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sábado, 17 de dezembro de 2011

A mulher de Apocalipse 12 é Maria?

Não existe qualquer respaldo bíblico para se considerar a mulher de Apocalipse 12 como representando Maria, mãe de Jesus. E também não há, na Palavra de Deus, qualquer menção a Maria como sendo a mãe da igreja, conforme você afirmou. A igreja é formada pelos salvos por Jesus, portanto Maria era, ela própria, um membro do corpo de Cristo.


A mulher de Ap 12 representa a nação de Israel, que é mostrada no Antigo Testamento como esposa de Deus (o livro de Cantares ou Cântico dos Cânticos é um exemplo disso).

Isa 54:1 "Cante, ó estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto; porque mais são os filhos da mulher abandonada do que os daquela que tem marido", diz o Senhor.
Isa 54:2 "Alargue o lugar de sua tenda, estenda bem as cortinas de sua tenda, não o impeça; estique suas cordas, firme suas estacas.
Isa 54:3 Pois você se estenderá para a direita e para a esquerda; seus descendentes desapossarão nações e se instalarão em suas cidades abandonadas. "
Isa 54:4 "Não tenha medo; você não sofrerá vergonha. Não tema o constrangimento; você não será humilhada. Você esquecerá a vergonha de sua juventude e não se lembrará mais da humilhação de sua viuvez.
Isa 54:5 Pois o seu Criador é o seu marido, o Senhor dos Exércitos é o seu nome, o Santo de Israel é seu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra.
Isa 54:6 O Senhor chamará você de volta como se você fosse uma mulher abandonada e aflita de espírito, uma mulher que se casou nova, apenas para ser rejeitada", diz o seu Deus.
Isa 54:7 "Por um breve instante eu a abandonei, mas com profunda compaixão eu a trarei de volta.
Isa 54:8 Num impulso de indignação escondi de você por um instante o meu rosto, mas com bondade eterna terei compaixão de você", diz o Senhor, o seu Redentor.

A passagem de Apocalipse 12 mostra Israel, com as doze tribos representadas pelas doze estrelas, como gerando o filho que viria a reger as nações com vara de ferro, isto é, Jesus. Esse filho, porém, foi levado para Deus (a ressurreição de Jesus), portanto o seu reinado com vara de ferro é ainda futuro, já que enquanto esteve aqui Jesus foi manso e humilde, nem um pouco a imagem de um rei severo.

Na ausência do filho, a mulher (Israel) foge para o deserto para ser mantida por Deus por 3 anos e meio. Enquanto isso vemos irromper uma batalha nos céus e o diabo é lançado na terra junto com seus anjos, passando a perseguir o remanescente fiel de Israel. Em nenhum momento a passagem fala da morte de Jesus e tampouco menciona a Igreja. Devemos nos lembrar que o objeto da profecia é Israel, nunca a Igreja. Cronologicamente falando, a Igreja deixa de ser mencionada no capítulo 3 de Apocalipse, sendo os primeiros versículos do capítulo 4 uma alusão ao arrebatamento. A partir daí João, representando os salvos desta dispensação, passa a assistir do céu o que vai acontecer na terra. A Igreja só voltará a ser vista no final do livro de Apocalipse, por ocasião das bodas do Cordeiro.

Outra evidência de Israel como sendo a mulher de Apocalipse 12 está no sonho de José, quando sua mãe (juntamente com seu pai) surgem como a origem de Israel (o nome de Jacó foi mudado para Israel). As doze estrelas (onze mais José) são as doze tribos de Israel.

Gên 37:9 Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: "Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim".
Gên 37:10 Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: "Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você? "

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

#270 Nenhum deles se perdeu

Leitura: João 17:10-19

Jesus glorifica o Pai salvando pecadores, e é glorificado por cada um que ele salva. É assim que ele diz: "Eu tenho sido glorificado por meio deles". E Jesus não é glorificado apenas pelos seus neste mundo, mas também pelo cuidado que tem por eles para que nenhum se perca. Tanto o recebimento da salvação quanto sua manutenção não vem de nós, mas de Deus. Caso contrário, o homem seria glorificado por sua salvação e por sua perseverança em manter-se salvo.

Enquanto estava aqui Jesus protegia os discípulos, de modo que nenhum deles se perdeu, exceto Judas, que estava destinado à perdição. Agora ele pede ao Pai que guarde os que são seus, e essa mesma intercessão Jesus continua a fazer no céu por cada um dos que são salvos por ele. Se você realmente crê em Cristo saiba que nada e nem ninguém pode tirar você das mãos do Pai.

Jesus guardava os seus discípulos enquanto ainda estava com eles, e mais ainda depois da formação da igreja no dia de Pentecostes em Atos, capítulo 2. A partir daquele dia cada pessoa que crê em Jesus é selada com o Espírito Santo, a garantia de que jamais poderá se perder. Veja o que dizem estas passagens das cartas de Paulo aos Efésios e aos Coríntios:

"É Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir... Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus... Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia... o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção" (2 Co 1:21-22; Ef 1:13-14; 4:30; 2 Co 5:5).

Antigamente os reis validavam um documento colocando nele o seu selo, a marca de seu anel pressionado sobre uma gota de lacre derretido ou simplesmente com tinta, como se fosse um carimbo. O selo era a garantia de propriedade. Assim Deus sela com o Espírito Santo cada um que é salvo por Jesus, como se dissesse: "Este é minha propriedade, ninguém pode tirá-lo de minhas mãos". Aqueles que acham que podem perder a salvação, ou o Espírito Santo com o qual foram selados como garantia, não fazem ideia de quem é Deus e de como ele é zeloso daquilo que é seu.

Mas o que dizer dos que um dia pareciam tão convertidos e depois voltaram a ser o que eram ou até piores? Bem, talvez nunca tenham nascido de novo, nunca creram em Jesus, mas apenas adotaram uma religião cristã e aprenderam a fingir. O apóstolo João fala desse tipo de gente em sua primeira carta: "Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos" (1 Jo 2:19).

Nos próximos 3 minutos Jesus revela o que deseja para aqueles que viriam a crer nele nas gerações futuras, ou seja, eu e você.
Evangelho em 3 minutos com Mário Persona.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O que significa a palavra Igreja?

Na Bíblia a palavra "igreja" nunca se refere a um edifício. Não existe tal idéia na Bíblia. Igreja significa simplesmente assembléia ou a reunião das pessoas. Aí está o fato de não nos entendermos, pois você considera o significado da palavra igreja como sendo duas coisas: um edifício ou uma denominação. Tanto um significado como outro são estranhos à Palavra de Deus. Os homens os usam, mas não foram dados por Deus, uma vez que Ele não indicou aos cristãos que construíssem qualquer edifício (além daquele que é a própria casa de Deus, que é construído com pedras vivas ‑ Ef. 2:20‑22), e Ele tampouco criou alguma denominação; muito pelo contrário, o apóstolo Paulo denuncia como carnalidade levar qualquer outro nome além do nome do Senhor Jesus (I Cor. 3:4).

Os cristãos devem, evidentemente, se reunir ao nome do Senhor Jesus (Mt. 18:20), para orarem, celebrarem a Ceia do Senhor lembrando a Sua morte, aprenderem da doutrina dos apóstolos e terem comunhão uns com os outros (At. 2:42). Isso pode ser feito numa casa, ou num edifício ou salão destinado ou não exclusivamente para este fim. É importante entender que o edifício onde tal reunião ocorre nada é. Não tem o mesmo caráter do tabernáculo no deserto, do templo de Salomão ou das sinagogas dos judeus. Estamos numa nova aliança e nada temos a ver com o Antigo Testamento na sua forma de adorar.

No Antigo Testamento os homens não tinham o Espírito Santo com nós temos, habitando em nós. Cristo não havia sido morto e glorificado. Toda a adoração era exterior. Tudo mudou (leia João 4). O tabernáculo foi mandado construir pelo próprio Deus, que deu até mesmo as medidas, o mesmo ocorrendo com o templo. As sinagogas eram uma iniciativa dos judeus para ser apenas um lugar de leitura, e não tinham o caráter de um lugar de adoração (o qual estava em Jerusalém e em nenhum outro lugar ‑ Veja Deut. 12).

Hoje temos um tabernáculo, um lugar para entrarmos e adorarmos a Deus. Mas qualquer cristão que considerar um edifício de pedra ou tijolo (um lugar físico, enfim) como sendo o lugar de adoração, está desprezando o que diz a Palavra de Deus; está até mesmo rebaixando o lugar de adoração. "Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, ministro do santuário, o qual o Senhor fundou, e não o homem... Tendo pois, irmãos ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é pela sua carne" (Hb. 8:1,2; 10:19,20).

Portanto, nosso santuário, nosso tabernáculo, o edifício santo onde podemos entrar para adorar está no céu! Não se encontra mais sobre esta terra, como no tempo da antiga dispensação. Não é mais feito por mãos de homens e não tem mais sacerdotes pecadores e falhos. Não, nosso lugar de adoração está no céu, tendo o próprio Senhor Jesus Cristo como nosso Sumo Sacerdote. Qualquer coisa menos do que isso é voltar ao judaísmo; é ficar "nas sombras" e deixar de usufruir o cumprimento da Palavra de Deus (Hb 8:4,5).

Espero que entenda que o cristianismo que você vê ao redor é uma mistura de judaísmo. Isso foi estabelecido pelo catolicismo romano, com seus templos consagrados, sacerdotes, altares, rituais, roupas especiais e todo o aparato para uma adoração exterior, como era no tempo do Antigo Testamento. Isso foi adotado em muitos pontos pelo protestantismo, que preservou a idéia de templos, sacerdotes (algumas denominações usam este termo para o pastor, como também chamam de altar o local onde está o púlpito) e rituais. Tudo isso tem a ver com o judaísmo e nós não estamos no judaísmo.

Tudo isso tende a uma adoração terrena, dentro de um sistema humano de ritos e lugares santificados. Cristo sofreu fora do arraial que representava todo o sistema judaico, e por isso a Palavra nos exorta a sairmos a Cristo ou para estarmos com Cristo, fora do arraial (o sistema religioso judaico), levando o Seu vitupério ou Sua rejeição "porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura" (Hebreus 13:10‑15).

Se temos que sair a Cristo, é porque Ele está fora de todo o sistema judaico. E a mesma situação você encontrará em Laodicéia, que representa os últimos dias da Igreja antes do arrebatamento: Cristo encontra‑se do lado de fora, à porta, batendo e esperando ser atendido por aqueles que ouvirem a Sua voz (Ap. 3:20). Embora esta passagem seja muito usada em evangelismo, dirigindo‑se ao pecador sem Cristo, no seu contexto está conectada à Laodicéia, ou seja, a cristãos. "...ouvir a minha voz" se refere à escutar a Palavra do Senhor, conforme é revelada nas Escrituras, e não ser levado pelos costumes dos homens.