sábado, 26 de novembro de 2011

Jesus mentiu para o ladrao na cruz?


Você disse que viu um programa de TV onde um pregador adventista explicava que (a) o ladrão arrependido não morreu no mesmo dia que Jesus, (b) eles não poderiam ter se encontrado no Paraíso no mesmo dia, principalmente porque 3 dias depois Jesus diria a Maria Madalena que ainda não tinha subido ao Pai.


Eu prefiro acreditar no que Jesus disse e não no que o pregador da TV falou. Jesus disse ao ladrão:

Luc 23:42-43 E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO.

O ladrão e Jesus se encontraram no Paraíso naquele mesmo dia. Não acreditar nisso é dizer que Jesus mentiu, já que ele disse claramente ao ladrão que naquele dia estariam juntos no Paraíso. Se Jesus marcasse um encontro com você, acha que ele iria falhar? É muita ousadia desse pregador da TV contradizer as palavras do próprio Senhor.

Não sei se essa é a opinião pessoal dele ou é o que o adventismo ensina. Se for isso o que é ensinado, é mais um dos muitos erros daquela religião. Não poderia ser diferente, já que é uma religião baseada no ensino de uma mulher (Ellen G. White), e a Bíblia diz claramente que não é permitido à mulher ensinar:

1Tm 2:12-14 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.

Jesus morreu primeiro, pois não precisaram quebrar suas pernas, como mostra o texto bíblico. Os soldados quebravam as pernas dos condenados para eles se asfixiarem, por falta de apoio nos pés. Uma pessoa pendurada pelos braços e sem apoio por muito tempo conseguirá absorver o ar, mas não expirá-lo, pois os músculos do peito e das costas irão perder a força. Então ela morre por asfixia em poucos minutos, e isso é mais rápido para alguém em um estado de exaustão e desidratação como é o caso de um crucificado.

Joã 19:31-34 Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

A morte de Jesus aconteceu às 3 horas da tarde (Lc 23:44). Até seu corpo ser tirado da cruz seria preciso José de Arimatéia e Nicodemos conseguirem uma audiência com Pilatos (Jo 19:38-39), o que ainda deve ter levado algum tempo.

Enquanto isso os ladrões estavam pendurados com as pernas quebradas e morrendo de asfixia. Eles não seriam tirados da cruz até serem dados como mortos. Em caso de dúvida, o que fizeram com Jesus mostra a forma que eles usavam para emitir uma certidão de óbito: a lança do soldado era enfiada ao lado do peito para atingir o coração.

A passagem que o tal pregador utilizou em João 20:17 é outra coisa e nada tem a ver com a subida de Jesus ao céu em espírito. Sua subida em espírito aconteceu imediatamente após sua morte, vindo a ter o encontro prometido com o ladrão alguns minutos depois, o qual viria a morrer após ter suas pernas quebradas. Veja como na passagem que o pregador usou a situação é totalmente outra:

Joã 20:17 Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

Aqui Jesus já tinha ressuscitado e estava dizendo a Maria que ainda não tinha subido ao Pai em um corpo ressuscitado. Em espírito ele já tinha subido logo que morreu na cruz, portanto encontrando-se com o ladrão também em espírito. Mas em um corpo ressuscitado, que era sua condição no encontro que teve com Maria, ele ainda não tinha subido. Isso só ocorreria 40 dias depois e é descrito no primeiro capítulo de Atos.

Ats 1:9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

Meu conselho: não perca seu tempo ouvindo pregadores como esse na TV. Se ele ainda tiver usado o argumento de que Jesus teria morrido e descido ao Hades para pregar, e por isso não poderia ter subido para se encontrar com o ladrão, então será mais um erro a ser acrescentado aos muitos que o pregador cometeu. A explicação da razão de Jesus nunca ter descido ao Hades (ou inferno como dizem alguns) está aqui:

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pão e Água: Amor ou juizo?

Pão e Água: Amor ou juizo?: Leitura: João 16:33 Nos últimos 3 minutos Jesus afirmou que seus discípulos o abandonariam na hora de sua morte, porém o Pai estaria con...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A VERDADEIRA SEMENTE: A HORA DA DESPEDIDA

A VERDADEIRA SEMENTE: A HORA DA DESPEDIDA: Leitura: João 16:27-32 Geralmente as coisas importantes são mencionadas na hora da despedida, e não é diferente neste capítulo. Ao falar ...

A HORA DA DESPEDIDA

Leitura: João 16:27-32

Geralmente as coisas importantes são mencionadas na hora da despedida, e não é diferente neste capítulo. Ao falar da época quando eles teriam o Espírito Santo habitando em si -- isto é, a nossa época -- Jesus diz: "Nesse dia, vocês pedirão em meu nome", e acrescenta: "Não digo que pedirei ao Pai em favor de vocês". Enquanto estava aqui, Jesus orava ao Pai pelos discípulos. Em breve eles próprios orariam por si mesmos ao Pai.

Ele continua revelando uma verdade fundamental da fé cristã "Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai". Este versículo põe por terra qualquer crença em Jesus como um mero homem, apenas mais evoluído espiritualmente. Ele não foi criado como eu e você. Ele saiu do Pai. Isto significa que Jesus coexistia com o Pai na eternidade antes mesmo de assumir a forma humana ao nascer da virgem.

Ao escrever aos Colossenses Paulo deixa claro quem é este que entrou no mundo: "Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória" (Cl 3:16). Os alicerces do cristianismo se assentam sobre o fato de Jesus ser Deus e Homem: tão divino quanto o Pai e o Espírito Santo, e tão humano quanto eu e você, exceto o pecado.

Mas agora ele diz aos discípulos que irá deixar o mundo e voltar ao Pai, e em seguida revela que seria abandonado por eles na pior hora, mas que não ficaria só, pois o Pai estaria com ele. Este é outro mistério da Trindade. Na cruz Jesus seria abandonado por Deus ao ser feito pecado por nós. Deus não poderia ter comunhão com o pecado; ele é luz e a luz sairia de cena nas três horas de trevas quando o juízo divino caísse sobre Jesus.

Cumprindo a profecia do Salmo 22:1, Jesus daria o brado: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?". Mas, do mesmo modo como Abraão acompanhou seu filho Isaque até o altar, o Pai faria o mesmo com Jesus, o Filho. Só que neste caso não haveria um carneiro para substitui-lo: Jesus, o Cordeiro de Deus, seria a vítima. Ele seria abandonado por Deus, porém consolado pelo Pai: "Na adversidade estarei com ele", diz o Salmo 91:15.

Como pode ser isso? Deus abandona Jesus, mas o Pai não? Parece uma contradição, mas não é. Trata-se apenas de nossa limitação humana para entender a intimidade das coisas de Deus. Aqui Jesus diz claramente aos discípulos: "Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para a sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas, eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo" (Jo 16:32). E assim seria, até mesmo na hora de seu brado, "Deus meu! Deus meu ! Por que me abandonaste?". Deus longe, o Pai perto.

domingo, 20 de novembro de 2011

Evangelho sem fermento: Orando ao Pai e ao Filho

Evangelho sem fermento: Orando ao Pai e ao Filho: Leitura: João 16:23-26 Após Jesus morrer, ressuscitar, subir ao céu e ser glorificado, os discípulos não iriam mais perguntar as coisas ...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A verdadeira igreja - J. H. Smith

O que significa a palavra "igreja"? A palavra grega significa uma "assembleia" (At 7:38; 19:32,39,41).

Deus tem mais que uma igreja? Não. Ela é chamada "Igreja de Deus, que Ele adquiriu para Si pelo sangue do Seu próprio Filho." (At 20:28 - Versão Bíblia de Jerusalém).


Que tipo de pessoas formam a Igreja? Só um tipo - pecadores, sejam eles judeus ou gentios, que, diante de Deus, se arrependeram de suas obras más e, pela graça, creram no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, tendo sido selados pelo Espírito Santo (At 20:21; 2 Co 1:22; Ef 1:13).

Irá algum deles se perder? Impossível! Deus "nos elegeu nEle (em Cristo) antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor"; "Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção" (Ef 1:4; 4:30).

O que formam, em cada localidade, os membros desta única Igreja? Juntos, eles formam localmente parte daquela única Igreja. Por exemplo: "...à igreja de Deus que está em Corinto..." (1 Co 1:2).

Quando a igreja foi mencionada pela primeira vez? O Senhor disse: "sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16:18).

Quando ela foi realmente formada? No dia de Pentecostes (50 dias depois de haver o Senhor Jesus ressuscitado de entre os mortos), quando o Espírito de Deus desceu e batizou os crentes individuais em um corpo, unindo-os, como um organismo vivo, a Cristo, sua cabeça exaltada nos céus (At 2).

A quem foi primeiro revelado o segredo de que a Igreja estava, como algo vivo, conectada a Cristo? A Saulo de Tarso: "Saulo, Saulo, por que ME persegues?" (At 9:4). Saulo, ao perseguir os cristãos, estava, na verdade, perseguindo a Cristo, a cabeça. A doutrina lhe foi revelada mais tarde.

Qual é o relacionamento dos cristãos com Cristo? Até Deus haver chamado o apóstolo Paulo, nunca tinha sido revelada, aos filhos dos homens, a verdade que pecadores, tanto judeus como gentios, que creem no Senhor Jesus Cristo, são agora feitos membros vivos daquilo que é chamado "Seu corpo", do qual Ele é a Cabeça (Ef 3:1-6). Trata-se de uma união viva (1 Co 6:17). Juntos, esses escolhidos formam a Igreja que Cristo amou e pela qual entregou-Se a Si mesmo. Como objeto de Sua afeição, ela é chamada de Sua noiva. Nós, que cremos, somos Seu corpo e Sua noiva.

O que Cristo fez pela Igreja? Ele amou-a "e a Si mesmo Se entregou por ela" (Ef 5:25).

O que Ele está fazendo agora por ela? Alimentando-a e cuidando dela; está nos santificando e limpando de uma maneira prática, neste mundo, pela aplicação, em nossas almas, da Palavra de Deus (Ef 5:26,29).

O que Ele logo irá fazer por ela? Apresentá-la "a Si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível", a tão esperada noiva que Ele ama (Ef 5:27).

Qual é o destino da Igreja? Ser eternamente amada por Ele, e, na companhia do Senhor Jesus, ser o instrumento para demonstrar a glória do próprio Deus! (Ap 21:1-2,9-11).
J. H. Smith

Manjar Celestial: Varios aspectos do Reino - D. T. Grimston

Leitura: João 16:12-15
Jesus revela aos discípulos que ainda tem muito para dizer, mas eles não podem suportar. A verdade é absoluta, mas sua transmissão é progressiva e sua recepção depende da condição do homem. Falta algo a eles, e esse algo é o Espírito Santo que desceria alguns dias depois para habitar neste mundo. Até aqui o Espírito agia para os seus. A partir de então agiria nos seus.

A vinda do Espírito Santo após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus capacitaria os apóstolos a receberem a revelação de TODA a verdade, e os crentes a compreendê-la. O Espírito os guiaria a "toda a verdade" (Jo 16:13). Ouviu isso: TODA a verdade foi entregue aos apóstolos e pode hoje ser encontrada no Novo Testamento, tanto de forma explícita, como implícita. É só por meio do Novo que é possível entender o Velho Testamento.

Não existe mais verdade do que a que já foi revelada aos apóstolos. Nada mais há para ser revelado. Tudo agora está na completa Palavra de Deus, à qual você e eu temos acesso. Surpreso? Então veja o que Jesus diz no versículo 15: "Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês". "TUDO"! Nada menos que tudo o que pertence ao Pai é de Cristo e esse "tudo" o Espírito revelou aos apóstolos.

Em 1 Coríntios 2:9-10 Paulo escreve: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam" -- esta era a situação no Antigo Testamento. "Mas Deus o revelou a nós [apóstolos] por meio do Espírito" -- esta é a situação do Novo Testamento, a completa revelação de Deus.

Em Hebreus capítulo 1 diz que "há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo". No original grego, a expressão "falou-nos por meio do Filho" está "falou-nos no Filho".

No início de sua primeira epístola, o apóstolo João explica: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam -- isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada" (1 Jo 1:1-2). Essa vida é Jesus.

Mas neste evangelho os apóstolos ainda não podem conter tamanha revelação. Apenas após terem recebido o Espírito Santo é que este os inspiraria, ou ditaria tudo a eles, palavra por palavra. O apóstolo Paulo explica: "Temos empregado as próprias palavras que nos foram dadas pelo Espírito Santo, e não palavras que nós, como homens, pudéssemos escolher. Assim, usamos as palavras do Espírito Santo para explicar as realidades do Espírito Santo" (1 Co 2:13-14).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de tristeza e também de alegria.

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1

Parte 4
O Reino do Filho do Seu Amor

Finalmente devemos notar as expressões “o reino do Filho do Seu Amor” (Colossenses 1.13) e o“reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (II Pedro 1.11). Estes são distintos daqueles que já mencionamos e nos dão o pensamento mais de posição que de manifestação. Cada um deles é mencionado uma só vez na Escritura e podem ser mais sentidos que descritos. Cristo tem um reino presente, um que o amor do Pai conferiu a Ele, o Filho de Suas afeições e para dentro deste, nós que cremos, fomos já trasladados. É uma região de bênção na qual Cristo é o centro.

O outro, o “eterno reino de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, está diante de nós e é um bendito contraste das coisas que estão se esvaecendo à nossa volta. É eterno e iremos compartilhar com Ele. Seu desejo é o de que entremos nele, podemos dizer, “a toda vela”. Que isto possa ser nosso para acrescentarmos à nossa fé todas as coisas que II Pedro 1.5-7 contém, de modo que uma entrada ampla àquele reino possa ser ministrada a nós.

D. T. Grimston (cerca de 1870), traduzido de “The Christian” de Março 2007

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1

Parte 3
O Reino do Pai e o Reino do Filho do Homem

Ambos se iniciam simultaneamente. O Reino do Pai se refere às coisas lá acima e o Reino do Filho do Homem às coisas aqui abaixo. 

Os santos celestes, incluindo aqueles do remanescente judeu, “resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (Mateus 13.43). Do mesmo modo o Senhor, falando aos discípulos quando Ele instituía o Seu próprio memorial, pôde dizer, “não beberei deste fruto da vide até aquele dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai” (Mateus 26.29). O reino do Pai é para o povo celeste.

Por outro lado, o reino do Filho do Homem é para o povo terreno, uma vez que Ele toma a liderança de tudo aqui abaixo, o lugar que Adão perdeu. Como Filho do Homem Ele exerce juízo e como Filho do Homem dá as boas-vindas para Seu reino aos benditos de Seu Pai – as ovelhas (Mateus 25.32-34) que foram fiéis a Ele em Sua ausência.

Assim o reino milenar “de nosso Senhor e do Seu Cristo” (Apocalipse 11.15) tem um aspecto celeste e um terreno. Um é a esfera da glória do Pai, o outro, o cenário do governo do Filho do Homem.

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1

Parte 2
O Reino Dos Céus

O termo “o reino dos céus” é usado só em Mateus, pois aqui a verdade é direcionada à consciência dos judeus. Em essência é o governo dos céus reconhecido aqui na terra. Os judeus estavam familiarizados com este pensamento através das escrituras do Velho Testamento. Por exemplo, foi profetizado a Nabucodonosor que seu poder iria continuar após ele ter conhecimento de que “o céu reina” (Daniel 4.26). O Senhor ensinou seus discípulos a orar para que a vontade de Deus fosse feita “assim na terra como no céu” (Mateus 6.10). Assim, quando João Batista veio para apresentar o Messias, anunciou que “é chegado o reino dos céus” (Mateus 3.2). Assim também Jesus fez a mesma afirmação (Mateus 4.17) e mais tarde os doze apóstolos (Mateus 10.7). Entretanto, o rei legítimo foi rejeitado e conseqüentemente o reino dos céus assume uma forma misteriosa – a de um reino cujo rei está ausente. O Senhor se torna um semeador e o reino dos céus toma um novo caráter que os profetas não mencionaram – uma esfera dominada pelo mal e com uma colheita misturada. Alguns são verdadeiros, enquanto outros aceitam a autoridade de Cristo só nominalmente, como professantes.

João Batista não estava no reino dos céus, pois a porta não estava amplamente aberta até que Pedro a abrisse no dia de Pentecoste. Assim “se faz violência ao reino dos céus” (Mateus 11.12) – ou seja, aqueles que realmente desejam é que alcançam o objetivo que têm buscado desde os dias de João Batista. Quanto às formas interna e externa, algumas semelhanças são aplicadas a ambos os reinos dos céus e de Deus – o grão de mostarda se tornando uma grande árvore e uma medida de farinha se tornando levedada.

Externamente, então, o reino dos céus é como um campo de joio, uma árvore e o fermento – uma mistura do povo de Deus com aqueles que são de Satanás. É a esfera de profissão cristã na terra – um sistema amplamente espalhado, externamente poderoso, mas internamente corrupto. Mas para a fé há uma forma íntima ou divina e isto é visto no “tesouro” e na “pérola” (Mateus 13.44-46). Estes dois são o reino dos céus do ponto de vista de Deus. Assim o reino dos céus é propriamente o governo dos céus sobre a terra. Foi recusado pelo homem e assim existe hoje de um modo misterioso. Naquele tempo será conhecido em parte como o reino do Pai e em parte como o reino do Filho do Homem.
Veja também a parte 3

Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1


Varios aspectos do Reino - D. T. Grimston

Na Palavra de Deus temos mencionados vários aspectos do reino e é bom entender as diferenças entre eles. Temos o reino de Deus, o reino dos céus, o reino do Pai, o reino do Filho do Homem, o reino do Filho do Seu Amor e o reino Eterno de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Parte 1
O Reino De Deus

Somos apresentados ao primeiro em conexão com o Senhor Jesus aqui na terra, quando os fariseus interrogaram “quando havia de vir o reino de Deus” (Lucas 17.20). Ele respondeu a eles, “O reino de Deus está entre vós” (Lucas 17.21). O reino de Deus pode ser descrito como a manifestação do poder governante de Deus sob qualquer circunstância. É um estado moral que caracteriza o reino de Deus. Na pessoa de Seu Filho, Deus mostrou seu poder governante naquele tempo – Deus estava lá Nele.

O reino de Deus é também mencionado como existente no tempo presente. Lemos “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14,17) e outra vez, “o reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude” (I Coríntios 4.20). Aqui o poder governante de Deus é outra vez exibido, não no Filho, mas pelo Espírito, o qual, por meio de Sua presença na terra, produz justiça prática naqueles que crêem e dá a Seus servos poder para corrigir o mal quando preciso. O reino era visto em Cristo enquanto Ele estava na terra, mas agora é visto pelo Espírito. Até que Cristo tivesse subido, ninguém, a não ser Ele, podia estar neste reino. Deste modo o poder governante de Deus é agora manifestado naqueles que são habitados pelo Espírito Santo.

Entretanto, o termo “o reino de Deus” é também aplicado nas escrituras ao que o homem tem feito daquilo que Deus deu no início – aquilo que conhecemos como Cristandade. A “árvore” e o “fermento” de Lucas 13.18-21 nos dão sua dimensão externa e sua condição interna. O que era apenas um grão externamente, em Pentecoste, se tornou uma grande árvore que abriga até os emissários do diabo, enquanto o mal interno e a doutrina corrupta penetraram aquilo que tinha como intenção ser o alimento do crente. Que descrição da Cristandade – um vasto sistema, mas podre por dentro!

Assim Romanos 14.17 e I Coríntios 4.20 descrevem o aspecto divino do reino de Deus, enquanto Lucas 13.18-21 descreve sua condição externa.


Por que Jesus é chamado de Filho do Homem?

A expressão "Filho do homem" mostra a humanidade de Jesus, Sua identificação com Suas criaturas de maneira universal. Talvez seja por isso que esse título não seja achado nas epístolas, pois estas são endereçadas à Igreja e não à humanidade em geral.

Para facilitar, vou colar aqui o que traduzi do Concise Bible Dictionary:

O Senhor constantemente falou de Si mesmo como o "Filho do Homem", um título que O conectava como sendo a cabeça universal, e não meramente com Israel, especialmente no que diz respeito aos Seus sofrimentos, ressurreição e reinado. Enquanto caminhava neste mundo Ele podia dizer, "O Filho do Homem que está no céu" (Jo 3:13). Embora sendo Deus, Ele foi um perfeito homem: podia sentir cansaço e fome e precisava de sono. Ele orava como alguém dependente de Deus; foi abandonado por Deus e morreu. Todavia, Ele era o Justo -- de um tipo moralmente diferente de todos os outros homems: Ele era o Segundo homem, do céu (1 Co 15:47).

De acordo com a carta aos Hebreus 2, Cristo se tornou o Filho do Homem a fim de:

1. Para que "provasse a morte por todos" Hb 2:9;
2. Para aniquilar "o que tinha o império da morte, isto é, o diabo" Hb 2:14;
3. "para expiar os pecados do povo" Hb 2:17;
4. Para "socorrer aos que são tentados" Hb 2:18.

Ele é colocado como Filho do Homem sobre todas as obras das mãos de Deus, é o herdeiro de todas as coisas de acordo com os conselhos de Deus; Ele irá reinar até que todos os inimigos sejam colocados sob os Seus pés, e Ele ser aclamado como "Rei de reis e Senhor de senhores". O Senhor disse que "o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos". Enquanto isso não encontramos o título usado nas Epístolas e em Apocalipse, exceto em Hebreus 2:6, que é uma citação do Salmo 8, que fala de Seu domínio universal, e em Apocalipse 1:13 e 14:14, onde Ele está pronto para julgar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pecado, justica e juizo

Leitura: João 16:8-11
Vídeo: http://youtu.be/mQqrDvI-jto

Após Caim ter matado seu irmão Abel, Deus lhe perguntou: "Onde está seu irmão?". Caim alegou que não era responsável por seu irmão e ouviu de Deus a sentença: "Da terra o sangue do seu irmão está clamando. Agora amaldiçoado é você pela terra, que abriu a boca para receber da sua mão o sangue do seu irmão" (Gn 4:9-11). Algo semelhante acontece aqui.

Abel é uma figura de Jesus, que foi igualmente entregue à morte por seus irmãos judeus. Jesus revela aos discípulos que o Espírito Santo viria preencher a lacuna criada por sua rejeição e morte, e assim convencer "o mundo do pecado" (Jo 16:8). É como se Deus perguntasse: "Onde está meu filho?". A presença do Espírito Santo no mundo é a evidência de que Jesus foi expulso daqui. A vinda do Espírito torna o mundo convicto do pecado.

Além de convencer o mundo do pecado, o Espírito o convence "da justiça". Jesus, o justo aos olhos do Pai, foi considerado pelos judeus como possuído por demônio. Deus atestou sua justiça ressuscitando-o de entre os mortos. O Espírito só viria depois de Jesus ressuscitar e ir para o Pai, que o chamou de "meu servo, o Justo" (Is 53:11). A presença do Espírito aqui convence o mundo da justiça.

Jesus diz ainda que a vinda do Espírito Santo convenceria o mundo "do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado" (Jo 16:11). Isso demonstra que Satanás é o príncipe deste mundo e os seres humanos seus súditos. Ele conseguiu liderar a humanidade em sua rejeição ao Filho de Deus. Como fora prometido no Éden, a serpente feriu o calcanhar do descendente da mulher, mas teve sua cabeça esmagada por este.

Na cruz Satanás foi vencido e condenado. Agora só falta ele receber a pena e ser lançado no "fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos" (Mt 25:41). O lago de fogo não foi preparado para o homem, mas para os anjos. Quem insiste em permanecer na incredulidade irá compartilhar com os anjos caídos de um destino que Deus não havia preparado para o homem.

Há quem diga que se Jesus estivesse aqui o mundo não teria tanta tristeza e dor. É verdade, se ele tivesse sido recebido teria dado início ao seu reino aqui. Mas ele não está aqui, e sua ausência torna o homem ainda mais culpado. O Espírito não desceu para endireitar o mundo; Ele veio para tornar o mundo convicto do pecado, da justiça e do juízo. E para consolar, edificar e exortar os que pertencem a Cristo.

O fato de o Espírito Santo habitar hoje no corpo de Cristo, que é a igreja, formada por todos os salvos por Jesus, cria uma espécie de barreira para Satanás não agir livremente. Sim, pode crer que o mundo ficará muito pior depois que a Igreja e o Espírito forem tirados daqui. Jesus voltará para buscar os que são seus, aqueles aos quais foi dado tudo o que é dele. "Tudo"? Sim, saiba nos próximos 3 minutos.

É errado estudar a Biblia em casa?


Você diz que abandonou a "Congregação Cristã no Brasil" por não concordar com algumas das coisas que viu e aprendeu lá. Dentre as coisas que descreveu, você teria aprendido que estudar a Bíblia em casa seria errado, que o Espírito Santo seria suficiente para ensinar na hora do culto e o estudo de antemão seria um obstáculo à ação do Espírito.


Você também disse não concordar com a ideia de que a salvação só existiria ali, e não aguentava mais as revelações sempre repetidas com frases feitas, do tipo "Deus está dizendo eu vou levantar a tua cabeça", ou "Vou te fazer por cabeça e não por cauda", enquanto os presentes gritam "Glória!", "Fala mais Senhor!", "Usa o Teu servo!", "Aleluia!" etc.

Ouso dizer que uma doutrina assim, de impedir que as pessoas estudem a Palavra, só pode vir do diabo, o maior interessado em que as pessoas ignorem a Palavra para enganá-las com mais facilidade. Manter as pessoas na ignorância foi a estratégia usada durante séculos pelo catolicismo, que até mesmo proibia e condenava com a morte a leitura da Bíblia.

É mais fácil manipular as pessoas quando elas não conhecem, principalmente se alguém abre a boca e diz que está recebendo uma revelação diretamente de Deus (o que ninguém ousará contestar), como é comum acontecer em religiões desse tipo.

Leia aqui o que acho da CCB:
http://www.respondi.com.br/2007/10/o-que-acha-da-congregacao-crista-no.html

É uma grande bobagem dizerem que ninguém precisa trazer nada de casa. Apesar de o Senhor ter poder para criar pães e peixes a partir do nada, Ele quis usar um menino que os trouxe de casa para multiplicá-los.

As passagens abaixo não fariam sentido se o que a Congregação Cristã no Brasil diz estivesse correto:

2Tm 2:2 E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.

2Tm 3:14-17 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

Jo 5:39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim

1 Tm 4:13 até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino.

2 Tm 4:13 Quando vieres traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, especialmente os pergaminhos

2 Tm 2:15 Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade

Sl 1:2 antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite

Is 34:16 Buscai no livro do Senhor, e lede

Js 1:8 Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido

Um dos argumentos utilizados naquela religião vem na forma do versículo em 2 Co 3:6: a letra mata e o espírito vivifica. Veja aqui o que significa essa expressao:
http://www.respondi.com.br/2007/10/o-que-significa-letra-mata.html

Finalmente, Deus nos exorta a buscarmos diligentemente em Sua Palavra para ver se as coisas que nos são ensinadas estão de acordo com as escrituras:

Ats_17:11 Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

No Antigo Testamento o profeta que trouxesse revelações falsas devia ser apedrejado. Se isso ainda fosse feito hoje faltariam pedras em algumas das igrejas chamadas "pentecostais".

Deu 18:20-22 Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Deus ama apenas os eleitos e predestinados?



Você conta que ao falar de eleição e predestinação com algumas pessoas, essas argumentaram mais ou menos assim: "Então quer dizer que se eu não aceitar que preciso de um Salvador e que o sangue de Jesus, na cruz, me lavará de meus pecados... Quer dizer que Deus amou mais você do que a mim, visto que ele escolheu lhe salvar, lhe deu poder pra isso, e não deu pra mim?"


Você descreveu essas pessoas "como colocadas no corredor da morte, esperando para ir pro inferno, já que não conseguem crer em Deus". Perdoe-me discordar disso, pois na minha opinião essas pessoas que argumentam que Deus não ama os que não foram eleitos e predestinados simplesmente NÃO QUEREM CRER EM CRISTO. Se quisessem realmente a salvação saberiam que foram eleitas e predestinadas. Deus amou ou mundo (TODOS OS SERES HUMANOS) de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito.

Veja o que respondi a alguém que perguntou se os perdidos não ficarão decepcionados com Deus quando estiverem no inferno:
http://www.respondi.com.br/2011/10/os-perdidos-ficarao-decepcionados-com.html

Veja também que interessante esta passagem:

Luc 14:16-24 Porém, ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que JÁ TUDO ESTÁ PREPARADO. E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Casei, e portanto não posso ir. E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste; e ainda há lugar. E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e FORÇA-OS A ENTRAR, para que a minha casa se encha. Porque eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.

Cristo morreu por TODOS, isto é, Ele fez provisão para que TODOS fossem salvos, como no banquete da parábola em que o homem rico manda convidar as pessoas porque tudo está preparado. Como ninguém quer aceitar o convite, ele acaba apelando para os coxos, cegos e aleijados, ou seja, procura levar para a festa ao menos aqueles que se reconhecem necessitados e causarão menor resistência. Finalmente ele ordena aos seus servos que saiam às ruas trazendo convidados à força!

Se Deus não escolhesse alguns, ninguém seria salvo. A explicação é simples: o homem em seu estado natural não quer estar com Deus, ele quer ficar o mais longe possível de Deus e o lago de fogo é o lugar mais apropriado para isso. Obviamente o incrédulo não acredita que irá para lá, ele só não quer é ir para o céu, ao menos não em sujeição a Deus.

É o caso do rico no hades, que pede a Abraão que envie Lázaro para minimizar sua sede e sofrimento, mas em nenhum momento pede para ser tirado dali. O problema para ele não é a distância do céu, é apenas o incômodo que está sofrendo. Para ele o lugar está bom, pois está distante do seio de Abraão. O que não está bom é o desconforto.

Quando alguém argumenta que é uma injustiça Deus salvar apenas alguns, procure enxergar a coisa por outro ângulo. Se você fosse corinthiano roxo e eu desse de presente a um amigo nosso uma camisa do Palmeiras, não faria sentido você reclamar:

"Porque você escolheu a ele para ganhar a camisa e não a mim?"

Mas digamos que eu lhe dissesse:

"Ok, pois saiba que eu comprei TODO o estoque de camisas do Palmeiras e elas estão disponíveis para quem quiser. Você quer?"

"NUNCA! NEM AMARRADO!!!"

Obviamente você não iria querer. Então digamos que eu decidisse fazer uma intervenção cirúrgica em seu cérebro e transformasse você em um torcedor fanático do Palmeiras. Seria isso justo? Você responderia que não, pois se o seu desejo era ser corinthiano até morrer eu não tinha nada que me intrometer para transformá-lo em palmeirense.

Isso tudo é para mostrar que o argumento de seu amigo - que acha injusto ele não ser salvo porque Deus não o escolheu - também serve para o outro lado: um salvo poderia dizer que Deus foi injusto por escolhê-lo e levá-lo a crer em Cristo, algo que ele naturalmente não queria.

Pense naqueles que foram "forçados" a entrar na festa e você entenderá o que estou dizendo. No final obviamente eles se arrependeriam por terem resistido aos servos do homem rico que os arrastaram até lá. Mas uma vez no banquete, eles seriam só gratidão. Enquanto isso, imagine se aqueles que arranjaram mil desculpas para recusar o convite resolvessem reclamar de não terem sido arrastados para o banquete. O que diria o dono da festa? "Vocês estão de brincadeira, né?!!"

Agora uma dica prática: o ensino da eleição e predestinação foi dado à igreja, isto é, aos salvos, nunca aos perdidos. Pense numa família. Há assuntos que são tratados apenas dentro de casa, pois os de fora nunca entenderiam. Então quando for pregar o evangelho, evite falar de assuntos que só podem ser entendidos pelos que fazem parte da família de Deus, concentrando-se naquilo que é a mensagem do evangelho para o pecador.

A doutrina da eleição e predestinação é conversa de família, os de fora jamais entenderão, pois são questões ligadas à soberania de Deus. O evangelho está associado à responsabilidade do homem, e é esta a mensagem que fomos instruídos a pregar. Veja como estes versículos evangelísticos apelam para a responsabilidade do homem:

Luc 13:3 Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

Ats 3:19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados,

Mat 18:3 E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.

Ats 16:31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

Joã 3:18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Joã 1:12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;


Rom 10:9 Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo

sábado, 5 de novembro de 2011

A eleicao ou predestinacao e' para a igreja ou individuos?

A eleicao ou predestinacao e' para a igreja ou individuos?

É difícil falar em eleição sem falar de indivíduos, mesmo porque a igreja é formada por indivíduos. Ao se dirigir aos cristãos de Éfeso (à igreja que está em Éfeso), Paulo está falando a pessoas, portanto ao dizer "nos elegeu" ele pode tanto se referir ao coletivo como ao individual.
Veja outras passagens sobre o assunto:

2Ts 2:13 Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;

1Pe 1:2 Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.

1Ts 1:4 Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus;

1Co_1:27-28 Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;

Tgo_2:5 Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?

Joã_15:16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.

Isso é corroborado pela passagem em Romanos quando Paulo fala especificamente de vasos (indivíduos) que foram preparados de antemão para a glória: Rom 9:23-24 "Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?"

Já a palavra "predestinação", apesar de associada à "eleição", tem algumas diferenças. A eleição nos fala de Deus escolhendo pessoas para serem salvas. Predestinação significa que Deus determinou de antemão que todos os que seriam salvos seriam seus filhos por adoção.

Talvez dê para pensar que os "eleitos" poderiam ter sido salvos sem serem "predestinados", ou seja, feitos filhos, mas como na Bíblia as duas coisas andam juntas é assim que os salvos são: eleitos e predestinados. Mas este raciocínio nos ajuda a entender que a questão é individual, de pessoas, e não apenas coletiva, como se Deus tivesse eleito e predestinado a igreja corporativamente, e não os seus membros individualmente.

O texto em Efésios 1 é muito rico ao mostrar tudo o que fomos feitos ou temos em Cristo:

Ef 1:3 - ABENÇOADOS "com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo"

Ef 1:4 - ELEITOS "nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor"

Ef 1:5 - PREDESTINADOS "para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade"

Ef 1:6 - AGRADÁVEIS "a si no Amado"

Ef 1:7 - REDIMIDOS "pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça"

Ef 1:9 - CONHECEDORES do "mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra"

Ef 1:13 - SELADOS "com o Espírito Santo da promessa"

Aqueles que se opõem à ideia da eleição e predestinação podem não estar entendendo a enormidade de nosso pecado e achando que ainda exista algo de bom no homem que seja capaz de fazer uma opção por Deus. A verdade é que não existe em nós, em nosso estado natural, uma partícula sequer de inclinação para Deus, muito pelo contrário. Nosso sentimento natural seria sempre de inimizade contra Deus, não fosse o fato de Deus ter escolhido alguns para a salvação.

1Co 2:14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Rom 8:7-8 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

or que os discipulos nao reconheceram Jesus?


Não nos é dito na Palavra a razão de alguns discípulos não terem reconhecido Jesus ressuscitado. Isso aconteceu com Maria Madalena (João 20:15), com os discípulos pescando (João 21:4) e com os dois discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24:13-35). Portanto, para aquilo que não está explicitamente declarado só podemos trabalhar com conjecturas.


Uma das razões de os discípulos não reconhecerem Jesus ressuscitado pode estar no fato de não esperarem que ele estivesse vivo. Se você vir alguém que morreu passar caminhando pela rua, antes de achar que está vendo a pessoa que morreu, irá pensar que é alguém parecido com ele. Sua mente racional lhe dirá ser impossível ver um morto caminhando pela rua.

Os discípulos haviam sido avisados de sua morte, mas não entenderam os avisos (Mc 9:31, 32), por isso foram pegos de surpresa por ela. Pode ser que depois tenha ocorrido com eles isso mesmo, a descrença de que fosse a mesma pessoa. Daí não o reconhecerem.

No caso de Maria Madalena em João 20 o texto diz que ainda estava escuro quando ela foi ao sepulcro, portanto uma explicação natural para ela não reconhecer o Senhor poderia ser a ausência de luz suficiente para ver suas feições, principalmente por ter os olhos ainda lacrimejantes de uma noite de tristeza e choro.

Semelhantemente, os discípulos que pescavam em João 21 podem não tê-lo reconhecido por causa da distância que o barco estava da praia e também porque eram os primeiros minutos do raiar do sol e eles tinham passado a noite acordados pescando sem sucesso. Seus olhos cansados podiam ainda não estar habituados à luz.

Mas estas são apenas suposições do que pode ter acontecido do ponto de vista natural, pois em algumas passagens, como a dos discípulos no caminho de Emaús, o mais provável é que o Senhor tenha deliberadamente fechado os olhos deles para que não o reconhecessem, abrindo-os mais tarde enquanto comia com eles, antes de desaparecer inteiramente de diante dos olhos deles.

Luc 24:16 Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.
(...)
Luc 24:31 Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.

Uma outras traduções mais literais, como as de J. N. Darby e J. N. Young, dizem "mas seus olhos estavam vendados" e depois "seus olhos foram abertos", indicando uma ação que não partiu deles próprios.

Do ponto de vista de uma explicação espiritual, entendo que Maria Madalena teve seus olhos abertos para reconhecer o Senhor quando foi chamada pelo nome. O Senhor realmente abriu seus olhos para ela perceber que era o mesmo Jesus que tinha ressuscitado, aquele que é tão íntimo dos seus que chama cada um pelo seu nome.

No caso dos discípulos no barco, João é o primeiro a reconhecer que era o Senhor, tão logo as redes se encheram milagrosamente de peixes. João foi o primeiro a crer na ressurreição do Senhor quando visitou o túmulo vazio (Joã 20:8 "Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu [o lugar vazio], e creu").

Podemos entender esse poder que o Senhor tem de se revelar às pessoas quando e onde quer, como ocorreu até mesmo antes de sua ressurreição ao se ocultar dos fariseus, ou seja, desaparecer bem diante de seus olhos:

Jo 8:59 "Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou".

Outro ponto interessante que encontramos na Palavra de Deus é que apenas os discípulos do Senhor o viram ressuscitado. Para o mundo, a última visão que tiveram do Senhor foi a de seu corpo morto sendo tirado da cruz e sepultado. A próxima visão será quando ele vier em glória para estabelecer o seu Reino.

Eu creio que a capacidade de ver o Senhor ressuscitado não seja algo natural. Isto é, estamos falando de um corpo em um estado da matéria que é completamente desconhecido da criação natural, portanto é preciso uma intervenção divina para que alguém possa enxergá-lo. Assim acredito que a menos que o Senhor abrisse os olhos de seus discípulos para enxergarem o que havia além dos bastidores do mundo material, nem mesmo eles o teriam visto em seu corpo ressuscitado. Mais uma vez isto é apenas uma conjectura minha a respeito do assunto.

Um exemplo interessante disso você encontra numa passagem do Antigo Testamento:

2Rs 6:14-17 "Então [o rei da Síria] enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais chegaram de noite, e cercaram a cidade. E o servo do homem de Deus [Eliseu] se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos? E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu".

Ali foi preciso uma intervenção divina para que o servo de Eliseu enxergasse o que havia nos bastidores, no mundo espiritual. Eliseu já tinha visto isso para poder afirmar que eram mais os soldados dos exércitos celestiais do que os dos exércitos das trevas, pois aqui ele não está simplesmente falando dos soldados humanos, mas daqueles que estariam ali para ajudar os soldados da Síria: "mais são os [anjos] que estão conosco [israelitas] do que os [anjos] que estão com eles [sírios]".

2Co 4:18 Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas

domingo, 30 de outubro de 2011

O que respondi...: A Bíblia proíbe a mulher de cortar o cabelo?

O que respondi...: A Bíblia proíbe a mulher de cortar o cabelo?: Em sua carta você pergunta sobre corte de cabelo da mulher, modo de vestir, etc. Embora a Palavra seja clara quando diz que o cabelo é a gló...

É possível congregar com desprendimento denominaci...

Você falou em congregar com "desprendimento denominacional" e eu acrescentaria que não existe uma desprendimento denominacional na prática se não houver uma separação do sistema denominacional para se estar reunido SOMENTE ao nome do Senhor Jesus Cristo, o Nome tão digno ao Pai que é, infelizmente, muitas vezes, considerado por nós de somenos importância.

Quantas vezes estamos prontos a alterar nosso rumo um pouquinho a fim de não sofrermos por causa deste Nome tão maravilhoso. E então caímos, como a grande maioria de nossos irmãos espalhados pelas divisões, na tentação de nos identificarmos por mais algum nome, esquecendo do valor que Seu bendito Nome tem para Deus, esquecendo‑nos que "Jesus Cristo" é, segundo o propósito de Deus, Aquele "do qual toda a família nos céus e na terra toma o Nome" (Ef 3.15). Mas por que tanta importância deve ser dada ao Seu nome? Porque Deus faz assim e porque disto depende o testemunho da unidade da Igreja sobre a terra, testemunho este apresentado aos homens (João 17.23) e aos anjos (Ef 10.3).

Infelizmente vemos o Nome de Cristo sendo considerado algo secundário e os cristãos passam a dar mais valor à união dos crentes do que à unidade do um só corpo, comprometendo assim o testemunho desta unidade e passando por cima da verdade. Existe uma diferença entre união, no sentido em que estou mostrando aqui, e unidade. Unidade é aquilo que já temos. Deus fez a igreja UM SÓ CORPO (Ef 4.4), e isto independente de nós. Foi Ele quem a fez assim. Cabe agora a nós darmos testemunho desta unidade que é tão preciosa aos olhos de Deus. Ninguém pode destruir a UNIDADE do Corpo de Cristo, mas os homens conseguiram arruinar o TESTEMUNHO desta unidade, ou seja, aquilo que é visível aos homens e aos anjos e que coube aos homens preservar ("Rogo‑vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer... Está Cristo dividido?" 1 Co 1.10,13).

Quanto à UNIÃO dos crentes, ela deve existir (Fp 2.2 diz, na versão atualizada, para sermos unidos de alma), mas nunca deve comprometer a verdade. Os homens dizem: "Não importa que doutrina você professe ou que denominação tenha; o importante é estarmos unidos." Isto é uma mentira. Deus nunca coloca o Seu selo em algo que não é segundo a verdade. As doze tribos de Israel foram divididas, tendo dez tribos seguido a Jeroboão, que fez altares para que o povo adorasse fora de Jerusalém, e duas tribos ficado com Roboão, adorando em Jerusalém. Deus permitiu tal divisão pois ela expressava o coração do povo, mas, embora Deus considerasse como Seu povo as doze tribos, reconhecia apenas Judá e Benjamim como estando no lugar que Ele havia escolhido para por o Seu Nome (Dt 12; 2 Cr 10.1‑19). Embora as dez tribos estivessem no lugar errado, adorando de maneira errada, Deus não permitiu que Judá e Benjamim lutassem contra seus irmãos das dez tribos, mesmo que tal luta fosse para reuní‑los novamente em um só Israel (2 Cr 11.1‑4). Mesmo no lugar errado, continuavam a ser o povo de Deus.

Mas vemos um alerta em 2 Crônicas 11.13‑16 que mostra, por um lado, a bênção de se estar onde Deus colocou o Seu Nome (no caso era Jerusalém ‑ o "UM LUGAR" de Dt 12) e o declínio, por outro lado, entre aqueles que se conectaram com o erro. Jeroboão lançou fora os verdadeiros sacerdotes do Senhor, pois não queria que eles ministrassem entre o povo, e elegeu para si mesmo sacerdotes, do mais baixo do povo, que não eram da tribo de Levi (1 Rs 12.31). Assim é o homem: escolhe para si aquilo que lhe agrada, passando por cima do que Deus determinou. Isso acabou em grassa idolatria como sabemos muito bem. Por outro lado, "aqueles de todas as tribos de Israel, OS QUE DERAM O SEU CORAÇÃO A BUSCAREM AO SENHOR DEUS DE ISRAEL, vieram a Jerusalém para oferecerem sacrifícios ao Senhor Deus de seus pais".

Mesmo em meio à ruína, sempre haverá aqueles que desejarão fazer as coisas conforme a vontade do Senhor, negando a sua própria vontade. Não duvido que tenha sido difícil para muitos terem tomado tal decisão. Se pensarmos que a grande maioria do povo não adorava no lugar estabelecido por Deus (dez tribos contra apenas duas), o mais fácil para qualquer israelita era adorar mais próximo de casa. Mas existiram aqueles, e Deus os recompensará por sua fidelidade, que saíam de suas casas, talvez escondidos dos guardas de Jeroboão, e iam até Jerusalém para adorar a Deus no lugar e da maneira que Ele havia instituido. Quão preciosa cena devia ser, aos olhos de Deus, um israelita fiel enfrentar os perigos e cansaços da viagem para fazer a Sua vontade! Com certeza isto ficou registrado no coração de Deus.

Mais adiante encontramos um rei temente a Deus, Josafá, reinando sobre Judá e Benjamim (2 Cr 17). Seu reino foi forte pois Deus o abençoou grandemente. Ele não apenas estava no lugar de testemunho estabelecido por Deus, mas procurava andar segundo a Sua Palavra (17.4‑9). Mas ele errou ao se aparentar com Acabe, rei de Israel (as dez tribos), indo se encontrar com ele em Samaria. Isto é procurar união fora dos princípios de Deus e fora do lugar que Ele estabeleceu. Evidentemente Josafá foi bem recebido e nós também somos bem recebidos quando nos afastamos daquilo que Deus nos ordena.

Mas isto somente no começo. Há sempre uma cilada escondida por trás dos presentes e das lisonjas que possamos ganhar e você verá que Acabe preparou uma armadilha para que Josafá fosse morto em seu lugar durante a batalha (2 Cr 18). Uma outra característica daquele que deixou o lugar que Deus havia estabelecido, associando‑se com aqueles que, embora seus irmãos, não estavam num lugar de obediência, foi sua incapacidade de julgar e discernir a vontade de Deus. Como se diz na linguagem popular, Josafá passou a "engolir" tudo sem nenhum julgamento. Tanto é que quando escuta um verdadeiro profeta declarar a verdade, se faz de surdo e segue adiante como se nada tivesse acontecido. Ele nem mesmo intercedeu pelo profeta quando este foi trancafiado, e preferiu seguir adiante dando ouvidos àqueles que diziam "coisas aprazíveis" (Is 30.10), tendo que colher frutos amargos de sua desobediência.

Enquanto em Roboão vemos que Deus não permitiu que LUTASSE contra aqueles que estavam fora do lugar, em Josafá vemos que Deus não queria que se UNISSE com aqueles que estavam fora do lugar. Eram irmãos, povo de Deus, e portanto não deviam ser combatidos. Mas estavam fora do lugar estabelecido por Deus e da forma que Este havia dado para adorarem. Portanto não deveriam ir a eles. Em um tempo de maior desvio da verdade, encontramos o profeta Jeremias sentando‑se, e sentindo‑se, solitário (Jeremias 15.17) por causa da impiedade que se espalhava por toda a parte. E qual foi a admoestação que Deus lhe deu? "Portanto assim diz o Senhor: Se tu voltares, então te trarei, e estarás diante da minha face; e se apartares o precioso do vil, serás como a minha boca; TORNEM‑SE ELES PARA TI, MAS NÃO VOLTES TU PARA ELES". (Jr 15.19).

Mas o que tem tudo isso que aconteceu a Israel a ver conosco que somos cristãos? "Porque TUDO que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança" (Rm 15.4). São lições claras para nós e seremos néscios se não as atendermos. Na história de Israel as dez tribos foram logo dispersas, a ponto de nunca mais poderem ser consideradas um testemunho do povo de Deus: "Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha feito: nunca se apartaram deles. Até que o Senhor tirou a Israel (as dez tribos) de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas: assim foi Israel (as dez tribos) transportado da sua terra à Assíria até ao dia de hoje. E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta... e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel" (2 Rs 17.22‑24).

As dez tribos foram dispersas e se misturaram com as nações e hoje homem algum poderá identificar um israelita dessas tribos. Eles serão somente recongregados quando o Senhor vier para reinar no milênio. No lugar deles, na terra de Samaria, foram colocados gentios que aprenderam os costumes de Israel e tornaram‑se nos samaritanos que encontramos no Novo Testamento. Restou apenas Judá e Benjamim, que embora tenham sido levados cativos mais tarde, foram, por Deus, trazidos de volta a Jerusalém (um pequeno remanescente) em Esdras/Neemias, para que houvesse sempre um testemunho naquele lugar. E não devemos nos esquecer de que mesmo no exílio os judeus oravam voltados para Jerusalém pois consideravam o lugar que Deus havia estabelecido (Dn 6.10).

Assim, embora Deus nunca tenha deixado de considerar as dez tribos como Seu povo (e as trará de volta no final), Ele colocou o seu selo sobre Judá/Benjamim para que fossem Seu testemunho na terra até a formação da Igreja, e também depois que a Igreja for arrebatada. Seriam os de Judá/Benjamim melhores israelitas do que os outros? Não! Eles eram iguais. Mas guardaram a Palavra do Senhor e não negaram o Seu Nome que estava sobre Jerusalém, o único lugar que tinha o selo de Deus para que os israelitas fossem ali adorar.

Há lições para nós? Muitas! Hoje Deus tem um povo: todos os seus filhos nascidos de novo; lavados pelo precioso sangue do Cordeiro e destinados ao céu. Mas, assim como Israel falhou em guardar a unidade, este povo de Deus, que é a Igreja, falhou igualmente. Deus não tem mais um lugar no sentido terreno, como era Jerusalém, mas continua tendo um lugar: "ONDE estiverem dois ou três reunidos em meu nome, AÍ, estou EU no meio deles" (Mt 18.20). Somente este lugar, onde Cristo é reconhecido, Sua Palavra TODA é aceita e o Seu Nome é o ÚNICO em evidência, é o lugar que Deus coloca o Seu selo como sendo o Seu testemunho sobre a terra. Embora nem todos os israelitas adorassem em Jerusalém, TODOS eram ali representados como testemunho. Embora nem todos os cristãos do mundo se reúnam ao nome do Senhor somente, todos estão ali representados no único pão. E é dado, assim, testemunho da unidade, e Deus é glorificado nisso.

Mas o que devemos fazer com respeito aos nossos amados irmãos que se encontram fora do bendito lugar de reunião estabelecido por Deus? O que fazer com aqueles que não consideram o Nome de Cristo como suficiente para identificá‑los, adotando diferentes denominações? O que fazer com aqueles que, embora nossos irmãos amados, não se sujeitam a Cristo como Cabeça na assembléia, colocando homens para dirigi‑los e tolhendo, assim, a liberdade do Espírito? O que fazer com relação àqueles que vão estar junto conosco no céu, mas que aqui na terra se organizam em diferentes denominações que não existirão no céu?

Uma resposta já temos: devemos amá‑los e considerá‑los como irmãos, ou seja, não fazer guerra contra eles (como Roboão). E outra coisa que devemos fazer é não irmos a eles e nem nos associarmos com eles em suas denominações e organizações. "O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte‑se da iniquidade" (2 Tm 2.19). Se entendemos a gravidade que é alguém dividir os filhos de Deus por diferentes nome; se entendemos a desonra que é para o Senhor nos identificarmos com algum outro nome além do dEle; se entendermos o desprezo à Sua bendita Pessoa que é colocar algum homem dirigindo‑nos em adoração; e se entendermos o dano que tudo isso causou ao testemunho da unidade do corpo de Cristo, nos manteremos afastados das denominações, dos seus sistemas humanos e dos seus cultos.

Mas, se não entendermos que tudo isso é "iniquidade", nossos sentidos estarão embotados e já teremos sido seduzidos pelas "oportunidades" que poderão se nos apresentar no meio denominacional. "Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." (2 Tm 4.3,4).

Faz algum tempo um pastor que conheci numa cidade próxima daqui, convidou‑me para falar em sua igreja. Com todo o cuidado para não ofendê‑lo, expliquei a ele como me reunia, e atenderia ao seu convite se fosse para falar, por exemplo, em sua própria casa. Mas, expliquei, minha consciência não me permitiria reunir em um lugar que estivesse sob a placa de uma denominação que divide os crentes. Na oportunidade dei de presente a ele alguma literatura.

A última notícia que tive dele, dada por duas pessoas diferentes, membros de sua denominação, foi que ele, no púlpito, pregou contra a literatura que ganhara, dizendo que tratava‑se de algo produzido por uma organização com o objetivo de destruir as denominações. Na ocasião ele chamou no púlpito irmãos e irmãs que receberam literatura semelhante, para que se comprometessem a trazer a ele toda literatura para ser queimada. Isso demonstrou o que há no coração daquele líder eclesiástico. Deus, em toda a Sua Palavra, exalta a Cristo como Cabeça sobre a Sua Igreja. E não deveríamos nós também exaltá‑Lo assim? Não importa quanta oposição iremos receber (e sempre haverá oposição), devemos nos firmar na Verdade, custe o que custar. "Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada" (Mt 15.13).

Deus é autor do mal?

Deus é autor do mal?

Isaías 45.7 ‑ A palavra "mal" na versão Almeida é "ra" no original hebraico, e tem o significado de tristeza, miséria, adversidade, aflição, mas nunca significa "pecado". Deus cria o mal, ou seja, Ele traz miséria, aflição ou tristeza quando assim julga necessário para cumprir os seus justos desígnios. O mal que Deus terá que trazer sobre o pecador que não crê em Cristo é um exemplo disto.

Um juiz que é justo ao condenar um transgressor trará, evidente, mal à vida do transgressor, prendendo‑o numa cadeia por um determinado tempo. A justiça inclui a aplicação de uma pena ao transgressor. Por esta razão Deus trouxe o dilúvio sobre a terra, eliminando aqueles que estavam cansados de receber um testemunho acerca do Deus verdadeiro mas teimavam em viver em iniquidade e idolatria. (leia Gênesis 6.1‑8). Ao longo de todo o Antigo Testamento você encontrará Deus julgando os homens por meio de catástrofes ou por guerras.

Romanos 9.6‑33 ‑ Aqui vemos a soberania de Deus e que Sua vontade está acima de tudo. Nem sempre seremos capazes de compreender a Sua vontade, mas podemos ter certeza de que é a melhor. Em Êx 4.19, Deus diz a Moisés: "eu SEI, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir". Aqui Deus sabia o que havia no coração de Faraó. No primeiro encontro, em Êx 5, Faraó diz "Quem é o Senhor?" e "Não conheço o Senhor", não deixando o povo ir. O coração do homem é igual, pois Moisés diz em 6.12: "Eis que os filhos de Israel me não têm ouvido; como pois me ouvirá Faraó?", ou seja, o homem é inimigo de Deus em qualquer lado que esteja. Mas Deus tinha o propósito de salvar aquele povo e condenar o Egito.

Assim é a graça de Deus. Ambos os povos eram pecadores culpados e não queriam escutar a voz do Senhor, portanto Ele podia simplesmente esquecê‑los e destiná‑los ao juízo. Mas Deus, na Sua graça, queria salvar um povo e escolheu os israelitas para serem este povo. Alguns perguntariam: "Por que Ele não salvou os dois povos?", mas eu pergunto "Por que Ele, ainda assim, salvou os israelitas, uma vez que estes eram tão indignos quanto os egípcios?" A resposta é que Ele quis salvar. Se há duas pessoas se afogando e alguém que passa na beira do rio escolhe salvar uma, não podemos dizer que ele seja culpado da morte da outra pessoa. Ele poderia muito bem não ter se arriscado e deixar que as duas morressem. Ele não tinha nada a ver com a falta de juízo daqueles que tinham escolhido nadar em águas profundas. Mas se ele, ainda assim, salva uma, deve ser reconhecido por seu feito.

Mas creio que Faraó ainda podia se converter, pois Deus estava Se revelando a Ele. (Lembre‑se do que aconteceu em Nínive, quando Jonas pregou e, ao contrário do que Jonas esperava, o rei e toda a cidade se arrependeram.) Assim, é somente no capítulo 7.3 que Deus vai endurecer o coração de Faraó, acabando assim suas chances de se converter.

Provérbios 16.4 ‑ Este é o mesmo caso de Faraó. Deus o criou, sabendo que ele seria tão ímpio quanto qualquer outro israelita. Mas Deus criou a ambos, que nasceram ímpios por causa do pecado e não de Deus, e decidiu salvar o ímpio israelita, permanecendo o ímpio Faraó na condenação e ainda servindo de instrumento para que Deus concluísse os Seus desígnios. Mas em tudo isso Deus permanece justo. João 1.3 mostra que Cristo e que sem Ele nada do que foi feito se fez, portanto isto inclui tudo. Você foi criado por Deus, por intermédio de Cristo, assim como eu. E nós, embora tenhamos sido salvos pela fé em Jesus, nascemos tão ímpios quanto Faraó ou o mais vil assassino que exista na penitenciária. Se Deus justifica o ímpio (Rm 4.5) que crê e condena o ímpio que permanece nos seus pecados, não podemos dizer que Deus é injusto em condenar o segundo ou mesmo de utilizá‑lo para cumprir Seus justos desígnios. Mas podemos louvá‑lo por salvar o primeiro, ou seja, o ímpio que crê em Jesus.

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