19 e 4:6. Vou acrescentar comentários [entre chaves] para você entender melhor o significado do texto:

"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual [Espírito] também foi, e pregou [por intermédio de Noé] aos espíritos [agora] em prisão; Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água... Porque por isto foi pregado o evangelho também aos [que hoje estão] mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito;"

Alguns acham que Jesus tenha descido ao Hades após sua morte para pregar aos condenados, mas não creio que seja assim. Que bem faria tal pregação? Para mim está bem claro quem pregou para aquelas pessoas: Noé.

Não quer dizer que o Senhor tenha ido pregar em algum lugar entre sua morte e ressurreição como acreditam alguns. O versículo diz que, no Espírito, Jesus pregou aos espíritos [agora] em prisão, os quais foram rebeldes à pregação de Noé. Em outras palavras, Noé pregou no Espírito de Cristo às pessoas de seu tempo, mas elas não creram, o que significa dizer que, por meio de Noé, era o próprio Senhor que estava falando a eles.

Digamos que hoje você pregue o evangelho a uma pessoa, ela não aceite, morra e vá para o hades. Pode-se dizer que você pregou a ela no Espírito de Cristo, ou seja, como se fosse Ele mesmo pregando a ela, não depois de morta, mas enquanto ainda vivia.

Não sei se fui claro. De qualquer modo, o Senhor não foi ao inferno ou ao hades pregar, mas as pessoas que estão lá já foram avisadas quando ainda viviam, seja por Noé ou por qualquer outro servo de Deus que tenha pregado no mesmo Espírito do Senhor. Isso tampouco dá qualquer idéia de purgatório, como querem alguns.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Manjar Celestial: Varios aspectos do Reino - D. T. Grimston

Leitura: João 16:12-15
Jesus revela aos discípulos que ainda tem muito para dizer, mas eles não podem suportar. A verdade é absoluta, mas sua transmissão é progressiva e sua recepção depende da condição do homem. Falta algo a eles, e esse algo é o Espírito Santo que desceria alguns dias depois para habitar neste mundo. Até aqui o Espírito agia para os seus. A partir de então agiria nos seus.

A vinda do Espírito Santo após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus capacitaria os apóstolos a receberem a revelação de TODA a verdade, e os crentes a compreendê-la. O Espírito os guiaria a "toda a verdade" (Jo 16:13). Ouviu isso: TODA a verdade foi entregue aos apóstolos e pode hoje ser encontrada no Novo Testamento, tanto de forma explícita, como implícita. É só por meio do Novo que é possível entender o Velho Testamento.

Não existe mais verdade do que a que já foi revelada aos apóstolos. Nada mais há para ser revelado. Tudo agora está na completa Palavra de Deus, à qual você e eu temos acesso. Surpreso? Então veja o que Jesus diz no versículo 15: "Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês". "TUDO"! Nada menos que tudo o que pertence ao Pai é de Cristo e esse "tudo" o Espírito revelou aos apóstolos.

Em 1 Coríntios 2:9-10 Paulo escreve: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam" -- esta era a situação no Antigo Testamento. "Mas Deus o revelou a nós [apóstolos] por meio do Espírito" -- esta é a situação do Novo Testamento, a completa revelação de Deus.

Em Hebreus capítulo 1 diz que "há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo". No original grego, a expressão "falou-nos por meio do Filho" está "falou-nos no Filho".

No início de sua primeira epístola, o apóstolo João explica: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam -- isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada" (1 Jo 1:1-2). Essa vida é Jesus.

Mas neste evangelho os apóstolos ainda não podem conter tamanha revelação. Apenas após terem recebido o Espírito Santo é que este os inspiraria, ou ditaria tudo a eles, palavra por palavra. O apóstolo Paulo explica: "Temos empregado as próprias palavras que nos foram dadas pelo Espírito Santo, e não palavras que nós, como homens, pudéssemos escolher. Assim, usamos as palavras do Espírito Santo para explicar as realidades do Espírito Santo" (1 Co 2:13-14).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de tristeza e também de alegria.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011