segunda-feira, 9 de julho de 2012

Podemos confiar no Novo Testamento?


Nas próprias epístolas temos as evidências de que é nelas que encontramos a autoridade apostólica, portanto creio ser esta a evidência de que estamos em terreno seguro. As epístolas circulavam entre as assembleias levando nelas a autoridade dos apóstolos e é nelas que os próprios apóstolos indicam que devemos buscar a doutrina.


2Pe 3:15-16 "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em TODAS AS SUAS EPÍSTOLAS, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, eIGUALMENTE AS OUTRAS ESCRITURAS, para sua própria perdição.


Pedro iguala os escritos de Paulo às "outras escrituras", ou seja, ao Antigo Testamento e às outras epístolas dos apóstolos que andaram com Jesus (e cujas epístolas foram pré-autenticadas por Jesus, como explicarei adiante). 


Col_4:16 E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também. 


Confiar na tradição, como faz o catolicismo, nos deixaria à mercê de interpretações para justificá-las ou não à luz das epístolas. Para resolver tal dilema o catolicismo simplesmente determinou que em caso de discrepância entre as Escrituras e a tradição fica valendo a tradição. E deu no que deu...


Acima de tudo devemos ter em mente que é o próprio Deus quem tem interesse em preservar a doutrina que os apóstolos receberam do Espírito Santo, e isto Deus faz inclusive impedindo que tenhamos acesso a algumas epístolas que os apóstolos escreveram, mas cujo teor o Espírito Santo achou por bem não chegar até nós. Não temos hoje, por exemplo, a epístola a Laodicéia da qual o apóstolo Paulo fala no versículo acima. E também não temos a epístola de Paulo aos Coríntios escrita antes da que chamamos de "Primeira aos Coríntios", a qual ele menciona em 1 Co 5:9.


Mas não é apenas no testemunho dos apóstolos que podemos nos basear para entender a inspiração divina que têm os seus escritos. Jesus pré-autenticou, por assim dizer, os ensinos que seriam dados através dos apóstolos depois de sua partida:


Joã 14:26 Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará [aos apóstolos] todas as coisas, e vos fará lembrar [aos apóstolos] de tudo quanto vos tenho dito. 


Joã 16:13 Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará [aos apóstolos] em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá [aos apóstolos] tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará [aos apóstolos] o que há de vir. 


O Espírito Santo iria, não apenas LEMBRAR os apóstolos das palavras de Jesus, mas iria ENSINAR a eles todas as coisas e GUIÁ-LOS em toda a verdade, como canais vindos diretamente dos céus, revelando o ensino para o presente e para o porvir. Estas são "as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem", ou seja, não são tradições, costumes ou fábulas humanas, mas a expressa Palavra de Deus vinda dos céus.


2Pe_1:16 Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. 


Tudo isso o Senhor prometeu que revelaria pelo Espírito aos apóstolos, portanto não cremos "na memória histórica" dos apóstolos ou na "tradição dos pais", como chamam os católicos, mas na revelação da Palavra de Deus pelo Espírito Santo.


O argumento muito usado pelos católicos de que foi a igreja católica que decidiu o que faria ou não parte do cânon do Novo Testamento é ridículo.


Primeiro, porque não existia "igreja católica" na época. Naquela época só existia a igreja. Chamá-la de "igreja católica", como se faz hoje para distinguir aquela que é comandada de Roma das milhares de denominações cristãs, faria tanto sentido quanto chamar a guerra de 1914-1918 de "Primeira Guerra Mundial". Este título só foi usado após ocorrer outra guerra mundial (nos livros e jornais anteriores aos anos 40 ela é chamada simplesmente de Grande Guerra).


Segundo, porque a formação do cânon pelos cristãos dos primeiros séculos foi simplesmente atestar de uma maneira formal quais eram os textos que nos séculos anteriores circulavam pelas assembleias locais e eram reconhecidos como a Palavra de Deus. E por que os cristãos da época fizeram isso? Justamente para evitar que lendas e tradições fossem tomadas como sendo a Palavra de Deus, o que já estava acontecendo por alguns hereges. Portanto, as epístolas são a Palavra de Deus revelada aos apóstolos. A tradição é a interpretação que homens deram a essas epístolas à luz da época em que viveram. Devemos receber a primeira como a Palavra de Deus e refutar a segunda como tendo igual status.


Paulo explica como se cumpriu a promessa que o Senhor deu de que o Espírito revelaria a Palavra de Deus aos apóstolos em uma passagem que às vezes lemos sem identificar que Paulo está falando ali dos apóstolos, e não dos crentes em geral. Esta passagem deve ser lida como a concretização da promessa que o Senhor fez AOS APÓSTOLOS, os quais, pelo Espírito, seriam lembrados de todas as coisas que o Senhor lhes tinha dito, e vou inserir meus comentários para deixá-la mais clara:


1Co 2:9-11 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou [a nós, os apóstolos] pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.


Em outra passagem Paulo autentica seus próprios escritos explicando que não são ensinos de homens, ou seja, não são tradições humanas. Mais uma vez entendemos o papel que tiveram os apóstolos como canais exclusivos da revelação de Deus vinda dos céus.


Gál 1:11-12 Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.


Os cristãos daquela época recebiam seus escritos como a Palavra de Deus, e não como sabedoria humana ou meras tradições.


1Ts 2:13 Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes. 


1Co 14:37 Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. 


Tudo isso não apenas nos autoriza a encarar o Novo Testamento como a Palavra de Deus revelada aos apóstolos, como deixa claro o erro dos teólogos moderninhos que insistem em refutar os escritos de Paulo como se fossem meras opiniões de um solteirão machista. Para esses fica valendo a descrição que Pedro lhes dá em sua segunda epístola 3:16:


"indoutos e inconstantes" (ARF), ou como está em outras versões, "espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos" (Ave Maria), "homens sem instrução e vacilantes" (CNBB), "ignorantes e instáveis" (NVI). Quem quer que negue a autenticidade das epístolas de Paulo como a Palavra de Deus pode adotar para si qualquer um desses adjetivos.

domingo, 8 de julho de 2012

A ORDEM DE DEUS

Sumario

APRESENTAÇÃO

PREFÁCIO
    DENOMINACIONALISMO - UMA ORDEM DE DEUS OU DO HOMEM?
      A RUÍNA DO TESTEMUNHO CRISTÃO 
      1. Passar um tempo na presença do Senhor em comunhão com Ele
      2. Ter o desejo de fazer (praticar) a vontade de Deus
      3. Ter o exercício espiritual de aplicá-la a si mesmo a fim de aprender a Verdade
      4. Ter inteireza de coração para reconhecer a Verdade quando esta é apresentada   
      UM CHAMADO À SEPARAÇÃO
      1. "Não devemos julgar outros cristãos!"
      2. "Separar-se não é demonstrar amor!"
      3. "Nossa igreja esta crescendo!"
      4. "Deus esta usando as denominações!"
      5. "Posso ser muito útil permanecendo onde estou em minha denominação!"
      6. "Não devemos deixar a nossa congregação!"
      7. "Separar-se de outros cristãos destrói a unidade do Espírito
      A QUAL IGREJA DEVO IR?
      QUEM DEVERIA LIDERAR A CONGREGAÇÃO?
      A ADMINISTRAÇÃO LOCAL NA IGREJA
      A ESFERA DE MINISTÉRIO DAS IRMÃS
      CONCLUSÕES
      Traduzido de "God's Order" - Bruce Anstey - 4th Edition

      domingo, 11 de março de 2012

      Se Deus sabe como vai terminar por que continua se...

      Você escreveu que não consegue entender a razão de Deus, com todo seu poder e toda sua infinita sabedoria, ter continuado o seu projeto aqui na Terra mesmo já sabendo como será o seu fim. Justamente por isso: ele sabe como vai terminar, e nós não. O problema é que nós não conseguimos enxergar o fim, mas apenas uma pequena parte do projeto.


       
      Um arquiteto que projeta um grande hospital pode não ser compreendido pelos que passam pela rua e veem a obra.

      "O que esse arquiteto tem em mente para abrir uma cratera assim no meio de nossa cidade, enfeiando tudo?!" -- dirá um transeunte.

      "Que droga de emprego é este em que tenho que ficar enterrando concreto no solo o dia inteiro? Isto está acabando com minha saúde!" -- dirá um operário.

      "Por que esse arquiteto tinha de permitir tábuas com prego nesta obra? Será que ele não percebe quanta gente está se machucando com isso?" -- dirá outro.

      Nenhum deles consegue enxergar a obra pronta, por isso não entendem os percalços do caminho, mas o arquiteto tem tudo bem planejado e no final ninguém irá acusá-lo de ter agido errado. Quando o hospital estiver pronto todos logo se esquecerão das dificuldades e darão razão ao arquiteto pela perfeição da obra e pelo benefício que ela trouxe à cidade.

      Quando questionamos os propósitos de Deus e o modo como ele age, somos como esses que só enxergam a cratera, o trabalho árduo e os pregos. Somos como crianças de dois anos tentando entender por que seu pai não fica o dia todo em casa brincando com ela. Você acha que adianta o pai explicar? Não, ela ainda não tem capacidade para entender. Então Deus, o Pai, também não se sente na obrigação de explicar tudo a seus filhos, mas apenas aquilo que é necessário para o momento.

      Você não precisa saber como pilotar um Boeing para viajar. Você simplesmente confia que o piloto sabe o que está fazendo e obedece as instruções de segurança que os comissários passam a você. Não há o que questionar. Já pensou se o piloto precisasse explicar a todos os passageiros os detalhes do funcionamento da aeronave? Tudo o que os passageiros precisam saber é o destino e como chegar lá em segurança confiando no piloto.

      O cristão vive por fé, isto é, ele crê sem ver. A fé inclui aceitar que Deus está no controle de tudo e que tem muita coisa que só saberemos quando chegarmos no céu. Fé é confiança absoluta, mesmo quando não existe um entendimento perfeito daquilo que é acessível aos nossos parcos sentidos.

      Deu_29:29 As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.

      Joã_13:7 Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.

      1Co_13:12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

      Heb_11:1-6 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem... Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente... Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

      sábado, 10 de março de 2012

      Profetizar significa ver o futuro?


      Profetizar significa ver o futuro?

      Profetizar é "falar por Deus". Os profetas nos deixaram a Palavra de Deus ao falarem inspirados por Deus. Às vezes essa Palavra se refere a acontecimentos futuros, mas nem sempre. Hoje que temos a revelação completa de Deus continuamos a profetizar sempre que falamos do que está nessa palavra. É este o sentido do profetizar que vemos nas epístolas para as igrejas.


      Não há como entender como Deus enxerga o futuro, pois para ele, que é eterno, o tempo é apenas um linha que ele criou em algum momento no passado e que irá terminar no futuro. Então tudo voltará a ser o estado eterno, sem tempo e sem linearidade nos acontecimentos. Como fomos criados no tempo, não somos capazes de entender o que ocorre fora do contexto do tempo, mas quando formos transformados (ou ressuscitarmos) estaremos aptos para viver na eternidade, sem tempo.

      Para você ter uma leve ideia do que é Deus agindo hoje independente do tempo, pense na estrela mais próxima da terra: Proxima Centauri que está a 4,22 anos-luz de nós, ou seja a quarenta trilhões de quilômetros. Só para você se situar, quando olhamos para essa estrela no céu vemos como ela era há 4,22 anos, e não como ela é agora. Se ela explodir agora, só veremos a explosão daqui a quatro anos. Se quisermos viajar para lá com o pé na tábua nos meios hoje disponíveis (sondas espaciais) levaremos 60 mil anos. Se formos a pé levaremos um bilhão de anos.

      Agora imagine que Deus fosse um gigante muito alto, tão enorme que pudesse enxergar Proxima Centauri bem diante de seus olhos e ao mesmo tempo ter a Terra em sua visão periférica. Ou seja, ele seria capaz de ver a estrela e a Terra ao mesmo tempo!

      Eu entendo que é assim que Deus pode ver o passado, o presente e o futuro tudo ao mesmo tempo. Em nós, com esse raciocínio linear que temos do tempo, algo assim não faria qualquer sentido, mas para Deus é tudo perfeitamente normal.

      Jesus, que é Deus e Homem, não perdeu as qualidades divinas ao assumir a humanidade. Elas continuavam lá, embora ele nem sempre as utilizasse por andar aqui em estreita obediência ao Pai e dependência do Espírito. Mas às vezes vemos uns lampejos de sua capacidades divinas, como onisciência, onipotência e onipresença. Assim Jesus podia não só saber o que todos os homens pensavam (ele fez isso várias vezes nos evangelhos), como também conhecia o futuro. Nada do que acontecia com ele o pegava de surpresa.

      Quer ver um exemplo disso nas palavras de Jesus, que é Deus e Homem?

      Joã 3:13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, QUE ESTÁ NO CÉU. (Como podia ele estar no céu e ao mesmo tempo na Terra com Nicodemos?!)

      Luc 10:17-18 E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. (Uau! Que ponto de observação privilegiado era esse que lhe dava uma visão tanto do céu quanto da Terra?!)

      Mat_23:37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! (Hein?! Quando foi isso se Jesus tinha nascido há trinta e poucos anos?!)

      Joã_8:58 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, EU SOU. (Sem comentários...)

      por Mario Persona

      domingo, 1 de janeiro de 2012

      Evangelho sem fermento: "Depois destas coisas" - G. H. Hayhoe

      Evangelho sem fermento: "Depois destas coisas" - G. H. Hayhoe: "O testemunho de Jesus é o espírito de profecia" (Ap 19.10). Este artigo é um pequeno esboço das "coisas que depois destas devem acontecer"...

      Evangelho sem fermento: "Depois destas coisas" - G. H. Hayhoe

      Evangelho sem fermento: "Depois destas coisas" - G. H. Hayhoe: "O testemunho de Jesus é o espírito de profecia" (Ap 19.10). Este artigo é um pequeno esboço das "coisas que depois destas devem acontecer"...

      sábado, 31 de dezembro de 2011

      #280 Livrando-se de Deus


      Chegamos agora ao capítulo mais solene, não só deste evangelho, mas de toda a história da humanidade: a morte de Jesus. Ele já havia indicado que se o grão de trigo apenas caísse na terra, de nada adiantaria, pois ficaria só. Mas se morresse, germinaria e daria muito fruto. Por isso Jesus deve morrer.

      Porém, ao mesmo tempo em que ele deve cumprir o propósito de sua vinda ao mundo, os seres humanos devem revelar sua real disposição para com Deus: livrarem-se dele. No capítulo anterior Jesus diz a Pilatos que aquele que o tinha entregado ao governador romano era "culpado de um pecado maior". Portanto deve existir uma escala de culpabilidade conforme a gravidade do mal. 

      quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

      #277 Na roda dos impios

      Leitura: João 18:17-27

      Enquanto os homens conspiram para entregar Jesus à morte, a carne de Pedro conspira contra ele. Graças à intervenção de João, ele é admitido no pátio interior da casa do sumo sacerdote, mas logo procura a companhia dos guardas e outros que ajudaram a prender Jesus, para se aquecer em torno da mesma fogueira. 

      Pedro é reconhecido por uma mulher: "Você não é um dos discípulos desse homem?" Ele nega por medo da mulher. Então é a vez dos que estão ao redor da fogueira questionarem: "Você não é um dos discípulos dele?". Pedro nega outra vez. Finalmente é reconhecido pelo parente do homem que teve a orelha cortada: "Eu não o vi com ele no olival?". Pedro nega pela terceira vez e o galo canta. 

      O evangelho de Lucas dá mais detalhes do que acontece após o galo cantar: "O Senhor voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe tinha dito: 'Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes'. Saindo dali, chorou amargamente" (Lc 22:61). Prestes a morrer, Jesus preocupa-se com seu discípulo. Ele já sabia que Pedro iria fraquejar e tinha orado por ele. Agora é com o olhar, e não com uma repreensão, que Jesus toca o coração covarde do discípulo corajoso. Aquele que se dizia disposto a encarar a morte por Jesus não teve sequer coragem de encarar a pergunta de uma mulher. 

      Se Pedro vivesse nos dias de hoje ele seria um assíduo consumidor de livros e palestras de autoajuda, com mensagens do tipo "Confie em si mesmo", "Descubra o poder que há em seu interior" ou "Siga o seu coração". Tudo isso pode soar bonito, mas não passa de confiança na carne. Um pouco antes Jesus tinha deixado claro aos discípulos que, por maior disposição de espírito que eles demonstrassem ter, a carne é fraca. Confiar na carne e nos sentidos nos deixa vulneráveis ao pecado. Pedro que o diga. 

      Sempre desconfie de sua capacidade natural quando ela é colocada ao serviço do Senhor pela vontade própria. Jeremias escreveu que é maldito o homem que confia no homem, e isso inclui confiar em si mesmo. O temperamento de Pedro só podia ser útil quando controlado pelo Espírito de Deus, como em Atos 4:13, quando Anás e Caifás darão testemunho da intrepidez e coragem de Pedro ao testemunhar de Jesus sob o risco de morrer por isso. 

      O primeiro Salmo diz que é feliz o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Assentado na roda dos ímpios guardas, em busca daquilo que os aquece, Pedro nega a Jesus. Sempre que você buscar conforto na companhia dos ímpios, seu testemunho será enfraquecido e você acabará sendo uma negação daquilo que deveria ser neste mundo: um testemunho para Jesus.

      quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

      terça-feira, 27 de dezembro de 2011

      Alguem liberto pode ser possuido por outros espiri...

      Depois de ler o texto "Satanás pode influenciar um crente?", no qual eu digo que o diabo pode influenciar os pensamentos de um salvo, porém não pode possui-lo ou entrar nele, você ficou em dúvidas por causa de uma passagem onde um homem é liberto de um espírito maligno só para ser depois possuído por outros piores.

      Um crente não pode ser possuído por demônios, pois ele já é habitado pelo Espírito Santo de Deus, que não sai do crente e nem dá lugar para que algum demônio venha possuí-lo. O crente possui a nova vida que vem de Deus, que é imune a um ataque direto de Satanás: 1 Jo 5:18 "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca". Um crente pode ser influenciado ou enganado pelo Diabo, mas não possuído.

      A passagem que gerou a dúvida em você está em em Mt 12:43, porém se prestar atenção verá que ela fala de Israel ("esta geração" no texto), cujo estado ficou pior do que estava com a rejeição de Jesus. Veja no último versículo que Jesus não está falando de uma pessoa, mas é uma parábola falando da geração de judeus incrédulos que um pouco antes afirmou que ele fazia os milagres pelo poder de Belzebu. Lembre-se de que o Senhor falou por parábolas muitas vezes.


      Mat 12:41-45 "Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas. A rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão. E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má".

      Quando os judeus mergulharam na idolatria, Deus enviou um remédio na forma da invasão babilônica. Eles foram levados cativos e depois um remanescente fiel voltou à terra, curado de sua idolatria. Era como se o espírito mau tivesse saído do homem. Mas a partir daí eles se tornaram uma casa vazia, limpa e arrumada, que não quis receber o Senhor, ficando assim vulneráveis para que aquele espírito desterrado leve consigo "sete espíritos piores que ele", e o estado daquele povo ficará pior do que no início.

      Quando lemos a parábola do Senhor da vinha, percebemos que aquela geração que viveu na época de Jesus sabia exatamente que estava rejeitando seu Messias e o entregando à morte. Pelo menos é o que dá a entender quando os trabalhadores da parábola dizem: Luc 20:14 "Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa". As palavras do Senhor na cruz, "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" em Lucas 23:34 podem tanto se referir aos soldados romanos que executaram a pena, como também aos judeus que ignoravam as consequências de seu ato. 

      1 Pe 5:8-9 diz que "o diabo anda em redor buscando tragar", mas não diz que consegue mais do que matar o corpo (como o Senhor ensinou nos evangelhos). Quanto a Judas, em quem o evangelho diz que o diabo entrou, ele nunca foi salvo. Era apenas um seguidor, apenas um professo como muitos que hoje enchem as igrejas com a Bíblia debaixo do braço, porém estão ali com outros interesses, alguns muito parecidos com o interesse de Judas: dinheiro.

      segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

      #275 O julgamento do Juiz

      Leitura: João 18:12-14

      Apesar de Jesus pregar publicamente, nunca as autoridades conseguiram prendê-lo. Não faltou ocasião, pois neste mesmo evangelho de João, nos capítulos 8 e 10, os judeus tentam apedrejá-lo sem conseguirem. Ainda não era chegada sua hora. A morte de Jesus estava nos planos eternos de Deus, por isso ela só poderia ocorrer quando Deus assim determinasse. 

      Agora Jesus se deixa amarrar e ser levado a Anás, que tinha sido sacerdote no ano anterior. Primeiro Jesus deve passar pelo julgamento das autoridades religiosas, e só depois ser entregue à autoridade civil. Por estarem sob o domínio romano, os judeus não têm poder para condenar alguém à morte.

      É interessante este detalhe, pois séculos antes havia sido profetizado que o Messias de Israel seria crucificado conforme o costume romano, e não apedrejado, que era a execução imposta pela lei judaica. Portanto era preciso que a nação de Israel estivesse na condição em que está aqui, sujeita a um invasor gentio, para que as profecias da morte de Jesus se cumprissem.

      No Salmo 22 você encontra: "Traspassaram -- isto é, perfuraram ou atravessaram -- minhas mãos e meus pés" (Sl 22:16). O profeta Zacarias previu: "Olharão para mim, aquele a quem traspassaram" (Zc 12:10). Isaías profetizou o mesmo, acrescentando ainda a razão de sua morte: "Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões" (Is 13:5). 

      Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo lembra uma citação do capítulo 21 de Deuteronômio que diz: "Qualquer que for pendurado num madeiro está debaixo da maldição de Deus" (Dt 21:22, 23). Mas como Jesus, na cruz, poderia ser amaldiçoado por Deus? Por ter sido feito pecado ali por nós. Deus não podia ter qualquer ligação com o pecado, portanto não só o abandonou na cruz, como também o considerou maldito e lançou sobre ele o fogo do juízo contra o pecado. 

      O que Jesus sofreu nas mãos dos homens não difere muito da tortura que muitos prisioneiros receberam ao longo da história. Mas o que ele sofreu nas mãos de Deus é inigualável; é a soma de todos os medos que aterrorizam cada pecador que terá de se apresentar diante de Deus com seus pecados para receber o juízo. Em Jesus esse terror, sofrimento e dor foram multiplicados pelo pecado do mundo e dos que seriam salvos por ele, e elevados à enésima potência da eternidade.

      Mal sabiam os juízes Anás, Caifás e Pilatos que Jesus estava prestes a ser julgado com maior rigor e severidade pelo próprio Deus. E tampouco poderiam eles imaginar que aquele réu, fraco e humilde, voltaria como Juiz, para julgá-los e a todos os que não tiveram seus pecados pagos por Jesus na cruz.

      #273 Dragao em pele de cordeiro

      Leitura: João 18:1; Apocalipse 13:11

      No Antigo Testamento Davi é uma figura de Jesus, o rei traído e desprezado que o profeta Isaías descreveu como não tendo "qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos" (Is 53:2). Por sua vez, Absalão, o filho de Davi elogiado por sua beleza, é uma figura do Anticristo, o usurpador do trono e representante visível do príncipe deste mundo, Satanás.

      Porém, quando Jesus voltar para reinar, já não virá mais como o servo manso e humilde, mas como um rei poderoso e implacável para com seus inimigos. Aqueles que hoje creem nesse Jesus desprezado e exilado no céu, recebem a salvação. Os que o rejeitam serão levados a crer no Anticristo, aquele que João descreve como a "besta que saía da terra, com dois chifres como cordeiro, mas que falava como dragão". (Ap 13:11). 

      Como fez Absalão, cujo nome significava "Patrono da Paz", o Anticristo virá vestido em pele de cordeiro para encobrir sua natureza de dragão herdada de Satanás. O apóstolo João previu que muitos "anticristos" surgiriam antes do derradeiro Anticristo, e algumas características os denunciariam. Uma seria o fato de negarem que Jesus veio em carne, isto é, que Deus assumiu a forma humana. Outra seria a sua habilidade em fazer sinais e milagres.

      Se você vive atrás de sinais e maravilhas, saiba que pessoas assim serão as vítimas do Anticristo. Paulo fala que "a vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar" (2 Ts 2:8-10).

      Quando Deus ordenou a Faraó que deixasse os israelitas saírem livres da escravidão no Egito, Faraó se opôs. Ao invés de libertar o povo de Deus, mandou que este recebesse uma carga maior de trabalho. Nos capítulos 7 e 8 do livro de Êxodo, por cinco vezes Faraó endureceu seu próprio coração. Então, no capítulo 9 diz que "o Senhor endureceu o coração de Faraó". O homem que se recusa teimosamente a ouvir a Palavra de Deus chega a um ponto sem volta, quando o endurecimento de seu coração passa a vir de Deus.

      É o que ocorrerá após o arrebatamento da Igreja. Para aqueles que ouviram o evangelho e foram deixados para trás, "Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade" (2 Ts 2:11, 12). Quanto tempo falta para isso acontecer? A Bíblia responde: um piscar de olhos. A hora de crer em Jesus é agora.

      domingo, 25 de dezembro de 2011

      O arrebatamento nao seria depois da tribulacao?

      O arrebatamento nao seria depois da tribulacao?

      Você discorda do que eu disse em um de meus vídeos, de que o arrebatamento poderá ocorrer a qualquer momento, para só depois surgir a apostasia, o anticristo e a grande tribulação, findando com a vinda de Cristo ao mundo para reinar. Na verdade essa é a opinião de muitos cristãos, mas ela cria certas dificuldades para fazer os eventos bíblicos se encaixarem, em especial as promessas que foram feitas a Israel.

      Vou comentar os pensamentos e versículos que enviou para justificar o seu modo de pensar. Quando lhe perguntei quais seriam os fundamentos nos quais você baseia sua teoria, você respondeu (em azul):

      O primeiro é que o arrebatamento da igreja só ocorrerá ao final da Grande Tribulação, ante a última trombeta do Apocalipse! - I Cor. 15:51-52 - Apc. 11:15-19

      Sua suposição ocorre por você considerar que a "última trombeta" de 1 Co 15:52 seja a mesma sétima trombeta tocada pelo anjo em Ap 11:15, mas não é. Compare as passagens:

      a) 1Ts 4:16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;

      b) 1Co 15:52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

      c) Apo 11:15 E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.

      Em 1 Ts 4:16 temos a "trombeta de Deus", não do anjo. Parece ser a mesma de 1 Co 15:52 porque ambas mencionam a ressurreição dos que dormiram em Cristo e a transformação dos vivos que creem.

      Em 1 Co 15:52 a "última trombeta" e está claro aqui que ela tem a ver com bênção para a Igreja, não com juízo para o mundo ou para os perdidos como vemos com as trombetas de Apocalipse.

      Em Ap 11:15 temos uma trombeta, porém não é chamada de "última", apesar de ser a sétima de uma série que tem por objetivo, não arrebatar os salvos, mas trazer juízo ao mundo.

      > O segundo é que após a vinda de Cristo p/ derramar Seu sangue pelos pecados, o véu do templo para sempre se rasgou, o Espírito Santo nos veio para sempre, e jamais se ausentará. O que vai ser tirado da terra na época do anticristo é a Palavra de Deus! Ela vai ser retirada da terra. Amós 8:11-13: - "Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão. Naquele dia as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede."

      O versículo não diz que Deus tirará a Sua Palavra da terra, mas que as pessoas a procurarão e não acharão. Esse é o resultado da apostasia e do abandono da verdade, que incapacita o homem de ouvir e entender a Palavra de Deus. É o efeito causado em Saul, quando procura a Palavra de Deus e não a encontra por terem acabado suas chances de ouvi-la em virtude de sua contínua rejeição.

      1Sm 28:6 E perguntou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR lhe não respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.

      Saul vai então procurar uma médium em total desobediência a Deus. Este será também o processo com o mundo incrédulo que rejeitou a Palavra de Deus em seu tempo e quando mais precisar dela não a encontrará (talvez por Deus enviar a "operação do erro" 2 Ts 2 para que creiam na mentira). Porém a Palavra de Deus estará sim sendo pregada em todo o mundo até o fim.

      Mat 24:14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

      > Então, nessa época a palavra de Deus e o nome de Jesus serão retirados da terra e não mais se achará!

      Isso é um equívoco, pois as "duas testemunhas" profetizarão por "mil duzentos e sessenta dias" que é exatamente o período de 3 anos e meio da perseguição promovida pelo anticristo.

      Apo 11:3 E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.

      Portanto não há como considerar que a Palavra de Deus será tirada da terra justamente quando ela estará sendo pregada até os confins da terra antes de vir o fim pelo remanescente de Israel que será salvo durante a grande tribulação, e também será profetizada pelas 2 testemunhas por 3 anos e meio. Se não é a Palavra de Deus que esses dois "profetas" estão levando, então como poderiam estar testemunhando e serem mortos por isso?

      Apo 11:10 E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.

      > "E deu-se-lhe porder para agir por 42 meses" (meses literais - ou seja, três anos e meio) Nesse período de Grande Tribulação, os cristãos fugirão para os desertos - onde serão sustentados por Deus por 42 meses (similar ao que o Senhor fez aos filhos de Israel no deserto). - Apc. 12:6 e Apc. 12:14

      A interpretação da mulher de Ap 12 como sendo a Igreja não é correta. A mulher aí tem um filho que é Jesus, ou seja, essa mulher é usada por Deus para trazer ao mundo o Cristo.

      Apo 12:2 E estava grávida e com dores de parto e gritava com ânsias de dar à luz.

      Esse filho é o Rei de Reis, e ele é tirado da terra.

      Apo 12:5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

      Dan 9:26 E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

      A mulher de Apocalipse 12 não pode ser a Igreja, pois esta nunca foi o meio usado por Deus para trazer ao mundo o Cristo. A Igreja passou a existir em Atos 2 e era ainda algo futuro mesmo nos dias dos evangelhos, quando Jesus usa o verbo no futuro para se referir a ela: "Edificarei a minha igreja" Mt. 16:18.

      Se a mulher não é a Igreja, restam duas opções: Maria e Israel. Maria não pode ser, porque não há qualquer relato de perseguição a ela e o Apocalipse é um livro de símbolos. Qual outra mulher simbólica, além da Igreja, é encontrada nas Escrituras e mencionada como esposa de Deus? Israel,"porque a salvação vem dos judeus" Jo 4:22.

      Jer 31:31-32 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.

      Cantares 4:8 Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano;

      > E muitos cristãos por esses dias selarão o seu testemunho com a morte: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." - Apc. 14:12

      Esses que "guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" são os convertidos após o arrebatamento da Igreja. Nesse período judeus e gentios se converterão, mas apenas aqueles que nunca tinham escutado o evangelho. Muitos serão mortos por sua fé em Jesus. Tenha em mente que, a partir do capítulo 4, o tema de Apocalipse é o mundo apóstata e os judeus. A igreja só volta a aparecer no final, na cena das bodas (que não está necessariamente em ordem cronológica com os outros eventos por acontecer fora da terra).

      > Ao ressoar a sétima trombeta, no término da Grande Tribulação, Cristo regressa sobre as nuvens com poder e grande glória para buscar os seus escolhidos: os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente c/ eles nas nuvens ao encontro do Senhor nos ares, amém! - I Cor. 15:51-52 - Mat. 24:29-31 - Apc. 11:15-19.

      Esse retorno de Cristo sobre as nuvens é bem diferente do que você encontra no arrebatamento em 1 Tessalonicenses, quando ele não chega a pisar na terra e vem até as nuvens, onde acontece o encontro com sua igreja que é arrebatada até ali. Você encontra uma lista clara das diferenças entre o arrebatamento e a vinda de Cristo neste link.

      A grande dificuldade está em confundir Israel com a Igreja, dois povos distintos, com origens distintas, promessas distintas e destinos distintos. Israel foi escolhido "desde a fundação do mundo" para um reino terrenal.

      Mat 25:34 Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

      A Igreja foi escolhida "antes da fundação do mundo" para habitar no céu e, depois, no novo céu.

      Efs 1:4 como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo,

      A Israel foram prometidas bênçãos terrenas neste mundo (terras, filhos, gado, leite e mel), nenhuma celestial.

      Lev 20:24 E a vós vos tenho dito: Em herança possuireis a sua terra, e eu a darei a vós para possuí-la em herança, terra que mana leite e mel. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos separei dos povos.

      À Igreja foi prometida tribulação no mundo e bênçãos espirituais no céu.

      Joã 16:33 Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

      1Tm 6:8 tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.

      A interpretação bíblica que enxerga a Igreja em Apocalipse (quando ela aparece na verdade só até o capítulo 3 e no final descendo do céu) desconsidera tudo o que Deus prometeu a Israel e deixa um vácuo no cumprimento dessas promessas terrenas. Veja que interessante o que pode ser uma figura do arrebatamento na abertura do capítulo 4 de Apocalipse, quando João é arrebatado e passa a assistir do céu os eventos que ocorrem na terra.

      > Em Daniel 11.32-35, vemos um povo de Deus sendo purificado e embranquecido - e fazendo grandes proezas - durante o reinado do Anticristo. (argumento de outro leitor sobre o mesmo assunto)

      Mais uma vez o erro está em considerar esse povo citado pelo profeta Daniel como se fosse a Igreja. Não é. O povo de Deus citado em Daniel e em TODAS as profecias do Antigo Testamento NUNCA é a Igreja, pois esta foi um mistério revelado muitos séculos depois a Paulo.

      Col 1:25-26 "...A igreja, da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus; o mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos".

      Efs 3:4-11 "Por isso, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, o qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas [profetas da igreja]; A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho; Do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder. A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor

      Em qual evangelho devemos crer?

      A conhecida palavra 'Evangelho' significa simplesmente alegres notícias ou boas novas. Como sempre, há muito que ela é identificada como uma proclamação de cristianismo. Assim nós falamos de 'pregadores do Evangelho', 'missões Evangelísticas', etc.

      O EVANGELHO DE DEUS tem sido anunciado por quase dois mil anos. Ele não se baseia em frágeis fundamentos humanos, mas na Palavra do Deus eterno. O que ele propõe será realizado, não pelos débeis esforços de homens, mas pelo grandioso poder de Deus.

      Único, entre todas as propostas oferecidas para satisfazer aos anseios de uma humanidade caída, ele mostra a verdade nua quanto à natureza pecaminosa do homem. Único, ele propõe aquilo que satisfaz à consciência atribulada e preenche o vazio do coração. Único, ele responde às graves questões da morte e de nossa responsabilidade para com Deus.

      Uma Mensagem Singular

      O que é, então, esse maravilhoso Evangelho? Ele é, como as Escrituras simplesmente afirmam, o "EVANGELHO DE DEUS... acerca de Seu Filho... Jesus Cristo, nosso Senhor" (Rm 1.1-4). Ele nos diz que há um Deus pessoal com Quem nós, como Suas criaturas, temos necessariamente muito a ver. O Evangelho nos diz que a raça humana, outrora criada em perfeição, é agora uma raça caída e pecadora, um fato atestado por cada prisão, cada cemitério e ainda por cada consciência humana. Ele anuncia ainda o magnificente fato de que Deus nunca abandonou Suas criaturas e, apesar do ser humano nunca haver encontrado o seu caminho de volta a Deus, ou mesmo ter procurado fazê-lo, Deus, contudo, interveio por intermédio dos profetas e mensageiros e, por último, pela dádiva de Seu Filho. Ele nos conta a incomparável história da vinda de Jesus, o Filho de Deus, a este mundo. Você, sem dúvida, conhece esta história. Você já ouviu falar da Criança de Belém; do Homem à beira do poço de Sicar; de JESUS de Nazaré.

      Uma Obra Completa

      Você deve saber que Ele foi rejeitado e crucificado como um malfeitor. Mas, será que você já ouviu o que está revelado no Evangelho de Deus acerca de tudo o que a terrível morte de Jesus significa? A mesma cena do maior ódio do homem foi a ocasião do maior resplandecer de amor divino, pois Jesus morreu não como um mero mártir, mas como o sacrifício oferecido por Deus pelos pecados (1 Pedro 2.24). Ele morreu como nosso Substituto. Ele recebeu o julgamento de Deus contra o pecado para expressar o amor de Deus pelos pecadores. A moderna teologia pode desprezar ou desdenhar este aspecto da morte de Cristo, mas é isto o que afirma o Evangelho de Deus.

      Ele também nos conta que Deus ressuscitou-O da morte e O fez sentar no mais alto pináculo de glória, como Príncipe e Salvador de todos os homens (Atos 5.31). O Evangelho de Deus é acerca deste glorioso e ressuscitado Salvador. Ele apresenta Alguém cuja obra completa irá satisfazer sua consciência e cujo amor pode preencher seu coração. Ele nos diz que toda bênção para agora e para a eternidade são encontradas nEle. O conhecimento presente do perdão dos pecados (Atos 13.38), a justificação e a paz com Deus (Romanos 5.1), o imediato acesso à presença e favor de Deus (Romanos 5.2), a felicidade presente e a satisfação na dádiva do Espírito Santo (João 4.14), além da aptidão para dirigir-se a Deus em um espírito de filiação (Gálatas 4.6), são algumas das bênçãos presentes ao alcance do mais simples e humilde crente no Senhor Jesus Cristo.

      Um Futuro Garantido

      Também com respeito ao futuro toda questão é divinamente estabelecida. O crente é libertado do medo da ira vindoura (1 Tessalonicenses 1.10); ele olha para Alguém que virá reinar em justiça (Atos 17.31); a ele é prometido que, compartilhando a presente rejeição de Cristo, ele irá também compartilhar a glória do Seu Reino vindouro (Romanos 8.16,17); e, por fim (e mais doce que tudo), ele irá passar a eternidade com Aquele que o amou e que em breve virá pessoalmente para levá-lo de volta ao Lar (1 Tessalonicenses 4.16,17).

      É este, em resumo, o precioso Evangelho de Deus. Ele é a revelação do coração de Deus aos homens e vem de Deus para você com divina autoridade. Sua base é a obra completa de Cristo. Sua verdade foi testemunhada por incontáveis milhares durante quase dois mil anos. Ao invés de negarem a sua fé neste abençoado Evangelho e na Pessoa da qual ele fala, homens, mulheres, e até mesmo crianças foram, em tempos passados, corajosamente aprisionados, entregues à mortes cruéis e vergonhosas. Muitos, a quem este mundo ofereceu todas as vantagens, têm sacrificado seu conforto pessoal, e em muitos casos a própria vida, para levar estas boas novas às terras pagãs. O Evangelho tem trazido paz e descanso a miríades de corações antes vazios. Ele continua a ser hoje o fundamento sobre o qual milhares -- o autor entre eles -- estão apoiando seu tudo, para toda a eternidade.

      O Evangelho do Homem

      Somos agora informados, no entanto, que, ainda que este Evangelho possa ter satisfeito a nossos antepassados, ele não se enquadra mais nos anseios e aspirações do homem moderno. Ele não se amolda à sua vaidade ao dizer que o homem é uma criatura caída e perdida. Ele estraga o seu prazer ao avisá-lo de que a morte e o juízo estão diante do homem. Ele tem, todavia, sido considerado necessário para produzir alguns 'novos evangelhos' que possam satisfazer ao desejo, inerente aos homens, da necessidade de reconhecer algo por detrás do que é meramente material e ainda deixá-lo livre para seguir sua própria vontade, sem qualquer sentimento desconfortável de que há de vir o dia de ajuste de contas.

      Por volta do último século ou algo assim foi lançado o que nós propomos chamar de "EVANGELHO DO HOMEM". Ao elaborá-lo, foi feito um esforço para se manter certos termos e frases familiares aos ouvidos cristãos e, por conseguinte, adormecer qualquer suspeita nas mentes simples em que as crenças estavam sendo introduzidas, enfraquecendo ou minando, ao mesmo tempo, toda verdade primordial do cristianismo revelado. Tenta-se, ao menos da boca para fora, encontrar uma base sobre a qual os homens de todas as religiões, e até mesmo de nenhuma religião, possam se unir.

      "Sereis Como Deus"

      Budismo, confucionismo, espiritualismo, teosofia, ciência e filosofia estão sendo convocados a erigir esse grande templo em honra do homem, e nós, que descendemos de ancestrais pagãos, ao invés de sermos chamados a adorar o Sol e a Lua (que, pelo menos são maiores do que o homem), somos agora chamados a nos prostrarmos diante do próprio homem. Este "Evangelho do Homem" tem sua origem no fundamento satânico lançado 6.000 anos atrás: "Sereis como Deus" (Gn 3.5). Este evangelho, na forma como o ouvimos hoje, ensina que o homem, longe de ser uma criatura caída, tem se levantado e continua a subir de uma condição de imperfeição para uma de perfeição. Consequentemente, o mal e a miséria do mundo não são atribuídos ao homem, mas sim ao meio que o cerca, do qual ele está emergindo. Pela melhoria desse meio é confiadamente esperado que o próprio homem seja melhorado.

      Na verdade, o novo evangelho almeja por um dia em que a idade áurea da paz e felicidade universal será concretizada pelos esforços unificados da raça humana. A única base para este extraordinário panorama da raça humana e suas perspectivas é a ingênua, porém totalmente improvada, teoria científica conhecida como Evolução; uma teoria que (em qualquer proporção de sua forma atual), ninguém havia escutado até o século passado, e que, à semelhança de outras teorias científicas, pode vir a ser abandonada a qualquer momento, tão logo surjam fatos que provem o contrário.

      O Ser Humano Como Centro do Universo

      No que concerne a Deus, o novo evangelho admite que possa haver um Criador, mas ensina que, de qualquer modo, nós somos por demais insignificantes para que nossos atos e ações sejam de alguma importância para Ele. Além disso, põe de lado qualquer ideia da responsabilidade para com Deus, do pecado ou do juízo vindouro. Como consequência, repudia a ideia de expiação. Na verdade, muitos dos expoentes do "Evangelho do Homem" duvidam que haja qualquer Deus que não seja o que eles chamam de "Mente" ou "Consciência Universal" ou coletiva; em outras palavras, não há nada mais elevado no Universo do que o próprio homem.

      No que concerne a Cristo, o novo evangelho trata dEle meramente como um dos grandes profetas ou reformadores que apareceram nas diversas épocas da história do mundo, colocado ao mesmo plano com Confúcio e Maomé. Sua divindade, Seus milagres e Sua ressurreição são negados. O novo evangelho está pronto a aceitar a ética do cristianismo, mas não a Pessoa de Cristo. Este evangelho professa admiração pelo 'Sermão da Montanha', mas não tem espaço para Aquele que o pregou.

      No que se refere à Bíblia, ele está pronto a admirar sua grandeza literária, mas nega a sua inspiração divina e até mesmo a sua exatidão histórica; todavia, quanto às partes que devem ser aceitas e as que devem ser rejeitadas, dificilmente dois dos novos evangelistas chegam a um acordo.

      Quanto ao futuro, o "Evangelho do Homem" deixa a vida após a morte como um mistério insolúvel, embora alguns de seus expoentes esperem que o espiritualismo esclareça este grande problema.

      O mais deslumbrante aspecto que o "Evangelho do Homem" pode oferecer à humanidade sofredora e moribunda é que, em alguma época de um futuro distante, alguma sorte de condições ideais possam ser estabelecidas nesta Terra. Não há um esquema satisfatório para realizar isto, tampouco é explicado como um mundo ideal poderia ser mantido. Acima de tudo, deixa sem resposta a grave questão de nosso destino eterno.

      Agora, depois de tudo isso, querido leitor, você e eu podemos estar desejosos de fazer a nossa parte para ajudar a criar esta era dourada do futuro (supondo que estivéssemos certos de sua realidade), mas o fato que permanece é que não ficaremos aqui por mais do que alguns poucos anos. Acaso terá o "Evangelho do Homem" qualquer esperança a oferecer, ou qualquer segurança a proporcionar, na terrível hora da morte? Não, nenhuma! Ele deixa o ser humano lutando desesperadamente em busca da miragem desértica de uma ilusória era de ouro, enquanto aqueles em suas fileiras vão rapidamente perecendo em suas areias.

      O Contraste

      Até aqui examinamos rapidamente o Evangelho de Deus e o Evangelho do Homem, e somos levados a ver O CONTRASTE!

      De um lado temos o que Deus disse, o que Deus efetuou em Cristo, e o que Ele irá fazer para aquele que aceita a Cristo como Salvador. Do outro lado estão as promessas vazias e a vã imaginação do homem, deixando a consciência inquieta e o coração insatisfeito; oferecendo como sua melhor esperança, uma distante perspectiva de uma condição mais feliz em um mundo, o qual em pouco tempo todos nós teremos deixar para nos encontrarmos face a face com a infinita eternidade para a qual não estaremos preparados.

      Leitor, qual satisfaz melhor o seu caso? Ambos os evangelhos não podem ser verdade. Um ou outro deve ser falso e ilusório. Se você é um cristão professo, nós sinceramente o advertimos que você cuide, com toda a certeza, de estar crendo no evangelho de Deus e no Cristo de Deus. Qualquer outro evangelho irá levá-lo ao fracasso, não importa quais sejam os nomes famosos que lhe deem crédito. A solene advertência do apóstolo Paulo, escrevendo sob divina inspiração, diz respeito a todo aquele que prega um evangelho que vá além do qual ele recebeu da glória e pregou com tanta diligência em seus dias (veja Gálatas 1.8,9). Se você é um obreiro cristão, essa maldição irá com toda certeza cair sobre você, se em nome de Cristo e de Deus, você estiver pregando ou ensinando aquilo que contradiz o caráter de Deus como um Deus Salvador e diminui a glória da Pessoa do Seu Filho ou da Sua obra consumada.

      Se você é um dos inúmeros milhares que nesta época de amor aos prazeres não se preocupa com as coisas de Deus, nós gostaríamos de adverti-lo, com a maior seriedade, a considerar como estas importantes questões lhe afetam. Você não está aqui para sempre. Você é apenas um 'inquilino', e cada ruga em sua testa é um sinal de que a 'ordem de despejo' já está sendo entregue. A morte nos cerca de milhares de maneiras. Você não pode querer ignorar a solene questão do seu bem-estar eterno.

      Concluindo, queremos chamar a atenção de todo leitor para aquilo que Deus disse a Seu povo na antiguidade: "Te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida" (Dt 30.19).

      A. G. Doughty

      "Porque haverá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas" (2 Tm 4.3,4).

      Em qual evangelho devemos crer? - A. G. Doughty